Com a Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério desejamos proporcionar a você o "Depósito da Fé", herdado e transmitido por todas as gerações do Cristianismo. Forte Abraço
17 outubro 2009
08 outubro 2009
03 outubro 2009
O auxílio dos anjos

A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda
O Papa Bento XVI disse que: “Eliminaríamos uma parte do Evangelho se deixássemos fora esses seres enviados por Deus, que anunciaram sua presença entre nós e que são um sinal dela”. E pediu a intercessão dos anjos “para que nos sustenham no empenho de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele” (Zenit.org, março 2009).
A Bíblia e a Tradição da Igreja mostram amplamente que os anjos têm participação ativa na história da salvação dos homens, nos momentos em que Deus quer.
“Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”, pergunta o autor da Carta aos Hebreus, capítulo1, versículo 14.
E nisso crê e isso ensina a Igreja; sabemos que é tarefa desses seres celestes bons a proteção dos homens e a sua salvação. Diz o Salmo: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90/91,11-12).
O próprio Jesus, falando das crianças e recomendando que não se lhes desse escândalo, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18,10). Ele atribui também aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre a sorte de quem reconheceu ou negou Cristo: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-9; cf. Ap 3,5).
Se os esses seres celestes tomam parte no juízo de Deus, logo, estão interessados pela vida do homem. Isso se pode ver também no discurso escatológico em que Jesus os faz intervir em Sua vinda definitiva no fim da história (cf. Mt 24,31; 25,31-41).
Muitas vezes, a Bíblia fala da ação dos anjos pela defesa do homem e sua salvação: o Anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5,18-20) e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 15-10). Guia a atividade deste a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10,3-8. 12-13), e a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8,26-29).
Foi um anjo que encontrou Agar no deserto (cf. Gn 16); os anjos tiraram Lot de Sodoma; assim como foi um anjo que anunciou a Gedeão que devia salvar o seu povo; um anjo anunciou o nascimento de Sansão (cf. Jz 13); e o anjo Gabriel instruiu a Daniel (cf. 8,16). Este mesmo anjo anunciou o nascimento de São João Batista e a encarnação de Jesus; esses seres enviados por Deus também anunciaram a mensagem aos pastores (cf. Lc 2,9) e a missão mais gloriosa de todas, a de fortalecer o Rei dos Anjos em Sua Agonia no Horto das Oliveiras (cf. Lc 22, 43).
Os anjos estão presentes na história da humanidade desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (cf. Gn 3, 24); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (cf. Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (cf. At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (cf. Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (cf. Jz 13); indicam vocações importantes (cf. Jz 6, 11-24; cf. Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (cf. 1 Rs 19,5).
Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, beneficiando-a com a sua ajuda poderosa e misteriosa (cf. At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (cf. At 5, 19); encorajam Paulo (cf. At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (cf. At 8,26s), entre outros.
A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa própria e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração frequente, como na invocação do “Anjo de Deus”. São Basílio Magno, doutor da Igreja, escreveu: “Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor, para o levar à vida” (cf. 5. Basilius, Adv. Eunonium, III, 1; cf.Sto. Tomas, Summa Theol. 1, q. II, a.3).
São Jerônimo, doutor da Igreja, afirmou que: "A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem um anjo guardião desde seu nascimento".
A Igreja honra com culto litúrgico três anjos. O primeiro é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10,13-20; Ap 12,7; Jd 9). O seu nome exprime a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El” significa, de fato: “Quem como Deus?”. O segundo é Gabriel: figura ligada sobretudo ao mistério da encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1,19-26). O seu nome significa: “O meu poder é Deus” ou “poder de Deus”. O terceiro arcanjo chama-se Rafael. “Rafa-El” significa: “Deus cura”; o conhecemos pela história de Tobias (cf. Tb 12,15-20), entre outros.
O famoso Bossuet dizia que: "Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos... Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos".
Os santos todos foram devotos desses seres celestes. Os anjos assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. São eles que protegem Jesus na infância (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que O servem no deserto (cf. Mc 1, 12); e O reconfortam na agonia mortal (cf. Lc 22, 43); eles poderiam salvar o Senhor das mãos dos malfeitores se assim Cristo quisesse (cf. Mt 26, 53).
Toda a vida de Jesus Cristo foi cercada da adoração e do serviço dos anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles O acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus "introduziu o Primogênito no mundo afirmou: "Adorem-no todos os Anjos de Deus" (cf. Hb 1, 6). Alguns teólogos acham que isso motivou a queda dos anjos maus, por não aceitarem adorar a Deus Encarnado na forma humana.
A Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina" (cf. Lc 2, 14).
A Bíblia não só os apresenta como nossos guardiães, mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz: "Ofereci orações ao Senhor por ti" (Tob 12, 12). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8,4).
Santo Ambrósio, doutor da Igreja, declarou: "Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães" (De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21).
A Igreja acredita que, no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o.
Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz:
"Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis" (Ex 23,20-23).
Além de tudo isso, a Bíblia frequentemente mostra os poderes dos anjos na natureza, e afirma São Jerônimo que eles manifestam a onipotência de Deus (cf. S. Jerônimo, En Mich., VI, 1, 2; P. L., IV, col. 1206).
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br
É possível ser santo?

“Sou santo!” Quando ouvimos uma declaração dessas nos assustamos ou achamos presunção, orgulho, vaidade. Facilmente retrucamos afirmando: “Santo de pau oco?!”
A santidade nos parece algo tão distante ou quem sabe meio impossível. Por isso nem pensamos em persegui-la para alcançá-la. Embora Jesus nos tenha ordenado: “Sede perfeitos (santos), assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5, 48).
Podemos mesmo pensar que a santidade seja um chamado e uma possibilidade apenas para algumas pessoas especiais como papas, bispos, fundadores de comunidades e congregações religiosas. Mas não é assim. A santidade é uma possibilidade para todos, de modo especial para os batizados.
No batismo, recebemos o Espírito Santo. Não costumamos dizer “fogo quente”, pois, trata-se de uma redundância, já que só será fogo se for quente; nem “gelo frio”, pelo mesmo motivo. Mas, podemos afirmar que o Espírito que recebemos no Batismo é Santo, pois este tem como função santificar. A função do fogo é aquecer. A do gelo, esfriar. A do Espírito, santificar.
No livro do Êxodo vemos uma bela passagem que nos pode ajudar a entender a santidade: “Moisés notou que sarça estava em chamas, mas não se consumia” (Êxodo 3, 2). Deus disse a esse profeta: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa” (Êxodo, 3, 5).
Passemos o Novo Testamento à nossa vida.
a. A chama que queima e não se consome é o Espírito Santo, que recebemos em nosso batismo. Ele é Deus. Está em nós. É uma chama divina que habita em nosso interior e jamais se consome. Quando acendemos um fogo, se não pusermos lenha sempre que necessário, ele apagará. Consumida a lenha, termina o fogo. A chama do fogo do Espírito Santo é esta “sarça” que queima sem parar em nosso interior. Ela é capaz de queimar o tempo todo e não se consumir. Isso ocorre porque se trata de uma chama divina, portanto, não necessita que “se reponha a lenha”.
b. Esta terra é santa. Quem a santifica é a presença da chama ardente, que não se consome. Que permanece acessa. A terra torna-se santa devido à chama que nela está queimando. Aqui nos damos conta de que há verdadeiramente a possibilidade de sermos santos. A santidade é possível não porque sejamos uma terra santa por nós mesmos. Somos e continuamos pecadores, mas em nós arde uma chama, “a chama do amor”, a chama do Espírito Santo. Quem se deixa iluminar, é aquecido por ela. Quem segue este conselho da Palavra de Deus “deixai-vos conduzir pelo Espírito e não satisfareis os apetites da carne” (cf. Gálatas 5,16), crescerá em santidade, tornar-se-á “uma terra santa”.
Santidade é uma obra do Espírito Santo em nós. Assim como o fruto é uma “obra” da árvore; a pintura, do pintor; a escultura, do escultor; a santidade é uma ação do Espírito Santo Paráclito. Esta santidade poderá ser percebida pelos frutos daquela “terra” na qual arde a “sarça” do Espírito: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (cf. Gálatas 5, 22).
c. “Tira as sandálias dos pés”. Posso pisar sobre um fio elétrico e levar um grande choque ou não. Depende do isolante que eu tenha em meu calçado. Deus diz a Moisés: “Tira o 'isolante' dos teus pés”. Tira as sandálias! Pisa na terra! Entra em contado direto com ela. Sente o calor da terra. Deus deu-nos o Espírito Santo. Quis colocá-Lo tão em contato conosco que acabou colocando-O dentro de nós. Somos por Ele habitados para estarmos em contato direto o tempo todo e totalmente com Ele. Onde há isolante, a energia não chega. A cinza que se acumula sobre a brasa não permite que ela aqueça o churrasco. É preciso soprá-la. Jesus “soprou sobre eles dizendo-lhes: recebei o Espírito Santo” (cf. João 20, 22). O calor do Espírito nos aquece. Com esta força podemos progredir na santidade.
Se até hoje buscamos a santidade pelas nossas boas obras, renúncias, sacrifícios, podemos continuar. Mas, vamos acrescentar nessa busca a súplica constante para que o Pai dos Céus, que nos adotou como filhos, continuamente, sopre sobre “as brasas do Espírito” que recebemos no batismo. Que a chama da sarça do Espírito cresça sempre mais nesta terra, templos do Espírito, que somos, como nos diz a Palavra: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (I Coríntios 6,19). Desta forma nos tornaremos cada dia mais santos, porque possuídos, fortificados e guiados pelo Espírito Santo.
Peçamos todos os dias: Sarça ardente do Divino Espírito, que habitas em mim, e que me tornastes santo pelo Batismo, ajuda-me a progredir no caminho da santidade e a produzir os frutos do Espírito. Então não precisarei dizer para ninguém: “sou santo!”. Essa declaração vai se tornar dispensável, pois, “pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?” (Mateus 7,16).
Padre Alir Sanagiotto, SCJ
Pe. Alir Sanagiotto Ordenado sacerdote em 19/09/87, é membro da Congregação dos padres do Sagrado Coração de Jesus. Dedica-se de forma preferencial na escuta, no aconselhamento e no trabalho psicoespiritual dos fiéis. blog: http://blog.cancaonova.com/padrealir
Como entender Cristo na Hóstia Consagrada Só Deus pode 'transubstanciar'

Em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e um substrato permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique, entre outros.
Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome "transubstanciação"), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração; sua substância se converte na do Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Onipotência Divina.
Isso explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar de fato o Corpo Eucarístico de Cristo.
Uma comparação: quando você olha para um espelho, aí você vê a imagem do seu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.
É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode se multiplicar, sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isso faz com que a presença do Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d'Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.
O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.
Assim muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo – , mas muitas "presenças" de um só e mesmo Cristo. Analogamente a multiplicação dos espelhos não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.
Por essas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura, entre outros, e nesse caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos; isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis que, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.
A fé católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão na do Corpo de Cristo; o Concílio de Trento rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: empanação, segundo a qual permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do Corpo e a do Sangue de Cristo; o pão continuaria a ser realmente pão (e não apenas segundo as aparências), o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as aparências), de tal sorte que o Corpo de Cristo estaria como que “revestido” de pão e vinho. Para o Concílio de Trento e, para a fé católica, esse tipo de presença de Cristo na Eucaristia é insuficiente; é preciso dizer que o pão e o vinho, em sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.
Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Essa “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.
Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as atividade supõem um poder infinito que só o Senhor tem.
Para entender um pouco melhor o milagre da Transubstanciação podemos dizer ainda o seguinte: No milagre da Multiplicação dos Pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor, etc); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor,cheiro, tamanho, etc.).
Tudo por amor a nós; Ele, o Rei do universo, se faz pequeno, humilde, indefeso... nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força, consolação...
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br
01 outubro 2009
MADALENA: DA FRUSTAÇÃO AO PACTO COM O DEMÔNIO (SATANISMO E NOVA ERA)

O caso que se segue passou-se na França, na década passada, e é relatada pela Dra. Marie-Dominique Fouqueray, psiquiatra que participou da equipe que auxilia o exorcista diocenano.
OBSERVAÇÃO: Embora sendo um nome fictício, essa história é real. Ela foi extraída do livro: ANJOS E DEMÔNIOS - A LTA CONTRA O PODER DAS TREVAS, pp. 209, 210 e 211. Traremos episódios e estudos desses assuntos paralelos que englobam a temática “SATANISMO E NOVA ERA” (pois várias postagens sobre isso serão abordadas) para mostrar o perigo das seitas satânicas que está diante dos nossos olhos.
ORGANISTA NA PARÓQUIA E... SACERDOTISA DO DIABO!
Um dos primeiros casos que tivemos que enfrentar foi o de uma senhora de 40 anos, casada e mãe de 4 filhos, que trabalhava como educadora especializada. A causa dos seus males devera-se ao fato de que, por mais de 10 anos, freqüentara uma seita satânica. Quando se dirigiu a nós, era a terceira vez que tentava sair daquela seita.
Contrariamente a tudo o que se podia supor, esta senhora era muito próxima a sacerdotes; e foi um deles que a conduziu a nós. De fato, ela levava ma vida dupla: conhecia muitos sacerdotes e todos os domingos tocava o órgão na Missa, embora jamais se aproximasse dos sacramentos; mas, ao mesmo tempo, era grande sacerdotisa de uma seita Wicca, cujo chefe e o próprio Lúcifer. Ela tinha sido iniciada progressivamente, e quem ingressava na seita só podia deixá-la por efeito de uma morte violenta, à qual era destinada: o suicídio. Ela sentia muito medo e queria sair, mas conhecia os riscos que isto comportava.
Quando a encontramos pela primeira vez, apresentava sinais de uma pessoa deprimida, atormentada, emagrecida; dormia mal, mas não tinha antecedentes psiquiátricos. O exorcista, depois de ter examinado a bem o caso decidiu proceder os exorcismos: primeiro de quinze em quinze dias, depois toda a semana.
A seguir a Dra. Fouqueray narra como Madalena se aproximou da seita e nela ingressou.
PACTO COM O DEMÔNIO E BATISMO SATÂNICO
Nada levaria a supor que Madalena chegasse um dia a fazer um PACTO COM O DEMÔNIO e a se tornar SACERDOTISA de uma seita satanista.
Educada em colégios de freiras, casada e mãe de família, sem preocupações financeiras, parecia uma pessoa feliz. No entanto, seu catolicismo era superficial e ela foi-se deixando levar por certo desencanto, aborrecimento com a vida de família e um vazio que não conseguia preencher.
Num jornal mundano ela leu um convite para uma jornada que se tratava de lazer.
Freqüentou esse ambiente, embora percebesse que se tratava de um ambienet muito particular, aumentou cada vez mais o consumo de bebidas alcóolicas e drogas, e os convites para a iniciação numa seita. Mas, ao mesmo tempo, encontrou gente prestimosa, cujas atenções compensavam as carências que sentia em casa. E passou a ser cada vez mais envolvida: renegou o batismo e aceitou um novo “batismo” da seita, no qual lhe foi imposto um novo nome. Recebeu uma marca secreta na coxa e assinou com o seu sangue um pacto com Satanás, depois de ter queimado a sua certidão de batismo cristão.
MISSAS NEGRAS E ESCÁRNIO DA PAIXÃO
Foi iniciada nas MISSAS NEGRAS e em celebrações de triunfo satânico pela morte de Cristo, todas as sextas-feiras ás três horas da tarde. Viu claramente que os nossos ritos e as nossas orações eram transformados, DIABOLIZADOS. A MISSA NEGRA era uma paródia (e macaquice) da EUCARISTIA e, no momento da comunhão, se transformava em orgia. É importante conhecer os diversos pontos do pacto satânico por que, durante os exorcismos, é preciso convidar a própria pessoa a renegá-lo com plena renúncia a Satanás: “Renego-te, demônio X, não quero mais saber de ti e renuncio às práticas que tu me inspirastes.”
OS DOZE PONTOS DO PACTO SATÂNICO
1. Abjurar o batismo.
2. abjurar a fé na Eucaristia.
3. recusar obediência a Deus e dizer sim a Satanás, a Lúcifer, a Belzebu.
4. repudiar Nossa Senhora.
5. renegar os sacramentos.
6. pisotear a cruz.
7. pisotear imagens de Nossa Senhora e dos Santos.
8. jurar fidelidade eterna ao príncipe das trevas; fazer juramento sobre escrituras diabólicas.
9. fazer-se batizar em nome do diabo, escolhendo novos nomes para si.
10. receber na coxa a marca do diabo, como sinal de filiação à seita.
11. escolher um padrinho e uma madrinha na seita.
12. profanar hóstias (não violando o Tabernáculo, mas indo comungar e conservando a partícula sagrada para depois profaná-la na MISSA NEGRA)
OLHAR DE FERA E REPULSA DO CRUCIFIXO
Descobri esses pontos pouco a pouco, no decurso nos exorcismo. A possessa, durante os exorcismos, tinha um olhar de fera e rejeitava com força o crucifixo que mantínhamos diante dela; no final vomitava (às vezes somente água) e sua temperatura chegava até 41 graus e baixava somente com o uso da água de São Sigismungo (conhecida em nossa região por curar febres inexplcáveis).
Madalena (nome fictício) tinha participado de um grande número de Missas Negras.
MADALENA NÃO ERA CRISMADA...
Permito-me sublinhar um fato. Em um caso como esse, não basta unicamente a ação do exorcista: á por duais vezes dois exorcistas tinham falhado, por não terem levado em conta o que dizia a própria mulher, e por terem minimizado as pressões e ameaças dos membros da seita. Na terceira vez Madalena foi liberta graças ao auxílio que a equipe deu a exorcista. Por exemplo, era necessária uma reeducação na fé cristã e manter uma assistência contínua quando a possessa era assaltada por impulsos de suicídio e febres inexplicáveis. Nós não a deixamos nunca sozinha, e nos mantivemos sempre perto dela.
Tudo isto se passou em três anos... Os exorcismos forma suspensos quando Madalena pode conduzir por si mesma a luta espiritual, rezar, confessar-se, comungar; Ou seja, quando pode utilizar os meios ordinários de luta. Acrescento um dado importante: Madalena nunca tinha sido crismada; depois de adequada preparação, ela mesma pediu esse sacramento, que lhe foi ministrado pelo Vigário Geral, na presença do marido, dos filhos e dos membros da equipe que auxiliam o exorcista.
RELATÓRIO TRANSCITO PELO PADRE GABRIELE AMORTH, NUOVI RACONTI DI ESORCISTA, PP. 151- 155
VOCÊ SABE O QUE É BILOCAÇÃO?


Na história do Cristianismo há diversos testemunhos da vida dos santos relatando o fenômeno da bilocação. Destacam-se: São Severo, São Francisco de Assis, Santo Antônio de Pádua, São Francisco Xavier, São Martinho de Porres, São José Copertino, Santo Afonso Maria de Ligório, São João Bosco, São Pio de Pietrelcina...
A bilocação pode ser definida como a presença simultânea de uma pessoa em dois lugares diversos. Essa representação pode acontecer de modo sobrenatural, por meio de uma representação sensível, realizada por uma ação extraordinária ou milagrosa de Deus. Também existe a bilocação preternatural, isto é, por intervenção diabólica, que tem como finalidade realizar alguma obra contrária ao plano divino.
Na obra PRINCIPES DE THÉOLOGÍE MYSTIQUE, P. Serafín, diz:
“a bilocação acontece somente de dois modos: em espírito ou em corpo e alma. Quando tem lugar unicamente em espírito e é acompanhada de aparição, a presença da pessoa é física onde está a pessoa, e é somente representativa onde acontece a manifestação, mas o espírito se apresenta visivelmente revestido de um corpo. Quando a bilocação se faz em corpo e alma, a presença da pessoa é física onde a pessoa aparece e é representativa onde estava.
No primeiro caso, o corpo que o espírito toma para tornar-se visível representa a pessoa que fisicamente está em outra parte. No segundo caso, o corpo parece permanecer no lugar de origem, e as pessoas crêem que não se moveu para nada, mas não passa de uma representação da pessoa feita pelo ministério de um anjo, enquanto a pessoa se ausentou de um corpo e alma”.
A possibilidade da bilocação não é contestada pela maioria dos estudiosos católicos, nem pela própria Igreja. O problema levantado é somente o de saber se a pessoa está presente em dois lugares, ou se, estando fisicamente em um lugar; ... ou somente por um visão.
Durante uma reunião dos frades capuchinhos em São Giovanni Rotondo, foi levantada uma dúvida: “Gostaria de saber como acontece a bilocação e se a pessoa se dá conta qando ela acontece”. Pe. Pio de Pietrelcina, tomando a palavra, respondeu: “evidentemente que sim”, e continuou a sua explicação: “eles não conseguem saber se é o seu corpo ou a sua alma que se move, mas estão conscientes do que se produz e sabem aonde vão”.
SÃO SEVERO (Século III)
É considerado um dos fundadores do Cristianismo em Ravenna, Itália. Sua vida foi repleta de fatos extraordinários. Estava celebrando a Santa Missa quando entra em êxtase e por um milagre de bilocação esteve presente na morte do seu amigo São Germano de Modena.
SANTO ANTÔNIO DE PADUA
Conta-se que santo Antônio salvou o próprio pai da forca. Esse fato aconteceu de modo sobrenatural. Estava pregando na catedral e Pádua, Itália, quando sente a necessidade de socorrer seu pai em Lisboa, Portugal. Ele estava sendo acusado injustamente de assassinato de um jovem. Para ajudá-lo, santo Antônio, durante a pregação, cobre a cabeça e permanece em silêncio. Nesse meio tempo aparece em Lisboa e vai até o tribunal para pedir a liberdade de seu pai. Não é entendido, pois o corpo do jovem assassinado fora encontrado no jardim de sua família.
Ele pede para ir até o cadáver. Ao vê-lo, ordena-lhe em nome de Cristo, que fale o nome do seu assassino. O morto volta, momentaneamente, á vida e testemunha não ser o pai de santo Antônio o assassino. Depois cai novamente morto. Santo Antônio “desperta” no púlpito da Pádua e continua a pregação.
SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO
No seu processo de canonização ficou guardado o seguinte testemunho:
O venerável servo de Deus, enquanto residia em Arionzo, um lugarejo de sua diocese, em 21 de setembro de 1774 sofreu um desmaio. Ficou por quase dois dias sentado em uma cadeira, descansando em um doce e profundo sono. Um dos empregados queria despertá-lo. O vigário-geral, Dom Rubino, ordenou que não o tocassem e que permanecessem em constante vigilância em um quarto próximo. Quando finalmente despertou e tocou a campainha, todas as pessoas da casa atenderam. Ao vê-las espantadas, perguntou o porquê daquela reação de todos. Responderam: “Mosenhor, faz dois dias que o Senhor não fala, não come e nem dá sinal de vida”.
“Vocês pensavam que eu estivesse dormindo, mas não foi bem isso. Fui assistir o papa, que agora não se encontra mais na lista dos vivos.” Em pouco tempo chega a notícia de que o papa Clemente XIV falecera em 22 de setembro, ás oito horas da manhã, isto é, exatamente em que o servo Deus havia tocado a campainha. Havia estado em Roma, enquanto eu corpo permanecera em Nápoles, aparentemente quase sem vida.
PADRE EDUARDO RODRÍGUEZ
A Espanha é testemunha da bilocação de um pregador renomado, o padre jesuíta Eduardo Rodríguez. Ele estava pregando na catedral de Toledo e sendo transmitido pela Rádio Toledo. Ao mesmo tempo, estava pregando outro sermão na catedral de Madrid, irradiado pela Rádio Nacional da Espanha.
SÃO PIO DE PIETRELCINA
Padre Pio de Pietrelcina foi um verdadeiro amido do céu na terra. Era um humilde capuchinho que, or seu exemplo de vida e santidade, levou milhares de pessoas de volta para Deus. Um dos principais místicos do século XX, sua vida foi cheia de testemunhos extraordinários: tinha estigmas visíveis nas duais mãos, isto é, feridas recordando as chagas de Nosso Senhor; muitas pessoas desenganadas pela medicina forma curadas pela sua oração; grande parte das conversões aconteciam durante a confissão; há relatos sobre o fenômeno da bilocação.
Durante a Segunda Guerra Mundial aviadores das mais diferentes nacionalidades testemunharam o auxílio sobrenatural recebido por meio de Pe. Pio . Um desses casos é o de um aviador americano que foi atacado por um avião japonês. “O avião”- conta o piloto americano- “começou a pegar fogo rapidamente, e fui obrigado a saltar. Quando tentei abrir o pára-quedas, ele falhou. De repente um frade com barba pegou-me nos braços e deixou-me são e salvo na entrada da base aérea.
É muito conhecida a história da morte de Monsenhor Damiami, vigário-geral da Diocese de Salto no Uruguai, ao qual Padre Pio prometeu assistir no momento de sua passagem para a eternidade; e o humilde capuchinho manteve sua palavra. Comenta-se que Padre Pio visitou para consolar o cardeal-primaz da Hungria, refugiado na embaixada americana. Também teria ido à Polônia para confortar o cardeal Wynszynski, vítima da perseguição política dos comunistas.
(Do livro: Católico pode ou não pode? Por quê? Segunda parte, páginas 21 à 25, Pe. Alberto Gambarine)
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