23 junho 2014

Copa 2014: O testemunho católico do único jogador não islâmica na seleção do Irã.


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 O primeiro empate da Copa do Mundo aconteceu no décimo terceiro jogo. Após o dilúvio de gols que choveram na rede nos primeiros jogos, Nigéria e Irã empatam zero a zero. Resultado final de um jogo chato, mas que deixou o Irã feliz, considerado por todos os observadores a “Cinderela” do seu grupo. Uma ideia que nunca abandonou Andranik Teymourian, ás do time asiático, um dos mais pró-ativos na estréia de ontem.
Entrevistado pela Fifa.com na véspera da revisão brasileira, o craque iraniano tinha demonstrado que não temia os fortes adversários que a sorte atribuiu à sua equipe. “Contra nós nenhum jogo será fácil – afirmava – o primeiro lugar na rodada das eliminatórias asiáticas mostra o espírito de luta colocado em campo”.
Declarações que atestam ambições profissionais e que estão na base de uma coragem que Teymourian já mostrou no passado. A coragem “de não sentir vergonha de ser cristão”. Ele, cristão de origem armênia e cidadão da República Islâmica do Irã, foi o mais votado, por ocasião da Copa do Mundo de 2006, em uma pesquisa patrocinada pelo grupo holandês ecumênico Gristelijk.
Com o 31,3% dos votos, a estrela do Irã ficou acima de 10 outros jogadores que participaram da Copa do Mundo na Alemanha e considerados exemplos de homens, “que optaram por declarar abertamente a sua fé”. Quem votou foram holandeses, europeus, mas não só.
O que particularmente impressiona de Teymourian é um aspecto: as suas declarações quebraram os clichês que circulam em torno do Irã. De etnia armênia, faz parte daquela pequena minoria no País do Golfo Pérsico que não chega nem sequer a 1% da população. No entanto, goza de uma representação parlamentar e de uma certa autonomia cultural que até permite os armênios de produzirem vinho. Especialmente goza da atitude positiva por parte dos colegas muçulmanos.
Teymourian é uma clara demonstração disso. No Irã é considerado o diamante mais valioso na seleção de futebol, queridinho de todos os entusiastas. Quando sai do campo é saudado com grandes aplausos, e ele responde com gratidão à sua maneira, fazendo o sinal da cruz. Um gesto que nunca lhe criou qualquer problema. Na verdade, ele mesmo “Ando” – como os fãs carinhosamente o chamam – nunca escondeu que as relações com companheiros muçulmanos, com os diretores e com a população são “realmente boas”.
Tão boas, que lhe concedeu uma investidura histórica. Teymourian, de fato, no dia 18 de maio desse ano, foi nomeado o primeiro capitão muçulmano do Team Melli (a Nação iraniana). O jogador de 31 anos, vive essa realidade com orgulho, mas sem ênfase. Não está acostumado a perceber sua fé cristã como fonte de distinção com os companheiros de equipe.
Em Teerã, onde mora e joga com o time do Esteghlal, frequenta a Missa todos os domingos. Hábito que leva consigo mesmo quando cruza fronteiras nacionais. Com exceção da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha que, em entrevista ao Canal-AP Worldstream contou uma experiência desagradável que lhe aconteceu durante um retiro da própria seleção.
Em um domingo, como sempre faz quando está no Irã, se preparou para chegar à igreja mais próxima e participar da Missa. Tentando sair da estrutura que hospedava o seu time, foi bloqueado pela polícia alemã. Um obstáculo tão inesperado quanto absurdo, para um jovem que tem a única, inocente, intenção de ir à igreja. Foi-lhe dito que, por razões de segurança, não seria possível sair. Em vão a sua insistência que o único que fez foi com que os policiais o mantivessem parado por algumas dezenas de minutos.
Episódio que o futebolista iraniano viveu como uma grotesca forma de discriminação. Tal como para induzi-lo a dar vazão aos microfones de uma televisão no seu país, onde há uma teocracia xiita governada por um aiatolá. E onde uma cena desse tipo nunca lhe aconteceria. Cenas que, no entanto, aconteceram na Alemanha. No coração da Europa, onde uma vez construíam catedrais destinadas a durar por toda a eternidade. E onde hoje – como explicava o site Kreuz.net 2012 – surgem bairros inteiros, projetado para milhares de pessoas, sem que haja nem sequer uma Igreja. (Trad.TS)
Por Federico Cenci

Sacerdote revoluciona paróquia católica em bairro muçulmano em Marselha,França. Veja o seu segredo!


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 Levar a Deus todas as almas que seja possível”. O padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal o objetivo como sacerdote.  É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.
 Foi um músico de sucesso.a chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a “presença”, tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste de batina porque “todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja”.
 Na Missa: de 50 a 700 assistentes O balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor.
 Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massas não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.
 Um novo “Cura de Ars” numa Marselha agnóstica
Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.
 Os ‘fregueses’ contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.
 A igreja sempre aberta
 Outra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas de outros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é “permitir e facilitar o encontro do homem com Deus” e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.
 O templo deve favorecer a relação com Deus
 Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que “se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca tivemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma em instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus”.
 Foi a última oportunidade para salvar a paróquia
 O bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. “Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus“. 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.
 A importância da liturgia e da limpeza
 E aqui está outro ponto chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: “Como é podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível.”
 Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. “É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas”. De maneira taxativa assegura: ”Estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável, é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus”.
 A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. “Esta é a beleza que conduz a Deus“, afirma.
 As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados… Tudo ao detalhe. “Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença”. “A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria”, por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.
 Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje “é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo”. Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que “vamos todos para o céu”. Para ele esta é uma “música que nos pode enganar”, pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.
 O padre da batina
 Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre ser descoberto pelas pessoas. “Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro”.
 Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. “O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?”.
 Neste aspecto é muito insistente: “Quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância, é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz”.
 Por último, lembra um pormenor relevante.
 Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. “Isto deve fazer pensar a Igreja de França”, acrescenta.
 No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o café da manhã nos cafés do bairro, aí conversa e com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paula numa paróquia totalmente ressuscitada.
 Uma vida peculiar:
cantor em cabarésA vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma “fractura devastadora” que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.
 Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris, de Montecarlo, mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.
 Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.
 Fonte: Site Comunidade Corpus Christi

Papa Francisco reafirma posição da Igreja contra à legalização das drogas:” a droga não se vence com a droga!”


drogas_11124042011101500 “A droga é um mal e ante o mal não se pode ceder nem ter compromissos”, expressou nesta sexta-feira o Papa Francisco aos participantes da 31ª Conferência Internacional contra o Narcotráfico, reunida em Roma (Itália), de 17 a 19 de junho, onde reiterou seu chamado a dizer “não a qualquer tipo de droga”, e assegurou a todos os dependentes químicos que a Igreja não os abandona.
O Papa fez este chamado no meio do debate internacional no qual alguns governos e legisladores afirmam que legalizar as drogas permitirá combater o narcotráfico. Uruguai legalizou o cultivo e consumo da maconha em dezembro de 2013. “Gostaria de dizer com muita clareza: a droga não se vence com a droga! A droga é um mal, e com o mal não podem haver relaxamento ou compromissos. Pensar em poder reduzir o dano permitindo o uso de psicofármacos àquelas pessoas que continuam a usar droga, não resolve de fato o problema.”, expressou.
Francisco acrescentou que “a legalização das chamadas ‘drogas leves’, mesmo de modo parcial, além de ser, pelo menos, questionável em termos de legislação, não produz os efeitos que foram pré-fixados. As drogas substitutivas, então, não são uma terapia suficiente, mas uma forma velada de se render ao fenômeno”. “Quero reafirmar o que eu já disse em outra ocasião: ‘não a qualquer tipo de droga. Simplesmente. Não a qualquer tipo de droga. Mas para dizer este ‘não’, é preciso dizer sim à vida, sim ao amor, sim aos outros, sim à educação, sim ao esporte, sim ao trabalho, sim a mais oportunidades de trabalho”, afirmou.
Em seu discurso, Francisco disse que é trágico que as ações do tráfico de drogas sejam provavelmente as que mais rendem no mercado. “O flagelo das drogas continua a fazer estragos em formas e dimensões impressionantes, alimentado por um mercado vergonhoso que atravessa as fronteiras nacionais e continentais. Desta forma, continua a crescer o perigo para os jovens e adolescentes. Diante deste fenômeno, sinto a necessidade de expressar a minha tristeza e a minha preocupação”, assinalou. Nesse sentido, exortou a enfrentar o problema do desemprego juvenil, que afeta a 75 milhões de jovens na Europa e que, ao não poder estudar nem trabalhar, entram “nesta falta de horizonte, de esperança a primeira oferta são as dependências, entre as quais, a droga”. “As oportunidades de trabalho, a educação, o esporte, a vida sadia; este é o caminho que leva à prevenção da droga. Se estes caminhos se fazem verdades não há espaço para as drogas, para o abuso do álcool, para outros vícios”, assegurou.
Nesse sentido, afirmou que “a Igreja, fiel ao mandato de Jesus de ir a todos os lugares onde há um ser humano que sofre, não abandonou aqueles que caíram na espiral da droga, mas com o seu amor criativo foi ao encontro deles. O exemplo dos muitos jovens que, desejosos de escapar da dependência da droga, se empenham em reconstruir as suas vidas, é um incentivo para olhar para frente com confiança”. “Vocês foram tomados pela mão, através do trabalho de muitos trabalhadores e voluntários para que pudessem voltar a descobrir a sua dignidade, ajudando-os a ressuscitar esses recursos, esses talentos pessoais que a droga tinha enterrado, mas que não pôde cancelar porque cada homem está criado a imagem e semelhança de Deus. Mas este trabalho de recuperação é muito limitado. É preciso trabalhar na prevenção. Fará muito bem”.
Francisco convidou os delegados a tomar o exemplo de tantos jovens que procuram escapar da dependência das drogas e reconstruir as suas vidas como “um incentivo para olhar o futuro com confiança” e continuar seu trabalho “sempre com uma grande esperança”. Ontem, durante o encerramento da Conferência Internacional contra o Narcotráfico, o presidente do Senado italiano, Pietro Grasso, denunciou que o narcotráfico e o crime organizado transnacional colocam em jogo a estabilidade do planeta e a sobrevivência da democracia. “Estão em jogo o futuro dos nossos filhos e seus direitos”, expressou ante as 129 delegações, por isso chamou a adotar um enfoque geopolítico no estudo e o combate do narcotráfico e do crime internacional.

18 junho 2014

Como identificar uma seita?


manipuladosOs ensinamentos das seitas e novos movimentos religiosos opõem-se à doutrina da Igreja Católica
Uma seita é, de modo geral, um grupo que se separou de um grupo religioso maior, passando a seguir crenças ou práticas desviantes. Muitas seitas são extremistas e agressivas em sua relação com as outras Igrejas e na conquista de novos adeptos. Elas têm como características a separação, a dissonância ou a contraposição em relação a concepções e práticas mais difundidas, historicamente afirmadas e reconhecidas, propondo-se como alternativa a elas.
As seitas surgem e se propagam com grande vitalidade. São um fenômeno alarmante especialmente na América Latina e na África. O termo seita, na América Latina, costumava ser aplicado a todos os grupos não católicos. Com o avanço do ecumenismo, o termo passou a ficar reservado aos grupos mais extremistas.
A história recente das religiões é marcada pelo fenômeno das seitas. Elas surgem e se propagam com grande vitalidade. Algumas são de natureza esotérica, outras têm suas raízes nas religiões da África ou da Ásia, e há também as que se originaram a partir de sua própria interpretação da Bíblia.
A palavra “seita” não é usada em todos os lugares com o mesmo significado. Na América Latina, por exemplo, o termo costumava ser aplicado a todos os grupos não católicos, mesmo quando pertenciam às Igrejas protestantes tradicionais. Mas com o avanço do ecumenismo, a palavra “seita” passou a ficar reservada aos grupos mais extremistas e agressivos. Para se referir a determinados grupos mais moderados, costuma-se usar a expressão “novos movimentos religiosos”, considerada mais neutra.
Na Europa Ocidental, a palavra seita tem uma conotação negativa. Já no Japão, as novas religiões de origem xintoísta ou budista são geralmente chamadas de seitas, sem nenhum sentido depreciativo.
A história das religiões oferece inúmeros exemplos de fragmentação e cisão de grupos religiosos das correntes majoritárias das grandes religiões. São as chamadas tendências sectárias.
Nesse sentido, o termo “seita” pode derivar do latim “secta”, que significa “cortada”, sendo a seita vista como uma dissidência, um pequeno grupo separado da religião principal. O termo pode derivar também do latim “sequor”, que significa seguir, caminhar atrás.
Assim, a definição geral de seita aponta para um “conjunto de pessoas que professam uma doutrina diversa da geralmente seguida”. Também assinala “um grupo de pessoas que se separa de uma comunhão principal ou de uma determinada religião”. Ou ainda: teoria de um mestre seguida por prosélitos (Dicionário Enciclopédico das Religiões).
Sendo um fenômeno de difícil definição exata, diante de suas várias modalidades, observam-se, no entanto, nas seitas, algumas características comuns (que são analisadas pelo Pe. Neno Contran MCCJ, em “Le défi des sectes en Afrique”, na revista “Le Christ au monde”, julho-agosto de 2000).
Essas características são: a) ruptura com a sociedade maior; b) obediência total a um chefe ou guru “carismático”; c) tendência ao segredo; d) emoção e afetividade mais do que raciocínio; e) militantismo ou proselitismo; f) culto caloroso; g) expectativa de intervenção divina.
a) Ruptura com a sociedade: geralmente a seita é fundada em oposição a ideias e práticas vigentes. Ela professa um radicalismo religioso, que pode significar intolerância, integrismo ou fundamentalismo. A seita apresenta-se como uma comunidade fechada, em que cada indivíduo depende do grupo.
b) Obediência ao chefe ou guru: a seita se ergue ao redor de um homem ou uma mulher que afirma ter dons particulares, especialmente na luta contra os poderes do mal, as dificuldades materiais, a desgraça, a depressão. Requer-se dos membros a submissão incondicional à direção do grupo (seja ao próprio chefe ou a seus representantes).
c) Tendência ao segredo: a vida interna da seita é sigilosa, fica mantida em segredo. Há uma forte vigilância dos membros da seita entre si e, eventualmente, vigilância do chefe ou guru sobre cada um.
d) Mais emoção, menos razão: o entusiasmo pelo chefe da seita é tal que pode chegar a cegar ou fanatizar os adeptos do grupo. Privilegia-se a emoção e a afetividade, em detrimento do uso da razão. Muitas vezes é um ambiente de forte pressão psicológica.
e) Militantismo ou proselitismo: estando o mundo sob o poder do Maligno, os membros das seitas tendem a angariar novos parceiros a fim de os salvar da perdição. Nesse sentido, há uma forte tendência proselitista. Conquistar novos adeptos também gera mais recursos financeiros para os grupos. São comuns exemplos de fundadores de seitas que enriqueceram rapidamente.
f) Culto caloroso: em algumas seitas os momentos de culto são prolongados. Pode chegar a haver transe e curas atribuídas ao poder divino. Podem-se suscitar estados mentais em que o raciocínio e a vontade ficam comprometidos.
g) Expectativa de intervenção divina: o fim do mundo ou o fim de uma era estaria próximo. Já que o mundo vai mal, o seu fim traria uma melhora. Assim se cria um clima de apavoramento e certo terror. No âmbito particular e pessoal, o fim de uma situação desfavorável também estaria próximo. Assim, há a promessa de resposta às pessoas que ali buscam solução para os seus males.
As seitas podem surgir de convicções de pessoas que acreditam ser portadoras de mensagens consideradas divinas, mas também podem mascarar interesses econômicos, políticos ou de exercício de poder e exploração. Elas se propagam oferecendo sentido de pertença, identidade, participação, segurança, espiritualidade. Utilizam diversas formas de recrutamento, entre elas a aproximação previamente estudada.
O surgimento e a propagação de seitas é um fenômeno comum na história das religiões. Grandes tradições religiosas como o cristianismo, o hinduísmo e islamismo sempre tiveram de lidar com tendências sectárias.
No cristianismo, escritos do Novo Testamento e dos Padres da Igreja (grandes teólogos dos primeiros séculos) abordam problemas gerados por grupos cindidos. Com o passar dos séculos, as tendências desagregadoras aumentaram. Sobretudo a partir da Reforma Protestante (sec. XVI), houve uma grande proliferação de grupos cristãos sectários.
Em 2006, o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) difundiu um estudo preparatório à Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano (Conferência de Aparecida, 2007), intitulado “Seitas e Novos Movimentos Religiosos”.
O artigo de abertura desse estudo – “Causas da deficiente resposta ao desafio das seitas e dos novos movimentos religiosos por parte da Igreja Católica na América Latina”, de Giuseppe Ferrari – assinala que o impulso inicial para o nascimento das seitas tem motivação muito diversa.
Há motivos ideais como a convicção de ser depositárias ou transmissoras de mensagens consideradas divinas; motivos ligados ao desejo de dar um significado à própria vida da parte de pessoas que, de outro modo, não se sentiriam realizadas; ou bem por motivos nada nobres como exploração, vontade de poder ou domínio.
As seitas se propagam difundindo a ideia de que dão respostas às diversas necessidades e aspirações do homem contemporâneo. Oferecem o sentido de pertença, identidade, saída do anonimato, afeto, participação e compromisso, segurança, certeza, transcendência, espiritualidade e direção espiritual.
Suas formas de recrutamento são diversas. Em geral, a inclusão do adepto ocorre a partir de uma aproximação previamente estudada. Primeiramente evidenciam-se os aspectos positivos, atrativos e sedutores do grupo. Só depois, quando a pessoa estiver totalmente inserida, deixam-se transparecer os elementos mais controversos.
A abordagem inicial pode ser sentimental e emotiva. As seitas oferecem respostas bonitas e prontas para as perguntas mais variadas; fazem promessas de todo tipo, como apoio econômico, ajuda para conseguir um trabalho ou determinadas vantagens, modelos de sucesso, lucro fácil, curas de enfermidades e problemas físicos, psíquicos ou existenciais.
Uma possível classificação distingue entre: seitas orientais; pseudocristãs; esotéricas e sincretistas; satanistas; difusoras de métodos e escolas; outras doutrinas.
Em outro artigo do estudo preparatório à Conferência de Aparecida – “Causas da deficiente resposta da Igreja ao desafio das seitas ou novos movimentos religiosos: uma análise a partir da teologia pastoral”, de Dr. Juan Daniel Escobar Soriano –, propõe-se uma classificação das seitas.
a) Seitas orientais: nestes grupos predominam as ideias e doutrinas das grandes religiões não cristãs, assim como interpretações fundamentalistas destas religiões. Procedentes de um mundo exótico e atraente, esses grupos pretendem oferecer a paz e a libertação que o homem atual tanto deseja, ainda que se corra o risco do resultado ser apenas aparente ou ilusório. Aqui também se destaca o panteísmo, ao não diferenciar Deus do mundo, ou ao identificar o homem com uma energia cósmica.
Exemplos: Sociedade Internacional para a consciência de Krishna; Missão da Luz Divina, Rajneeshismo, Ananda Marga, Sai Baba, Novos movimentos religiosos ou seitas de origem japonesa.
b) Seitas pseudocristãs: grupos que pretendem se autodesignar Igrejas ou Comunidades Cristãs, mas que não o são. Rompem com aspectos essenciais da fé cristã. São ainda grupos que não apresentam os critérios que o Conselho Mundial das Igrejas aplica para admitir uma Igreja (autonomia, estabilidade, importância numérica, relações com outras Igrejas, além de critérios doutrinais).
Neste grupo estão: Testemunhas de Jeová, os Mórmons ou Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Associação para a Unificação do Cristianismo Mundial ou Moonismo, A Família (Os Meninos de Deus ou A Família do Amor), a Ciência Cristã.
c) Seitas esotéricas e sincretistas: aplicado às seitas, o termo esotéricas tem o sentido de secreto, oculto, disponível apenas para iniciados. Na doutrina destes grupos aparecem elementos religiosos e pseudorreligiosos. Ademais, caracterizam-se pelo sincretismo, ao mesclar diferentes tipos de ideias e doutrinas.
Alguns grupos representativos são: Rosacruz, Igreja Gnóstica ou Gnósticos, Teosofia, Sudda Dharma Mandalam, Nova Acrópole, Associação Hastinapura, Igreja da Cientologia ou Dianética, Alfa e Ômega, Missão Rama e os Extraterrestres, Nova Era.
d) Satanismo: existem diversas formas de satanismo e seus fins são também variados. Os principais grupos são as seitas satânicas e as seitas luciferianas.
e) Métodos e escolas: ofertam autocontrole, harmonia, descanso, paz, libertação. Eles se propagam através de cursos, conferências, folhetos, livros e revistas. Exemplos: Meditação transcendental; Instituto Arica ou Porta Aberta; Método Silva de Controle Mental e a Revolução Mental.
f) Outras doutrinas: Maçonaria, Fé Bahá’í, Comunidade Silo, Igreja Eletrônica, Espiritismo (diversas formas de espiritismo latino-americano; cultos espiritistas afroamericanos).
O avanço das seitas encontra terreno fértil no enfraquecimento da identidade católica, especialmente na América Latina. A Igreja tem se pronunciado sobre o fenômeno em diferentes ocasiões, especialmente através dos papas e dos bispos. As seitas crescem onde há instabilidade e incerteza. Suas investidas são muitas vezes uma verdadeira agressão moral sobre pessoas que possuem uma fé fragilizada e ingênua. Como resposta ao fenômeno a Igreja propõe, entre outras atitudes, a formação e a acolhida. Quem adere a uma seita renega a fé católica.
O interesse pelas seitas evidencia como o homem contemporâneo mantém a sua sede religiosa. No entanto, a busca de satisfação desta sede em ambientes não confiáveis pode levar a danos psíquicos e até mesmo físicos do indivíduo.
Neste sentido, nas últimas décadas a Igreja têm falado sobre as seitas, referindo-se a elas especialmente no contexto latino-americano e africano, apesar do tema ser também uma preocupação na Europa, nos EUA e em países do Oriente.
A III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Puebla de los Angeles, México, em 1979, já assinalava a “invasão de seitas” no subcontinente. O documento de Puebla indica que elas, ainda que naquele momento parecessem marginais, não deveriam ficar despercebidas ao evangelizador.
As seguintes conferências gerais do episcopado latino-americano (Santo Domingo, 1992, e Aparecida, 2007) também tocaram na questão das seitas.
O documento de Santo Domingo pede que se enfrente com urgência o problema da “expansão e agressividade” das “seitas e dos movimentos ‘pseudo-espirituais’”. O texto adverte que o avanço das seitas evidencia “um vazio pastoral”, cuja uma das causas seria a falta de formação, “que dissolve a identidade cristã, fazendo que grandes massas de católicos sem uma adequada atenção religiosa” fiquem à mercê de “campanhas de proselitismo sectário muito ativas”.
O documento de Aparecida toca no tema das seitas em dois momentos. Aponta seu crescimento num contexto de “um certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica”. Reforça o pedido de Santo Domingo de que os católicos enfrentem o problema do “êxodo de fiéis para seitas e outros grupos religiosos”.
O Papa João Paulo II se manifestou muitas vezes sobre as seitas. Um de seus textos mais importantes sobre o tema é a mensagem para o Dia do Migrante de 1990.
Ali ele adverte que muitas seitas, fundando suas raízes no “mal-estar espiritual e social”, ao “querer dar respostas de caráter religioso a questões políticas ou econômicas”, revelam “a tendência a manipular o verdadeiro sentido de Deus, chegando de fato a excluir Deus da vida dos homens.”
Adverte ainda que “o zelo quase agressivo com que alguns buscam novos adeptos, indo de cada em casa ou detendo aos transeuntes nas esquinas das ruas, é uma falsificação sectária do zelo apostólico e missionário”.
Segundo João Paulo II, as seitas crescem em ambientes onde há instabilidade e incerteza. Nesses pontos elas baseiam sua estratégia de aproximação, oferecendo um conjunto de atenções e serviços para fazer que a pessoa em situação desfavorável “abandone sua fé se adira a uma nova proposta religiosa.”
“Apresentando-se como os únicos possuidores da verdade”, afirmam a falsidade da religião que a pessoa em situação desfavorável professa e lhe pedem que dê “uma mudança bruta e imediata de rota”.
João Paulo II considera essa postura “uma verdadeira agressão moral, da qual não é fácil escapar com boas maneiras, pois seu ardor e insistência são sufocantes”.
Como resposta contra as seitas, João Paulo II, no discurso inaugural da Conferência de Santo Domingo, pede uma presença atenciosa da Igreja no âmbito local, “que coloque no centro de tudo a pessoa, sua dimensão comunitária e seu desejo de uma relação pessoal com Deus”.
Ele afirma que onde a presença da Igreja Católica é dinâmica, “como no caso das paróquias em que se compartilha uma assídua formação na Palavra de Deus, onde existe uma liturgia ativa e participada, uma sólida piedade mariana, uma efetiva solidariedade no campo social, uma marcada solicitude pastoral pela família, pelos jovens e os enfermos, vemos que as seitas ou os movimentos pseudorreligiosos não conseguem se instalar ou avançar”.
O Papa Bento XVI também se manifestou em diferentes ocasiões a respeito das seitas. Aos bispos brasileiros, no discurso na Catedral da Sé, em São Paulo (2007), ele afirmou que as pessoas mais vulneráveis ao “proselitismo agressivo das seitas” são geralmente “os batizados não suficientemente evangelizados, facilmente influenciáveis porque possuem uma fé fragilizada e, por vezes, confusa, vacilante e ingênua, embora conservem uma religiosidade inata”.
O Papa pediu que não se poupem “esforços na busca dos católicos afastados e daqueles que pouco ou nada conhecem sobre Jesus Cristo, através de uma pastoral da acolhida que os ajude a sentir a Igreja como lugar privilegiado do encontro com Deus e mediante um itinerário catequético permanente.”
Voltando à mensagem de João Paulo II para o Dia do Migrante de 1990, o Papa polonês chama à prudência e astúcia diante das seitas. Ele adverte que “os ensinamentos das seitas e novos movimentos religiosos opõem-se à doutrina da Igreja Católica; por isso, a adesão a eles significa renegar a fé em que foram batizados e educados”.
Referências:
– “Dicionário Enciclopédico das Religiões”, Hugo Schlesinger, Humberto Porto; Petrópolis, Vozes, 1995.
– “As Seitas Hoje: Novos movimentos religiosos”, José Moraleda; São Paulo, Paulus, 1994.
– “Seitas e Novos Movimentos Religiosos: Elementos para ampliar nossa interpretação e pastoral”, Observatório do CELAM, disponível em: http://pt.scribd.com/doc/63734113/Celam-Sectas-y-Nuevos-Movimientos-Religiosos
– “O avanço das seitas”, Pe. Neno Contran MCCJ, em Revista Pergunte e Responderemos, n. 466, março de 2001, disponível em: http://pt.scribd.com/doc/29426059/ANO-XLII-No-466-MARCO-DE-2001
– “O que é uma seita”, Dom Estevão Bettencourt, em Revista Pergunte e Responderemos, n. 417, fevereiro de 1997, disponível em: http://pt.scribd.com/doc/16748463/ANO-XXXVIII-No-417-FEVEREIRO-DE-1997
– “Documento de Puebla”: http://www.celam.org/conferencia_puebla.php
– “Documento de Santo Domingo”: http://www.celam.org/conferencia_domingo.php
– “Documento de Aparecida”: http://www.celam.org/conferencia_aparecida.php
– Discurso de João Paulo II na abertura da Conferência de Santo Domingo: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1992/october/documents/hf_jp-ii_spe_19921012_iv-conferencia-latinoamerica_sp.html
– Mensagem de João Paulo II para o Dia do Migrante de 1990: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/messages/migration/documents/hf_jp-ii_mes_19900725_world-migration-day-1990_it.html
– Discurso de João Paulo II a bispos brasileiros em visita “ad limina apostolorum, no dia 5 de setembro de 1995: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1995/september/documents/hf_jp-ii_spe_19950905_brasile-ad-limina_po.html
– Discurso de Bento XVI aos bispos do Brasil: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2007/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20070511_bishops-brazil_po.html
– Cardinal Arinze conferece: http://grisfirenze.altervista.org/Studi/studio08.html / http://www.ewtn.com/library/newage/arinnewm.txt
Alexandre Ribeiro

A Igreja católica e mais essa contribuição ao mundo: os nomes das notas musicais!

Retirado do Blog do Carmadélio
música-medieval
Quem batizou as notas musicais foi o monge beneditino italiano Guido d’Arezzo. Ainda no século 11, ele nomeou a escala ao se inspirar num hino a São João Batista, composto por outro monge, Paolo Diacono, três séculos antes. Veja os versos abaixo:
 Ut queant laxis…
 Resonare fibris…
 Mira gestorum…
 Famuli tuorum…
 Solve polluti…
 Labii reatum…
 Sancte Iohannes.
 Para entender a lógica, basta pular o primeiro verso e depois pegar a primeira sílaba de cada frase para reconhecer as notas – (Ut), Re, Mi, Fa, Sol, La… O “Si” ele adaptou, juntando as primeiras duas letras de “Sancte Iohannes” (São João). Cinco séculos depois, incomodado com o som da primeira sílaba, o músico Giovanni Maria Bononcini incrementou uma mudança: trocou o “Ut”pelo “Do”, de Dominus (Senhor). E, com essa benção celestial, sacramentou a nomenclatura das notas musicais.
 NOTA: Desde a Antiguidade, o padrão era usar letras para representar as notas (a única exceção, aliás, é o nosso sistema latino, que usa sílabas). Em países anglófonos, as notas são representadas por letras: C, D, E, F, G, A e B, respectivamente. Essa é uma das designações mais antigas, que nós usamos também em cifras. Mas o alfabeto grego arcaico, por exemplo, também já foi usado.
Fontes: Curso Completo de Teoria Musical e Solfejo, de Belmira Cardoso e Mário Mascarenhas; Enciclopédia Britânica; Enciclopédia Barsa. Via revista Superinteressante.

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