06 agosto 2014

SÉRIE: QUERIGMA - ANÚNCIOS INTRODUTÓRIOS DO CRISTIANISMO!

Estou preparando uma série de estudos bíblicos com a linha QUERIGMÁTICA:

*Amor de Deus;
*Pecado e Salvação;
*Fé e Conversão;
*Falsas Doutrinas;
*Espírito Santo e Dons Carismáticos;
*Vida em comunidade;
*Introdução à Apologética.

Hoje a noite, estará disponível no meu blog, a primeira temática querigmática: AMOR DE DEUS - REMÉDIO EFICAZ PARA A NOSSA SOLIDÃO!

Aguardem!

05 agosto 2014

O que a Igreja pensa oficialmente sobre a participação do católico na vida política?


politicaCONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
NOTA DOUTRINAL 
sobre algumas questões relativas
à participação e comportamento dos católicos na vida política

A Congregação para a Doutrina da Fé, ouvido também o parecer do Pontifício Conselho para os Leigos, achou por bem publicar a presente “Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política”. A Nota é endereçada aos Bispos da Igreja Católica e, de modo especial, aos políticos católicos e a todos os fiéis leigos chamados a tomar parte na vida pública e política nas sociedades democráticas.

I. Um ensinamento constante
1. O empenho do cristão no mundo em dois mil anos de história manifestou-se seguindo diversos percursos. Um deles concretizou-se através da participação na acção política: os cristãos, afirmava um escritor eclesiástico dos primeiros séculos, “participam na vida pública como cidadãos”[1]. A Igreja venera entre os seus Santos numerosos homens e mulheres que serviram a Deus através do seu generoso empenho nas actividades políticas e de governo. Entre eles, São Tomás Moro, proclamado Padroeiro dos Governantes e dos Políticos, soube testemunhar até ao martírio a “dignidade inalienável da consciência”[2]. Embora sujeito a diversas formas de pressão psicológica, negou-se a qualquer compromisso e, sem abandonar “a constante fidelidade à autoridade e às legítimas instituições” em que se distinguiu, afirmou com a sua vida e com a sua morte que “o homem não pode separar-se de Deus nem a política da moral”[3].  

Ateísta, anarquista, niilista, comunista, judeu e hoje CONVERTIDO à fé Católica.


De família judia da esquerda radical, ele era ateu e niilista… até que leu a Bíblia.
Era comunista e de origem judaica. Só queria atacar a Igreja. Agora Fabrice Hadjadj é um dos maiores intelectuais católicos.

Fabrice Hadjadj é um dos intelectuais católicos mais importantes neste momento. As obras deste pensador e professor francês estão se convertendo em referência no pensamento cristão e até Juan Manuel de Prada disse de seu livro ‘A fé dos demônios’ que é “o melhor livro de teologia de divulgação que se tem escrito em décadas”.
É um convertido mas fala muito pouco deste processo, talvez porque pensa que a conversão só é o ponto de partida, não o de chegada. No entanto, este caminho até Deus diz muito de como é e mostra uma vez mais o poder salvífico que há na Escritura, um retorno à vida em um pestanejar de olhos.
“A Palavra me dava urticária”
“Minha família era judia e de extrema esquerda e eu cresci com o espírito de revolta”, conta Hadjadj. Desenvolveu nele um ateísmo marcado pelo anarquismo.Além disso, a leitura de Nietzsche o levou ao niilismo aumentando nele uma “violência anti-cristã” pois a palavra de Deus “me dava urticária”.
Em que pese as seguranças que este jovem francês acreditava ter, Deus sempre surpreende e lhe tinha preparada uma grande surpresa. “Um dia um amigo meu publicou um livro de aforismos, em que cada um deles vinha precedido por uma citação bíblica”, recorda Fabrice, que graças a isto viu a oportunidade de ridicularizar Deus.

“Queria ler a Bíblia para me fazer rir”, afirma. “Tinha encontrado um procedimento mordaz para ridicularizar as Escrituras. O problema é que para caçoar bem da Bíblia, tinha que lê-la”.
A leitura de Isaías e Jó
Com sua intenção de caçoar da Igreja e de Deus, continua, “comecei com a leitura de Isaías e de Jó. O choque! Que sopro mais incrível! Mais tarde reli os Evangelhos. Quanta simplicidade unida com tanta profundidade! A palavra de Jesus não era uma palavra como qualquer outra: era a palavra em carne, e osso e espírito”. “Tinha querido desviar da Escritura, e era ela que me devolveu ao caminho”, acrescentou.
A enfermidade de seu pai e o julgamento de um pró-nazista
Esse foi o primeiro encontro que teve com Deus e que o fascinou. Algo que já tinha em seu coração mesmo que se esquecesse do ocorrido. No entanto, “uns meses mais tarde meu pai ficou doente. Não sabia o que fazer para lhe ajudar. Corri à igreja de São Severino, perto de minha casa em Paris. Esta era a igreja em que eu tinha caçoado dos fiéis uns dias antes. Então orei e foi uma revelação. Não era uma grande luz, era uma voz descendo do Céu. Estava em paz e a paz me mostrou que a oração é a essência da palavra, o próprio lugar do homem”.
Conta Hadjadj que “outro sinal de Deus em minha vida foi o julgamento de Paul Touvier”, um colaborador nazista condenado por crimes contra a humanidade por ordenar fuzilar a sete judeus em 1944. “Assisti porque um amigo meu era advogado no julgamento. Vi esse tipo no banquinho dos acusados, um tipo como tu e eu e não podia ver o diabo”.

Essa tarde em sua casa este jovem se perguntava se “teria sido melhor que este homem”. “De repente descobri minha miséria interior” e pensou em Cristo, “como um Inocente, um absoluto Inocente veio para me redimir com toda a humanidade manchada pelo mal, para salvar-me com todos, vítimas e verdugos”.Cinco anos mais tarde “fui batizado na Abadia de Solesmes”. Soube anos mais tarde que foi precisamente o lugar em que o condenado no julgamento que assistiu e que lhe abriu os olhos tinha se escondido durante meses.
Professor, pai de família e defensor da vida
Sua vida mudou por completo após descobrir a fé. Não queria ter filhos e agora tem seis. De sua coluna no ‘Le Figaro’ e de outros meios tem sido um dos intelectuais que com mais veemência tem argumentado contra o matrimônio e adoção por parte de homossexuais aprovada na França recentemente. Atualmente é além de um importante escritor, professor de Filosofia em institutos, universidades e no Seminário de Toulon.
Apesar da história de conversão que fez Deus com ele, Fabrice não gosta de falar demasiado dela. “Não gosto de ser anedótico e retrospectivo. A conversão é um ponto de partida, não de chegada. É como um nascimento. Mas não se pode perguntar aos convertidos unicamente por aquilo que sucedeu no momento do parto. Eu me pergunto sempre sobre meu batismo, que foi algo extraordinário. Mas me perguntam menos por meu matrimônio que, no entanto, é o cumprimento de meu batismo. Poderia escrever milhares de páginas sobre minha conversão. Mas se dissesse aquilo que fiz que me fizera cristão seria prisioneiro de algo que pertence ao passado. Devo sempre poder dizer que se sou cristão é também graças a ela, que está ao meu lado. O que fundamenta a fé é sobre todo o assombro diante daquilo que me rodeia”.
O demônio, muito presente no mundo de hoje
Um de seus livros mais importantes trata precisamente sobre o demônio, o príncipe deste mundo. Assim, adverte de que “há que entender que o ateísmo e o liberalismo não são as piores dores de cabeça, já que o diabo não é ateu. Então, para evitar as trapaças de um demônio, que sabendo exatamente a verdade, sabe levar-nos a erros dando-lhes um aspecto atrativo: utiliza nossa energia para lutar contra um erro fazendo-nos cair no erro oposto”.
Do mesmo modo, disse que os cristãos devem ter cuidado com a “fé desencarnada, em que alguém se dedica a ‘organizações benéficas imaginárias’ e nos esquecemos de amar a nosso próximo em nossa casa ou em nossa própria cama”.
Sua vida e sua experiência lhe tem acreditado como um dos pensadores da Igreja mais acreditados para o diálogo fé-razão e com o mundo não crente. “Hoje em dia está na moda dizer ‘sou ateu’, ‘sou homossexual’, etc…Ninguém diz ‘sou um homem’. O importante para o crente é compreender que diante dele tem sempre um homem. Alguém que está como eu exposto ao pecado e à morte e que talvez um pouco menos consciente do Mistério”.
Fonte:ReligionLiberdad.com

03 agosto 2014

Cristãos perseguidos, mas não vencidos!

Geraldo Trindade*
A fé cristã sofre perseguições! Nada mais atual que a frase de São Tertuliano de que “o sangue dos mártires se torna semente para novos cristãos”. Professar a fé cristã é ser hostilizado em muitas esferas da nossa sociedade; de modo escancarado ou velado, o comportamento setransforma se se declara crente, temente a Deus e discípulo do Mestre, que é Jesus Cristo.
A fé guardada por homens, mulheres e crianças a ponto de darem suas vidas por causa do Evangelho, é um grito que incomoda porque aponta para além dos modismos e das fugacidades da vida pós-moderna, onde o que importa são as aparências e a simples sensação de estar bem e ter uma “vida legal”. A fé preservada em meio às perseguições nos aponta para a infinitude, para uma razão na vida, um querer de felicidade que só Cristo pode nos dar.
Os cristãos no Iraque sofrem perseguição pelo estado islâmico de Mosul, é o que afirma o jornal francês Le Figaro. Os cristãos são obrigados a deixar sua região ou a pagarem altos impostos, têm suas casas marcadas com o N de Nazareno e assim sujeitos ao massacre e transformados em cidadãos de segunda categoria. No fundo, o Estado islâmico quer obrigá-los a se converterem, ou serão mortos. Os cristãos no Iraque antes da invasão americana eram 1 milhão, hoje são 400 mil.
Na Ucrânia, após a invasão russa, muitos católicos têm seu futuro incerto, pois a Igreja poderá ser banida do território. Padres são raptados, e alguns desaparecem sem nenhuma explicação. Alguns fiéis chegam a ser espancados por oficiais russos e têm suas propriedades confiscadas. É a lógica do medo para que abandonem sua fé!
Na China, o Partido Comunista Chinês silencia a Igreja Católica, que é obrigada a viver na clandestinidade. São em média 12 a 15 milhões de católicos em um país de 1,4 bilhão de habitantes. Os católicos são obrigados muitas vezes a serem membros da Associação Católica Patriótica Chinesa, que é controlada pelo governo e não está em comunhão com o papa.  Alguns bispos católicos vivem encarcerados durante décadas por não abandonarem a fé.
Na Mongólia, um sacerdote e uma religiosa foram mortos por cuidarem de crianças e idosos pobres. Na Síria, os conflitos têm gerado intolerância religiosa contra os cristãos num ambiente em que 90% da população é muçulmana. De acordo com estimativas divulgadas pelo Associated Press, cerca de 1.800 cristãos foram mortos na Nigéria em ataques terroristas planejados por radicais islâmicos desde 2007. Na Coreia do Norte, 50 a 70 mil cristãos sofrem nos campos de concentração em trabalhos forçados. Na Somália, se um ex-muçulmano é descoberto logo é condenado imediatamente à morte. No Afeganistão, os cristãos são considerados inimigos do Estado. Nestes e em muitos outros lugares, seguir a Cristo é estar correndo risco de morte e ser perseguido.
No Brasil, os católicos também acabam passando algumas situações sofridas, tendo suas igrejas invadidas, seus objetos de cultos ridicularizados e imagens depredadas. Isso aconteceu no Rio de Janeiro, Montes Claros (MG), Sacramento (MG), Igarapava (SP), Erechim (RS)...
O papa Francisco afirmou que há mais cristãos perseguidos atualmente que nos primeiros tempos da Igreja. Existem lugares em que não se pode ter uma Bíblia, ensinar o catecismo ou mesmo levar um crucifixo. A cada cinco minutos, um cristão é morto, segundo algumas fontes. Além do mais, a perseguição não é somente física, o martírio de sangue. Outras formas de perseguição se espalham e marcam profundamente a vida das pessoas. Hoje há o martírio da ridicularização no trabalho, na universidade, nos ambientes sociais...
Estes exemplos demonstram como ainda há corações, estruturas sociais e regimes políticos fechados ao Evangelho. É preciso permanecermos vigilantes para que a profissão da fé cristã não se torne um crime sujeito a retaliações. A nossa vida deve-nos falar sobretudo de Cristo e de Cristo crucificado e ressuscitado, como centro da história e da nossa vida. A cruz de Cristo ocupa sempre um lugar central na vida da Igreja e tem que ocupar também em nossa vida pessoal. Na história da Igreja não faltará jamais paixão e perseguição, mas a partir delas e pelo testemunho de guardar e dar testemunho dela muitos crerão. Se aceitamos a cruz, ela se converte em benção. “Somos atribulados por todos os lados, mas não esmagados; postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses; perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados. Incessantemente e por toda a parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo” (2 Cor 4, 8-10).
* Geraldo Trindade é diácono na arquidiocese de Mariana. - http://pensarparalelo.blogspot.com 

23 junho 2014

Copa 2014: O testemunho católico do único jogador não islâmica na seleção do Irã.


Andranik+Teymourian+South+Korea+v+Iran+Zt6ggI3O1Tel
 O primeiro empate da Copa do Mundo aconteceu no décimo terceiro jogo. Após o dilúvio de gols que choveram na rede nos primeiros jogos, Nigéria e Irã empatam zero a zero. Resultado final de um jogo chato, mas que deixou o Irã feliz, considerado por todos os observadores a “Cinderela” do seu grupo. Uma ideia que nunca abandonou Andranik Teymourian, ás do time asiático, um dos mais pró-ativos na estréia de ontem.
Entrevistado pela Fifa.com na véspera da revisão brasileira, o craque iraniano tinha demonstrado que não temia os fortes adversários que a sorte atribuiu à sua equipe. “Contra nós nenhum jogo será fácil – afirmava – o primeiro lugar na rodada das eliminatórias asiáticas mostra o espírito de luta colocado em campo”.
Declarações que atestam ambições profissionais e que estão na base de uma coragem que Teymourian já mostrou no passado. A coragem “de não sentir vergonha de ser cristão”. Ele, cristão de origem armênia e cidadão da República Islâmica do Irã, foi o mais votado, por ocasião da Copa do Mundo de 2006, em uma pesquisa patrocinada pelo grupo holandês ecumênico Gristelijk.
Com o 31,3% dos votos, a estrela do Irã ficou acima de 10 outros jogadores que participaram da Copa do Mundo na Alemanha e considerados exemplos de homens, “que optaram por declarar abertamente a sua fé”. Quem votou foram holandeses, europeus, mas não só.
O que particularmente impressiona de Teymourian é um aspecto: as suas declarações quebraram os clichês que circulam em torno do Irã. De etnia armênia, faz parte daquela pequena minoria no País do Golfo Pérsico que não chega nem sequer a 1% da população. No entanto, goza de uma representação parlamentar e de uma certa autonomia cultural que até permite os armênios de produzirem vinho. Especialmente goza da atitude positiva por parte dos colegas muçulmanos.
Teymourian é uma clara demonstração disso. No Irã é considerado o diamante mais valioso na seleção de futebol, queridinho de todos os entusiastas. Quando sai do campo é saudado com grandes aplausos, e ele responde com gratidão à sua maneira, fazendo o sinal da cruz. Um gesto que nunca lhe criou qualquer problema. Na verdade, ele mesmo “Ando” – como os fãs carinhosamente o chamam – nunca escondeu que as relações com companheiros muçulmanos, com os diretores e com a população são “realmente boas”.
Tão boas, que lhe concedeu uma investidura histórica. Teymourian, de fato, no dia 18 de maio desse ano, foi nomeado o primeiro capitão muçulmano do Team Melli (a Nação iraniana). O jogador de 31 anos, vive essa realidade com orgulho, mas sem ênfase. Não está acostumado a perceber sua fé cristã como fonte de distinção com os companheiros de equipe.
Em Teerã, onde mora e joga com o time do Esteghlal, frequenta a Missa todos os domingos. Hábito que leva consigo mesmo quando cruza fronteiras nacionais. Com exceção da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha que, em entrevista ao Canal-AP Worldstream contou uma experiência desagradável que lhe aconteceu durante um retiro da própria seleção.
Em um domingo, como sempre faz quando está no Irã, se preparou para chegar à igreja mais próxima e participar da Missa. Tentando sair da estrutura que hospedava o seu time, foi bloqueado pela polícia alemã. Um obstáculo tão inesperado quanto absurdo, para um jovem que tem a única, inocente, intenção de ir à igreja. Foi-lhe dito que, por razões de segurança, não seria possível sair. Em vão a sua insistência que o único que fez foi com que os policiais o mantivessem parado por algumas dezenas de minutos.
Episódio que o futebolista iraniano viveu como uma grotesca forma de discriminação. Tal como para induzi-lo a dar vazão aos microfones de uma televisão no seu país, onde há uma teocracia xiita governada por um aiatolá. E onde uma cena desse tipo nunca lhe aconteceria. Cenas que, no entanto, aconteceram na Alemanha. No coração da Europa, onde uma vez construíam catedrais destinadas a durar por toda a eternidade. E onde hoje – como explicava o site Kreuz.net 2012 – surgem bairros inteiros, projetado para milhares de pessoas, sem que haja nem sequer uma Igreja. (Trad.TS)
Por Federico Cenci

Sacerdote revoluciona paróquia católica em bairro muçulmano em Marselha,França. Veja o seu segredo!


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 Levar a Deus todas as almas que seja possível”. O padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal o objetivo como sacerdote.  É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.
 Foi um músico de sucesso.a chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a “presença”, tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste de batina porque “todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja”.
 Na Missa: de 50 a 700 assistentes O balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor.
 Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massas não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.
 Um novo “Cura de Ars” numa Marselha agnóstica
Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.
 Os ‘fregueses’ contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.
 A igreja sempre aberta
 Outra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas de outros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é “permitir e facilitar o encontro do homem com Deus” e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.
 O templo deve favorecer a relação com Deus
 Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que “se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca tivemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma em instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus”.
 Foi a última oportunidade para salvar a paróquia
 O bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. “Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus“. 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.
 A importância da liturgia e da limpeza
 E aqui está outro ponto chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: “Como é podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível.”
 Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. “É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas”. De maneira taxativa assegura: ”Estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável, é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus”.
 A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. “Esta é a beleza que conduz a Deus“, afirma.
 As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados… Tudo ao detalhe. “Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença”. “A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria”, por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.
 Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje “é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo”. Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que “vamos todos para o céu”. Para ele esta é uma “música que nos pode enganar”, pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.
 O padre da batina
 Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre ser descoberto pelas pessoas. “Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro”.
 Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. “O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?”.
 Neste aspecto é muito insistente: “Quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância, é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz”.
 Por último, lembra um pormenor relevante.
 Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. “Isto deve fazer pensar a Igreja de França”, acrescenta.
 No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o café da manhã nos cafés do bairro, aí conversa e com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paula numa paróquia totalmente ressuscitada.
 Uma vida peculiar:
cantor em cabarésA vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma “fractura devastadora” que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.
 Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris, de Montecarlo, mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.
 Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.
 Fonte: Site Comunidade Corpus Christi

Papa Francisco reafirma posição da Igreja contra à legalização das drogas:” a droga não se vence com a droga!”


drogas_11124042011101500 “A droga é um mal e ante o mal não se pode ceder nem ter compromissos”, expressou nesta sexta-feira o Papa Francisco aos participantes da 31ª Conferência Internacional contra o Narcotráfico, reunida em Roma (Itália), de 17 a 19 de junho, onde reiterou seu chamado a dizer “não a qualquer tipo de droga”, e assegurou a todos os dependentes químicos que a Igreja não os abandona.
O Papa fez este chamado no meio do debate internacional no qual alguns governos e legisladores afirmam que legalizar as drogas permitirá combater o narcotráfico. Uruguai legalizou o cultivo e consumo da maconha em dezembro de 2013. “Gostaria de dizer com muita clareza: a droga não se vence com a droga! A droga é um mal, e com o mal não podem haver relaxamento ou compromissos. Pensar em poder reduzir o dano permitindo o uso de psicofármacos àquelas pessoas que continuam a usar droga, não resolve de fato o problema.”, expressou.
Francisco acrescentou que “a legalização das chamadas ‘drogas leves’, mesmo de modo parcial, além de ser, pelo menos, questionável em termos de legislação, não produz os efeitos que foram pré-fixados. As drogas substitutivas, então, não são uma terapia suficiente, mas uma forma velada de se render ao fenômeno”. “Quero reafirmar o que eu já disse em outra ocasião: ‘não a qualquer tipo de droga. Simplesmente. Não a qualquer tipo de droga. Mas para dizer este ‘não’, é preciso dizer sim à vida, sim ao amor, sim aos outros, sim à educação, sim ao esporte, sim ao trabalho, sim a mais oportunidades de trabalho”, afirmou.
Em seu discurso, Francisco disse que é trágico que as ações do tráfico de drogas sejam provavelmente as que mais rendem no mercado. “O flagelo das drogas continua a fazer estragos em formas e dimensões impressionantes, alimentado por um mercado vergonhoso que atravessa as fronteiras nacionais e continentais. Desta forma, continua a crescer o perigo para os jovens e adolescentes. Diante deste fenômeno, sinto a necessidade de expressar a minha tristeza e a minha preocupação”, assinalou. Nesse sentido, exortou a enfrentar o problema do desemprego juvenil, que afeta a 75 milhões de jovens na Europa e que, ao não poder estudar nem trabalhar, entram “nesta falta de horizonte, de esperança a primeira oferta são as dependências, entre as quais, a droga”. “As oportunidades de trabalho, a educação, o esporte, a vida sadia; este é o caminho que leva à prevenção da droga. Se estes caminhos se fazem verdades não há espaço para as drogas, para o abuso do álcool, para outros vícios”, assegurou.
Nesse sentido, afirmou que “a Igreja, fiel ao mandato de Jesus de ir a todos os lugares onde há um ser humano que sofre, não abandonou aqueles que caíram na espiral da droga, mas com o seu amor criativo foi ao encontro deles. O exemplo dos muitos jovens que, desejosos de escapar da dependência da droga, se empenham em reconstruir as suas vidas, é um incentivo para olhar para frente com confiança”. “Vocês foram tomados pela mão, através do trabalho de muitos trabalhadores e voluntários para que pudessem voltar a descobrir a sua dignidade, ajudando-os a ressuscitar esses recursos, esses talentos pessoais que a droga tinha enterrado, mas que não pôde cancelar porque cada homem está criado a imagem e semelhança de Deus. Mas este trabalho de recuperação é muito limitado. É preciso trabalhar na prevenção. Fará muito bem”.
Francisco convidou os delegados a tomar o exemplo de tantos jovens que procuram escapar da dependência das drogas e reconstruir as suas vidas como “um incentivo para olhar o futuro com confiança” e continuar seu trabalho “sempre com uma grande esperança”. Ontem, durante o encerramento da Conferência Internacional contra o Narcotráfico, o presidente do Senado italiano, Pietro Grasso, denunciou que o narcotráfico e o crime organizado transnacional colocam em jogo a estabilidade do planeta e a sobrevivência da democracia. “Estão em jogo o futuro dos nossos filhos e seus direitos”, expressou ante as 129 delegações, por isso chamou a adotar um enfoque geopolítico no estudo e o combate do narcotráfico e do crime internacional.

Cássio José: blog 100% Católico

IMAGEM VERSUS ÍDOLO: A IGREJA CATÓLICA É IDÓLATRA POR TER IMAGENS?

 Por Cássio José* Essa pergunta é tão antiga quanto a arca de Noé! Quero esclarecer suas dúvidas a respeito de tais ataques com a própria Pa...

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