28 abril 2020

O DOGMA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO NA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA: SAGRADA ESCRITURA, SAGRADA TRADIÇÃO E SAGRADO MAGISTÉRIO.


                                                                                  Por Cássio José



A Igreja Católica tem como Doutrina de Fé a Segunda Vinda de Cristo! Essa verdade bebe tanto da Sagrada Escritura, da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério da Igreja.

1. A SAGRADA ESCRITURA E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.

Ø  FOI PROMESSA DE JESUS:
Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais.
(João 14, 2-3)
            Além de o próprio Senhor Jesus ter feito essa promessa aos seus apóstolos no episódio da última Ceia, o próprio Jesus fez um sermão escatológico quando foi indagado pelos seus próprios apóstolos acerca das últimas coisas ou do Fim do Mundo:
  • Mateus 24-25; Marcos 13, Lucas 21, 5-36.
Ø  Algumas passagens sobre a Segunda Vinda:
Não são poucas as passagens que alertam quanto ao retorno glorioso de Jesus. Trouxemos algumas para você ler:
Dn 2, 44-45; 7,9-14; 12,1-3/ Zc 12,10; 14,1-15/ Mt 13,41; 24,15-31; 26,64/ Mc 13,14-27; 14, 62/ Lc 21,25-28/ At 1,9-11; 3,19-21/ 1 Ts. 3, 13/ 2 Ts. 1, 6-10; 2,8/ 1 Pd 4,12-13/ 2 Pd 3, 1-14/ Jd 14-15 / Ap 1,7; 19,11; 20, 6; 22,7.12.20.

2. A SAGRADA TRADIÇÃO E A SEGUNDA VINDA DE JESUS.

Em toda a história da Igreja Católica, percebemos que o desejo da volta de Jesus é grande. Seja pela liturgia de todos os tempos, seja pela vida dos santos, seja pelos discursos dos Papas ao longo da história da Igreja, conforme os tempos em que o povo ia vivendo.

 A VIDA DOS SANTOS É UM ANÚNCIO DE QUE JESUS VAI VOLTAR. Um aspecto fundamental quando afirmamos que a Sagrada Tradição declara que Jesus vai voltar, é na vida dos santos! A busca da santidade por muitos homens e mulheres de todas as épocas, lugares e realidades provam que Jesus vai voltar. Afinal de contas, o santo é aquele que teve uma experiência pessoal com o Senhor e Salvador Jesus Cristo, abandonou as práticas mundanas para proclamar a este mundo Jesus de Nazaré para assim todos se converterem a Jesus também e um dia morarem no Céu por toda a eternidade. O livro Os Santos do Calendário Romano depois de apresentar os principais santos da história da Igreja, traz as Quatro Dimensões da Santidade. São as seguintes:

1º.    Dimensão crístico-pneumatológica;
2º.    Dimensão eclesiológica;
3º.    Dimensão escatológica;
4º.    Dimensão antropológica.
Quando a Igreja traz a DIMENSÃO ESCATOLÓGICA para a vida dos santos ela traz as seguintes características para os mártires, pastores, doutores, virgens e santos e santas:
ü   A dimensão escatológica, essencial à santidade como sinal do reino (cf. LG 50), brilha principalmente nos mártires, os quais, por uma morte chamada PRECIOSA E GLORIOSA, já são herdeiros do reino dos céus;
ü  Eles são denominados de ESTRELAS NA ETERNIDADE, as quais perpetuam seus nomes pelos séculos;
ü   A nota escatológica é no sentido de que eles já são participantes da coroa eterna na cidade celeste.

O próprio Calendário Romano dos Santos diz que São Vicente Ferrer é mencionado explicitamente pelo fato de ter sido um PREGADOR ESCATOLÓGICO e que anunciou na terra o JUIZ que vem. O Calendário Romano dos Santos ainda diz (p.644) o seguinte:

Em todo caso, o pastor, especialmente se missionário do Evangelho, é também anunciador da espera vigilante do encontro definitivo com o Senhor.

(Os Santos do Calendário Romano, pág. 644quando trata da Dimensão Escatológica na vida dos santos) 

Quando o Calendário Romanos dos Santos traz a vida de São Vicente Ferrer, páginas 129-131, ele nos detalha as seguintes informações:

Ø  Ele é celebrado no dia 5 de abril;
Ø  São Vicente Ferrer era sacerdote e pregador dominicano;
Ø  Ele era um pregador escatológico e muito usado por Deus para realizar milagres;
Ø  Esse santo foi suscitado por Deus na Igreja como pregador infatigável do evangelho, a fim de chamar os homens para a espera vigilante do Juízo;
Ø  Em Salamanca, as pessoas lhe perguntavam pelos sinais do juízo final e respondia que NÃO HAVIA MELHOR SINAL DO QUE A MISERICÓRDIA DE DEUS, a qual até então operara mais de três mil milagres por meio do pecador que estava diante delas. 

O pedido final do Oremos ou Coleta, da Memória de São Vicente Ferrer, destaca que ele foi um ANUNCIADOR DA SEGUNDA VINDA DE JESUS CRISTO COMO JUIZ e convida-nos a nos preparar para a vinda do Senhor, a fim de o contemplarmos na glória celeste:

Ó Deus, que suscitastes na Igreja o presbítero são Vicente Ferrer para a pregação do vosso evangelho, daí-nos a alegria de contemplar no céu o Cristo, nosso rei, cuja vinda como juiz foi por ele anunciada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 [Oremos em comemoração facultativa da vida de São Vicente Ferrer: Liturgia Diária, Abril de 2019: págs. 28 e 29]

Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja, já no século V, exortava os cristãos quanto aos que receiam a Segunda Vinda de Cristo:

“Quem não tem inquietação aguarda a segunda vinda de seu Senhor. Pois que amor a Cristo é esse que teme a sua chegada? Irmãos, não nos envergonhemos! Amamos e temos medo de sua vinda. Será que amamos? Ou amamos muito mais nossos pecados? Odiemos, por tanto, estes mesmos pecados e amemos aquele que virá castigar os pecados. Ele virá, quer queiramos, quer não. Se ainda não veio, não quer dizer que não virá. Virá em hora que não sabes; se te encontrar preparado, não haverá importância não saberes”.
 [Do livro Alimento Sólido, professor Felipe Aquino, pág. 61]


O Papa Bento XVI, assim afirmou na sua Homilia da Missa de inauguração da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe:


O Espírito acompanha a Igreja no longo caminho que se estende entre a primeira e a segunda vinda de Cristo: “vou, e volto a vós”(Jo 14,28), disse Jesus aos apóstolos. Entre a “ida” e a “volta” de Cristo está o tempo da Igreja, que é o seu corpo, estão esses dois mil anos (2009) transcorridos até agora”.

                [Homilia da Missa de Inauguração da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe. Ver Documento de Aparecida, p. 277, 5. edição, 2008]


3. O SAGRADO MAGISTÉRIO E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.

A teologia da Igreja Católica declara como DOGMA DE FÉ a doutrina e realidade sobre a Segunda Vinda de Jesus.
Desde a Ascensão, o desígnio de Deus entrou na sua consumação. Estamos já na «última hora» (1 Jo 2, 18). Portanto, a era final do mundo já chegou para nós, e a renovação do mundo já está irrevogavelmente realizada e, de certo modo, já está antecipada nesta terra. Pois já na terra a Igreja se reveste de verdadeira santidade, embora imperfeita.

(Catecismo da Igreja Católica, n. 670)
            
A Igreja sabe que a partir da Ascensão de Cristo na glória pode acontecer a qualquer momento, diz o nosso Catecismo, embora ninguém saiba quando será.

A partir da Ascensão, o advento de Cristo na glória é iminente, embora não nos «caiba conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com a sua própria autoridade» (At 1, 7). Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento, ainda que estejam «retidos», tanto ele como a provação final que há de precedê-lo.

(Catecismo da Igreja Católica, n. 673)

Vejamos alguns exemplos nos documentos oficiais do Magistério da Igreja pertinentes ao anúncio dogmático sobre a Segunda Vinda de Cristo:
Ø  CREDO – PROFISSÃO DE FÉ:
·         SÍMBOLO APOSTÓLICO:
Subiu aos céus; está sentado à direita de Deus-Pai, todo-poderoso, donde HÁ DE VIR (i.e: VOLTARÁ) a julgar os vivos e os mortos.
·         SÍMBOLO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO:
E de novo HÁ DE VIR, EM SUA GLÓRIA, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Ø  CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA:
v  Ele voltará na glória: CIC, parágrafos: 668, 669, 670, 671, 672;
v  O Dia e a hora e a Provação Final estão no desconhecimento (retidos): CIC, parágrafos 673;
v  Israel precisa reconhecer a Jesus como Messias enviado e se converter: CIC, parágrafo 674: Uma parte de Israel se endureceu na incredulidade para com Jesus. Os judeus precisam se converter a Jesus Cristo antes de sua Segunda Vinda;
v  Provação derradeira (Grande Tribulação) que a Igreja enfrentará: CIC, parágrafo 675 e 676:
Nesses 2 parágrafos a Igreja nos alerta para os seguintes acontecimentos escatológicos:
A Igreja passará por uma Provação Final que abalará a fé de muitos crentes, acontecerá a perseguição dos cristãos, o mundo vai receber o mistério da iniqüidade através da impostura religiosa e do surgimento do Anticristo (o pseudo-messianismo) que fará sinais enganadores (2 Ts 2,4-12; I Ts 5, 2-3; II Jo 7; I Jo 2, 18.22).   
v  Jesus voltará para julgar os vivos e os mortos: parágrafos 678, 679, 680, 681, 682.
v  Parágrafo 1040: O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo.
v  A Igreja fala sobre o Juízo Particular: parágrafos do CIC 1021-1022;
v  A Igreja fala sobre o Céu:  parágrafos do CIC 1023-1029;
v  A Igreja fala sobre a purificação final ou Purgatório: parágrafos do CIC 1030-1032;
v  A Igreja fala sobre o Inferno: parágrafos do CIC 1033-1037;
v  A Igreja fala sobre o Juízo Final: parágrafos do CIC 1038-1041;
v  A Igreja fala sobre a esperança dos céus novos e da terra nova: parágrafos do CIC 1042-1050.

Ø  A MISSA ANUNCIA A VINDA DE CRISTO E ANTECIPA AS NÚOCIAS DO CORDEIRO.
·         Catecismo da Igreja Católica, n. 671:
Por este motivo os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para apressar a volta de Cristo, dizendo-lhe: Vem, Senhor (Ap 22,20).
·         CIC, n. 1111:
Por meio de suas ações litúrgicas a Igreja peregrina já participa, por antecipação, da liturgia celeste.
·         CIC, n. 1354:
Na anamnese (na Oração Eucarística) que segue, a Igreja faz memória da Paixão, da Ressurreição e DA VOLTA GLORIOSA DE CRISTO JESUS; ela apresenta ao Pai a oferenda de seu Filho que nos reconcilia com ele.
·         CIC, nos parágrafos 1137, 1138 e 1139 fala sobre OS CELEBRANTES DA LITURGIA CELESTE:
 1137. O Apocalipse de São João, lido na liturgia da Igreja, revela-nos, primeiramente, um trono preparado no céu, e Alguém sentado no trono, «o Senhor Deus» (Is 6, 1). Depois, o Cordeiro «imolado e de pé» (Ap 5, 6): Cristo crucificado e ressuscitado, o único Sumo-Sacerdote do verdadeiro santuário, o mesmo «que oferece e é oferecido, que dá e é dado»(5). Enfim, «o rio da Vida [...] que corre do trono de Deus e do Cordeiro» (Ap 22, 1), um dos mais belos símbolos do Espírito Santo.
1138. «Recapitulados» em Cristo, tomam parte no serviço do louvor de Deus e na realização do seu desígnio: os Poderes celestes, toda a criação (os quatro viventes), os servidores da Antiga e da Nova Aliança (os vinte e quatro anciãos), o novo povo de Deus (os cento e quarenta e quatro mil), em particular os mártires, «degolados por causa da Palavra de Deus» (Ap 6, 9) e a santíssima Mãe de Deus (a Mulher; a Esposa do Cordeiro enfim, «uma numerosa multidão que ninguém podia contar e provinda de todas as nações, tribos, povos e línguas» (Ap 7, 9).
1139. É nesta liturgia eterna que o Espírito e a Igreja nos fazem participar, quando celebramos o mistério da salvação nos sacramentos.
·         CIC, n. 1402: a Eucaristia é a antecipação da glória celeste.
·         CIC, n. 1403:
Na última ceia, o próprio Senhor chamou a atenção dos seus discípulos para a consumação da Páscoa no Reino de Deus: «Eu vos digo que não voltarei a beber deste fruto da videira, até o dia em que beberei convosco o vinho novo no Reino do meu Pai» (Mt 26, 29) . Sempre que a Igreja celebra a Eucaristia, lembra-se desta promessa, e o seu olhar volta-se para «Aquele que vem» (Ap 1, 4). Na sua oração, ela clama pela sua vinda: «Marana tha» (1Cor 16, 22), «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 20), «que a Tua graça venha e que este mundo passe!».
·         CIC n, 1404:
E é por isso que nós celebramos a Eucaristia «expectantes beatam spem et adventum Salvatoris nostri Jesu Christi – enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda de Jesus Cristo nosso Salvador.

·         Na LITURGIA DO ADVENTO encontramos a seguinte oração:



Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso.

Revestido de nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação.
Revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos.

Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz....”
(Prefácio do Advento I).

NA ORAÇÃO EUCARÍSTICA ANUNCIAMOS A SEGUNDA VINDA DE CRISTO:

·         Oração Eucarística I (Missal, página 469), Oração Eucarística II (Missal, página 477):
Eis o mistério da fé!
AS: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte e enquanto esperamos a vossa vinda!
·         Oração Eucarística III (Missal, página 482):
Eis o mistério da fé!
AS: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte enquanto esperamos a vossa vinda!
PR: Celebramos agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e de sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos A SUA NOVA VINDA, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.
·         Oração Eucarística V (Missal, página 495):
Tudo isto é mistério da fé!
AS: Toda vez que se come deste pão, toda vez que se bebe deste vinho, se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando a sua volta! 

·         Rito da Comunhão:

PR: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos e filhas, digamos juntos:
AS: Pai nosso que estais nos céus...
PR: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, AGUARDAMOS A VINDA DO CRISTO SALVADOR.
AS: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

Ø  Oração do Pai Nosso

O Catecismo da Igreja Católica (CIC, n. 2818) nos ensina ao refletir sobre o SEGUNDO PEDIDO DO PAI NOSSO, que é VENHA A NÓS O VOSSO REINO (Mateus 6, 10) que nesse pedido da Oração do Senhor, trata-se principalmente da vinda final do Reinado de Deus mediante o RETORNO DE CRISTO:
Na oração do Senhor, trata-se principalmente da vinda final do Reinado de Deus mediante O RETORNO DE CRISTO. Mas este desejo não distrai a Igreja da sua missão neste mundo, antes a empenha nela. Porque, desde o Pentecostes, a vinda do Reino é obra do Espírito do Senhor, «para continuar a sua obra no mundo e consumar toda a santificação».
(Catecismo da Igreja Católica, n. 2818)

Vale a pena assistir ao vídeo que resumo esse Dogma de Fé no âmbito Católico acerca da Segunda Vinda de Cristo:

A Doutrina sobre a Segunda Vinda de Cristo e as supostas previsões de Seu Retorno Glorioso.


                                                                                                     Por Cássio José

1. A Doutrina sobre a Segunda Vinda de Cristo.
Toda igreja cristã (Catolicismo Romano, Protestantismo e Catolicismo Ortodoxo) aceita, SEM SOMBRA DE DÚVIDAS, a verdade bíblica sobre a Segunda Vinda Gloriosa de Jesus Cristo: o fato de que Jesus de Nazaré voltará uma SEGUNDA e DEFINITIVA VEZ, não mais como homem (Jo 1, 14) para salvar a humanidade (Jo 3,16-17), como já O fizera, pelo projeto que o Pai desejou que Ele realizasse, e Jesus realizou ao morrer numa cruz e ressuscitar glorioso ao terceiro dia (At 2, 22-24); mas, em seu retorno escatológico ou na Sua Parusia que dar-se-á com o objetivo de buscar os seus eleitos (Jo 14,2-3), aqueles que lavaram e alvejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro de Deus e entregaram suas vidas pelo testemunho de sua fé no Cristo (Ap 12, 12-13).
Desde a Igreja Primitiva, os primeiros cristãos já tinham por certo a Volta de Jesus, inclusive para a geração em que eles estavam.
Prova disso, é que tanto o apóstolo Paulo e os demais outros apóstolos tratam de tal assunto nas suas epístolas, trazendo orientações para os cristãos da época e também esclarecendo dúvidas sobre a Volta de Jesus. Vejamos:
“O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência para conosco. Não quer que ninguém pereça, ao contrário, quer que todos se arrependam”.
(II Pd 3, 9)

Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências. Eles dirão: Onde está a promessa de sua vinda? Desde que nossos pais morreram, tudo continua como desde o princípio do mundo.”
(II Pd 3, 3-4).

Essa deve ser a nossa convicção: Jesus, de fato, voltará! É promessa de Jesus a sua Segunda Vinda:

Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos ter preparado um lugar, voltarei e vos levarei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais”.

(João 14, 2-3)

Será que Jesus estava brincando? É, por acaso, uma promessa que não concretizará em cumprimento? Muitos, hoje, pensam e ensinam isso! Coitados! Serão pegues de surpresa, não por culpa do Senhor e de sua Igreja, quando o Dia Final chegar. Quanto a nós, os que aguardam a volta de Jesus, será motivo de muita alegria.



2. Até mesmo alguns santos da Igreja Católica dataram erroneamente a Segunda Vinda de Cristo e o Fim do Mundo!
            A aspiração sobre o retorno de Jesus frente aos acontecimentos de cada época fez muitos santos proclamarem a Sua volta! Toda vez quando aconteciam fatos pavorosos, calamidades de extensão mundial ou sinais na natureza, além de outros, logo se esperava que Jesus já estivesse às portas na Sua Segunda Vinda. Muitos se enganaram sobre a data da Parusia e levaram outros ao engano e ao desespero. Até grandes santos da Igreja erraram neste ponto. Podemos citar alguns exemplos dados por Dom Estêvão Bettencourt no seu Curso de Escatologia (p.118-119):
Ø  O pseudo Barnabé, em fins do século I, afirmava que o ano 6000 após a criação do mundo, seria o fim da História (epist. 15,4);
Ø  Santo Irineu (202), de Lião confirmava esta tese errada (Adv. Haer. 5, 23, 2);
Ø  Santo Hipólito de Roma (235) – chegou a afirmar que o final do mundo seria o ano 500... (In Danielen 4, 23);
Ø  Santo Ambrósio (397), (In LC 7,7) e Santo Hilário de Poitiers (367), (In Mt 17,2) – apoiaram a mesma tese anterior e erraram;
Ø  São Gaudêncio de Bréscia (405) – indicava o ano 7000 após a criação, como o final do mundo;
Ø  No século V, com a queda de Roma (476), São Jerônimo, São João Crisóstomo e São Leão Magno defendiam que face à queda de Roma, o fim do mundo estava próximo;
Ø  No século XVI e XVII, São Gregório Magno, afirmava como próxima a vinda de Cristo.     
Muitas vezes as profecias sobre a vinda de Cristo iminente são sugeridas pela necessidade que temos de encontrar uma saída para os tempos difíceis em que se vive. A Igreja, no entanto, é muito cautelosa nesse ponto, e sempre nos lembra o que Jesus disse.
Antes da segunda vinda de Cristo a Igreja passará por uma fortíssima provação final.  Diz p Catecismo da Igreja Católica que sobre a Grande Tribulação:
Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes (639). A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra (640), porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado.

(CIC, n. 675)
3. Algumas previsões fracassadas sobre o Fim do Mundo.
Fora do âmbito católico vemos também muitos líderes de diversas religiões e segmentos datarem a Segunda Vinda de Jesus, tamanha era a sua vontade do regresso do Mestre ou falta de prudência, discernimento e análise ante os eventos que iam sucedendo ao seu redor.
Isso, no entanto, tem sido um meio fortíssimo para que muitas pessoas sejam conduzidas ao erro.
Uma profecia acerca do acabamento do mundo foi por água abaixo por uma seita formada por 15 pessoas e liderada por uma doméstica chamada de Michigan, Marion Keech, que segundo ela, extraterrestres afirmaram para eles que o mundo ia se acabar no dia 21 de dezembro de 1954 com uma inundação. Eles esperavam então o resgate de uma nave espacial que viria buscá-los para que eles não sofressem com o fim do mundo por meio da grande inundação. O fato é que nesse dia após esperarem 5 horas e nada de inundação chegar e nem sinal algum acontecer, Marion foi contactada por extraterrestres que afirmaram uma novidade: o grupo ali reunido, com poder de sua crença, espalhara tanta luz que Deus cancelara a destruição do mundo.
Percebemos aí uma grande ilusão do homem que escuta tudo e todos, menos a Palavra de Deus!
Uma reportagem publicada pela revista Veja, no mês de novembro de 2009, nos mostra várias profecias acerca do fim do mundo, anunciadas por algumas pessoas, e que, não aconteceram. Vejamos algumas para nossa reflexão:
Ø  1524 – QUEM E O PREVIU:
Astrólogos previram que o fim do mundo começaria com uma inundação em Londres no dia 1 de Fevereiro.
O QUE ACONTECEU:
No dia, nem chuvisco. Disseram que houve um erro de cálculo de 100 anos. O fim do mundo seria em 1624.

Ø  1533 – QUEM E O QUE PREVIU:
Melchior Hoffmann, profeta anabatista, previu que, um milênio e meio depois da morte de Cristo, o mundo seria consumido em chamas.
O QUE ACONTECEU:
Foi preso e morreu na cadeia.

Ø  1537 – QUEM E O QUE PREVIU:
O astrólogo francês Pierre Turrel achou quatro datas para o fim do mundo: 1537, 1544, 1801 e 1814.
O QUE ACONTECEU:
Nunca se viu notícias de alguém que tenha errado mais.

Ø  1648 – QUEM E O QUE PREVIU:
  O judeu Sabbatai descobriu que ele mesmo era o Messias e viria em 1648.
O QUE ACONTECEU:
Mudou a data para 1666. Preso, converteu-se ao islamismo.

Ø  1736 – QUEM E O QUE PREVIU:
O teólogo inglês William Wilson previu que o fim seria em Londres em 13 de Outubro. O rio Tâmisa ficou atulhado de barcos para fugir da inundação.
O QUE ACONTECEU:
De novo, nem choveu.

Ø  1843 – QUEM E O QUE PREVIU:
O adventista William Miller anunciou o Apocalipse para 3 de abril, depois 3 de julho, depois 21 de março de 1844, e por fim, 22 de outubro.
O QUE ACONTECEU:
Viveu para ver todos esses erros. Morreu 5 anos depois do fracasso da previsão do último fracasso.

Ø  1881 - QUEM E O QUE PREVIU:
Egiptólogos preveram o começo do fim do mundo para 1881.
O QUE ACONTECEU:
Realizaram as contas, e deu 1936. Refizeram-nas outra vez, e deu 1953.  

Ø  1914 – QUEM E O QUE PREVIU:
Testemunhas de Jeová esperavam o fim do mundo para 1914. Fracassaram na previram e apontaram o fim do mundo para 1974.
O QUE ACONTECEU:
Fracassou também a previsão futura para 1975.

De fato, a própria Palavra de Deus nos assegura que o dia e a hora ninguém sabe, exceto o Pai. Devemos assim está diariamente vigiando:

Vigiai, portanto, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”. (Mt 24, 42)

Vigiai, pois visto que não sabeis quando o Senhor da casa voltará, se a tarde, se a meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: vigiai” (Mc 13, 35-37).

Vigiai pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas essas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem” (Lc 21, 36).


Muitas pessoas têm medo quando se fala da Vinda de Jesus não simplesmente por ter medo pelo medo em si. Mas por que sabem que Jesus virá buscar os seus santos. E como eles estão numa vida mergulhada no pecado, sem quererem sair dela, temem serem julgados.

Cássio José: blog 100% Católico

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