Com a Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério desejamos proporcionar a você o "Depósito da Fé", herdado e transmitido por todas as gerações do Cristianismo. Forte Abraço
13 junho 2013
Política, um dever do católico
Atuar na política, diz Papa Francisco, é uma das formas mais altas de caridade
O Papa Francisco recordou um ensinamento grave da Igreja acerca da
participação dos leigos na política. Respondendo à pergunta de um jovem,
o Santo Padre afirmou que "temos que nos envolver na política, porque ela é uma das formas mais altas de caridade".
Questionou ainda as razões pelas quais ela está "suja": "está suja por
quê? Por que os cristãos não se envolveram nela com espírito
evangélico?". Para o Pontífice, o fiel não pode se fazer de Pilatos e
lavar as mãos. "É fácil colocar a culpa nos outros, mas e eu, o que
faço?", perguntou Francisco ao grupo de estudantes do Colégio Jesuíta da
Itália, durante um encontro na última sexta-feira, 7 de junho, no Vaticano.
O alerta vem em boa hora, sobretudo quando se vê a aprovação de leis cada vez mais iníquas em países de longa tradição católica. Essa derrocada dos princípios cristãos deve-se, entre outras coisas, à negligência dos leigos e pastores e ao relativismo de muitos políticos que se dizem cristãos, mas na prática, professam outras doutrinas. Embora se tente dizer que é vedado à Igreja opinar sobre questões ligadas ao Estado, o Papa Bento XVI, por ocasião das eleições de 2010, lembrou aos bispos brasileiros que "quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".
A legítima separação entre Igreja e Estado, instituída por Cristo quando disse "dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é Deus", não significa de maneira alguma que a moral oriunda da lei natural possa ser relativizada no campo político. E cabe aos cristãos impedir qualquer tentativa que caminhe neste sentido. Um documento da Congregação para Doutrina da Fé, assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger em 2002, sobre a atuação dos leigos católicos na política ensina precisamente isso: "não pode haver, na sua vida, dois caminhos paralelos: de um lado, a chamada vida espiritual, com os seus valores e exigências, e, do outro, a chamada vida secular, ou seja, a vida de família, de trabalho, das relações sociais, do empenho político e da cultura".
E aqui deve-se trazer à memória o testemunho contumaz de vários santos, como São Tomás More, que sofreram o martírio por se recusarem a obedecer leis contrárias à reta moral. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que "se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências" (1903). Ademais, continua o Catecismo, "a recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política", (2242).
Realizada na Irlanda a maior marcha pró-vida da história do país
As passeatas francesas, conhecidas como "La Manif pour tous", contrárias ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, as Marchas pela Vida
que ocorrem nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Irlanda, sendo
as maiores dos últimos anos, são também um ótimo exemplo a ser seguido
pelos demais leigos católicos. Outro fato louvável é a atuação da
ministra do Trabalho e Assuntos Sociais na Alemanha, Úrsula Von der
Leyen, que está rompendo paradigmas ao mostrar que é possível ter uma
família numerosa, mesmo trabalhando. Úrsula é mãe de sete crianças e
chama a atenção no seu país por saber conciliar os trabalhos políticos
com os cuidados do lar. Segundo a ministra, "comprovamos que sem crianças um país não pode seguir existindo, por razões econômicas e também emocionais".
A história dos últimos vinte anos mostra de maneira incisiva o declive no qual se coloca a sociedade cristã, quando esta não assume de maneira responsável seus encargos na esfera política. Vê-se a ascensão de governos anticristãos coniventes com todo o tipo de perversidade e imoralidade. Essa crise tem uma razão, diria São Josemaria Escrivá. É uma crise de santos. Somente um testemunho santo e piedoso terá a força para barrar o avanço do mal.
O alerta vem em boa hora, sobretudo quando se vê a aprovação de leis cada vez mais iníquas em países de longa tradição católica. Essa derrocada dos princípios cristãos deve-se, entre outras coisas, à negligência dos leigos e pastores e ao relativismo de muitos políticos que se dizem cristãos, mas na prática, professam outras doutrinas. Embora se tente dizer que é vedado à Igreja opinar sobre questões ligadas ao Estado, o Papa Bento XVI, por ocasião das eleições de 2010, lembrou aos bispos brasileiros que "quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".
A legítima separação entre Igreja e Estado, instituída por Cristo quando disse "dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é Deus", não significa de maneira alguma que a moral oriunda da lei natural possa ser relativizada no campo político. E cabe aos cristãos impedir qualquer tentativa que caminhe neste sentido. Um documento da Congregação para Doutrina da Fé, assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger em 2002, sobre a atuação dos leigos católicos na política ensina precisamente isso: "não pode haver, na sua vida, dois caminhos paralelos: de um lado, a chamada vida espiritual, com os seus valores e exigências, e, do outro, a chamada vida secular, ou seja, a vida de família, de trabalho, das relações sociais, do empenho político e da cultura".
E aqui deve-se trazer à memória o testemunho contumaz de vários santos, como São Tomás More, que sofreram o martírio por se recusarem a obedecer leis contrárias à reta moral. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que "se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências" (1903). Ademais, continua o Catecismo, "a recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política", (2242).
Realizada na Irlanda a maior marcha pró-vida da história do país
A história dos últimos vinte anos mostra de maneira incisiva o declive no qual se coloca a sociedade cristã, quando esta não assume de maneira responsável seus encargos na esfera política. Vê-se a ascensão de governos anticristãos coniventes com todo o tipo de perversidade e imoralidade. Essa crise tem uma razão, diria São Josemaria Escrivá. É uma crise de santos. Somente um testemunho santo e piedoso terá a força para barrar o avanço do mal.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere
Referências
11 junho 2013
Estudante desafia proibição do governo, reza o Pai Nosso durante formatura e é ovacionado pelos colegas.

Uma resolução que proíbe estudantes de orarem em ambientes escolares no Estado da Carolina do Sul, Estados Unidos, foi desafiada por um formando durante a cerimônia de colação de grau.
Ray Costner IV era o orador oficial de sua turma, e protestou contra a resolução ao inserir, no meio de seu discurso, a oração do Pai Nosso. A reação do público foi imediata, e os aplausos encobriram sua voz.
A formatura dos alunos do Ensino Médio aconteceu no último dia 01 de junho, e Ray explicou que seu discurso original tinha sido pré-aprovado pelo governo, mas ele não faria conforme o planejado.
“Eu estou tão feliz que meus pais me levaram para o Senhor durante a juventude”, disse o jovem, que complementou: “Eu acho que a maioria de vocês vai entender quando eu digo: ‘Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia e perdoa-nos por nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Porque Teu é o reino, o poder e a glória para sempre e sempre. Amém”.
O apoio ao aluno por parte do público desencorajou qualquer tipo de represália por parte dos mestres de cerimônia, que assistiram à corajosa atitude do rapaz impassíveis.
Segundo informações do WND, a resolução do governo proibindo orações em escolas e cerimônias públicas ligadas ao Estado se deu devido a pressões de ativistas ateus. O porta-voz do distrito escolar de Pickens, John Eby, disse que “houveram reclamações da entidade Freedom From Religion Foundation a respeito da existência de manifestações religiosas em reuniões do conselho e algumas outras questões também”.
Perante essa situação, todas as escolas receberam a resolução proibindo orações, permitindo apenas um momento de silêncio para os alunos.
A opção por desafiar as ameaças dos ativistas ateus rendeu diversos elogios nas redes sociais. O porta-voz John Eby afirmou que, como Ray Costner IV agora está formado não há nada que se possa fazer contra ele: “Não vamos punir os estudantes por expressarem suas crenças religiosas. Ele é um graduado agora. Não há nada que possamos fazer sobre isso, mesmo se quiséssemos”.
Fonte: Gospel +
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