11 agosto 2014

Ironi Spuldaro - "Renunciai ao homem velho; Revesti-vos do homem novo"

Papa Francisco: Perseguição dos cristãos no Iraque ofende gravemente Deus e a humanidade


FranciscoRezando_Alberto-Chinchilla_CNASegundo a publicação de ACI/EWTN Noticias nesta segunda (11/08/14), ao final da oração do Ângelus, o Papa Francisco fez um novo apelo à paz na Terra Santa e no Iraque, e assegurou que a violenta perseguição que sofrem os cristãos nesse país “ofende gravemente Deus e a humanidade”.
Em declarações à CNA –agência do Grupo ACI em inglês– em 8 de agosto, um sacerdote que se identificou como o Pe. Nawar, natural de Qaraqosh (Iraque), nas planícies do Nínive, considerada a capital cristã do Iraque, lamentou que mais de 100 mil cristãos tenham abandonado esta cidade na noite da quarta-feira, quando foi tomada pelas forças do Estado islâmico do Iraque e o Levante (ISIS).
Muitos destes cristãos que escapam da perseguição de extremistas islâmicos vão a pé, sem comida, dinheiro nem água, disse.
O Pe. Nawar, que morou e estudou em Roma durante os últimos três anos, denunciou que “as pessoas não podem ficar no Iraque porque há morte para quem fica”.
De acordo com informações da BBC, os militantes do Estado Islâmico derrubaram cruzes e queimaram manuscritos religiosos, depois de tomarem a cidade.
Em declarações à rede CNN, Mark Arabo, líder da comunidade caldeia, denunciou que os jihadistas do Estado Islâmico (ISIS), estão decapitando crianças cristãs em Mosul, pendurando os seus pais e estuprando as mulheres, que –informou por outro lado um porta-voz da Media Luna Roja–, são sequestradas e vendidas como escravas.
O Papa Francisco assinalou que “as notícias que chegam do Iraque nos deixam incrédulos e perplexos: milhares de pessoas, em maioria cristãos, brutalmente expulsos de suas casas; crianças morrem de sede e de fome durante a fuga, mulheres são sequestradas, pessoas sofrem violências de todo tipo; destruição de casas, de patrimônios religiosos e culturais”.
“Tudo isso ofende gravemente Deus e a humanidade. Não se leva ódio em nome de Deus! Não se faz guerra em nome de Deus! Nós todos, pensando nessa situação, nesse povo, façamos silêncio agora e rezemos”.
Francisco também expressou seu agradecimento “às pessoas que, com coragem, estão levando ajuda a estes irmãos e irmãs, confio em que uma solução política eficaz a nível internacional e local detenha estes crimes e restabeleça o direito”.
“Para assegurar melhor a minha proximidade a essas queridas populações nomeei como meu Enviado Pessoal, que amanhã viajará de Roma ao Iraque o Cardeal Fernando Filoni”.
O Papa recordou que “também em Gaza, onde depois de uma trégua, recomeçou a guerra que causa a morte de inocentes e agrava o conflito entre israelenses e palestinos”.
“Rezemos juntos ao Deus da paz, por intercessão da Virgem Maria: dai a paz, Senhor, aos nossos dias e nos torne artífices de justiça e de paz. Maria, Rainha da Paz, rogai por nós”.
“Rezemos também pelas vítimas do vírus Ebola e por aqueles que estão lutando para detê-lo”, pediu, para concluir pedindo orações por sua próxima viagem à Coréia do Sul, de 14 a 18 de agosto.

Igreja Católica: A Existência Dos Demônios - 1ª Aula do Curso de Demonologia Com o Pe. Paulo Ricardo

A luta de satanás contra o sacerdócio

O diabo sabe que a melhor maneira de destruir a religião é atacando o sacerdócio

“Para fazer reinar Jesus Cristo no mundo, nada é mais necessário do que um clero santo, que seja, com o exemplo, com a palavra e com a ciência, guia dos fiéis” [1]. Estas são palavras que os Santos Padres não se cansam de repetir ao orbe católico, desde que foram pronunciadas, pela primeira vez, pelo papa São Pio X. De fato, o testemunho de um bom sacerdote é capaz de arrastar centenas de fiéis à Igreja de Cristo, quer por meio da pregação, quer por meio da administração dos sacramentos, quer por meio da obediência às normas eclesiais, como o celibato.
A missão do sacerdote resume-se àquela regra máxima da Igreja, de que falam os santos: Salus animarum suprema Lex – a lei suprema é a salvação das almas. Por isso o Papa Bento XVI, na proclamação do Ano Sacerdotal, em 2009, exortou o clero católico a redescobrir a dimensão eclesial de seu ministério. Somente na comunhão com a Igreja o sacerdote pode atingir aquela santidade necessária “para fazer reinar Jesus Cristo no mundo”. Explica-nos o Papa Emérito: “a missão é eclesial, porque ninguém se anuncia nem se leva a si mesmo, mas, dentro e através da própria humanidade, cada sacerdote deve estar bem consciente de levar Outro, o próprio Deus, ao mundo” [2].
Essa realidade não é desconhecida pelo diabo, tampouco por aqueles que fazem as suas vezes na terra, disseminando o joio no meio do trigo. Não é para admirar, por conseguinte, que, no combate à Igreja, o primeiro alvo seja o sacerdócio. “Quando se quer destruir a religião” – observava o santo Cura d’Ars –, “começa-se por atacar o padre” [3]. Com efeito, a primeira tentação demoníaca contra os sacerdotes é a de afastá-los da comunhão eclesial, incentivando-os à dissidência, aplaudindo hereges e ridicularizando aqueles que se submetem de bom grado à autoridade do Santo Padre. Trata-se do primeiro non serviam demoníaco: o não à Igreja.
Os argumentos – ou, no caso, as mentiras – são os mesmos de sempre: o celibato é transformado em símbolo de castração, que fere o direito à sexualidade e leva à pedofilia; o hábito eclesiástico é tachado de indumentária antiquada, que afasta o clero do povo; o padre passa a ser somente o “presidente” da celebração; a obediência a Roma é considerada clericalismo; as normas litúrgicas são suprimidas em nome de uma falsa criatividade; o padre, é dito, não pode ficar preso a “regras de orações medievais”; isto, outros reclamam, não está de acordo com o Concílio Vaticano II; o padre não é sacerdote, mas presbítero; ele tem uma mentalidade pré-conciliar etc. Repetidas ad nauseam pela mídia – e por uma porção de maus teólogos que agem em conluio com ela –, essas ideias perniciosas vão aos poucos minando a identidade do sacerdote, até ao ponto de levá-lo a proclamar o segundo non serviam do diabo: o não a Cristo.
Não é preciso gastar muita tinta, porém, para explicar os erros contidos nestes sofismas. Muito mais sabiamente responderam os santos padres – vivendo a sua vocação de maneira exemplar –, como também o Magistério da Igreja – seja nas encíclicas papais, sejo nos outros inúmeros documentos já publicados a esse respeito. O que é preciso ter em conta é que a luta que se trava contra o sacerdócio é, na verdade, uma luta contra a Pessoa de Jesus Cristo. O padre, não nos esqueçamos, é um Alter Christus (Outro Cristo), dado o caráter impresso em sua alma pelo sacramento da ordem. Por isso, é compreensível a raiva do diabo pela castidade dos sacerdotes – “o mais belo ornamento de nossa ordem”, como elogiava São Pio X –, pois ela remete à virgindade de Cristo, que também foi guardada até a morte na cruz [4]. É compreensível o ódio do diabo à batina negra – a “heroica e santa companheira” de Dom Aquino Correa –, porque o luto recorda o sacrifício redentor da cruz, pelo qual a morte foi vencida [5].
O remédio às insinuações diabólicas, por conseguinte, não pode ser outro senão aquele prescrito por Bento XVI, durante o Ano Sacerdotal [6]:
É importante favorecer nos sacerdotes, sobretudo nas jovens gerações, uma correta recepção dos textos do Concílio Ecuménico Vaticano II, interpretados à luz de toda a bagagem doutrinal da Igreja. Parece urgente também a recuperação desta consciência que impele os sacerdotes a estar presentes e ser identificáveis e reconhecíveis quer pelo juízo de fé, quer pelas virtudes pessoais, quer também pelo hábito, nos âmbitos da cultura e da caridade, desde sempre no coração da missão da Igreja.
Enfim, não se há de esquecer a mediação de Nossa Senhora, mãe solícita dos sacerdotes e a inimiga de todas as heresias. Na sua viagem a Fátima, em 2010, o Santo Padre não perdeu a oportunidade de confiar à Virgem, “os filhos no Filho e seus sacerdotes”, consagrando-os ao seu Coração Materno, para que cumprissem fielmente a Vontade do Pai [7]. Neste ato, o Papa Bento XVI ensinava ao clero do mundo inteiro que o melhor caminho de santidade e escudo contra o demônio é a intercessão de Nossa Senhora. É também o ensinamento dum outro padre que, não por acaso, muito se assemelha às palavras de São Pio X, ao início deste texto: “foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo” [8].
Por Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Carta La ristorazione: Acta Pii X, I, p. 257.
  2. Discurso do Papa Bento XVI durante a audiência concedida à Congregação para o clero (16 de março de 2009).
  3. João XXIII, Carta Enc. Sacerdotii Nostri Primordia (1° de agosto de 1959), n. 63.
  4. Ibidem, n. 16.
  5. A minha batina – poema de Dom Aquino Correa.
  6. Discurso do Papa Bento XVI durante a audiência concedida à Congregação para o clero (16 de março de 2009).
  7. Ato de confiança e consagração dos sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria (12 de maio de 2010)
  8. São Luís de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Série Catecismo da Igreja Católica: A QUEDA DOS ANJOS!

A queda dos anjos

A queda dos anjos

As explicações contidas no Catecismo são verdades da fé, portanto, não é possível tergiversar sobre elas. Para todos os outros assuntos existem as chamadas explicações teológicas, ou seja, esforços humanos empreendidos por grandes santos e doutores da Igreja, a fim de se compreender melhor a revelação ou a ação divina.
Na aula de hoje, além das verdades de fé, serão oferecidas explicações teológicas acerca da Queda dos Anjos, que é um assunto que desperta muito interesse desde sempre. A base para as explicações teológicas serão os escritos de Santo Tomás de Aquino.

06 agosto 2014

SÉRIE: QUERIGMA - ANÚNCIOS INTRODUTÓRIOS DO CRISTIANISMO!

Estou preparando uma série de estudos bíblicos com a linha QUERIGMÁTICA:

*Amor de Deus;
*Pecado e Salvação;
*Fé e Conversão;
*Falsas Doutrinas;
*Espírito Santo e Dons Carismáticos;
*Vida em comunidade;
*Introdução à Apologética.

Hoje a noite, estará disponível no meu blog, a primeira temática querigmática: AMOR DE DEUS - REMÉDIO EFICAZ PARA A NOSSA SOLIDÃO!

Aguardem!

05 agosto 2014

O que a Igreja pensa oficialmente sobre a participação do católico na vida política?


politicaCONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
NOTA DOUTRINAL 
sobre algumas questões relativas
à participação e comportamento dos católicos na vida política

A Congregação para a Doutrina da Fé, ouvido também o parecer do Pontifício Conselho para os Leigos, achou por bem publicar a presente “Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política”. A Nota é endereçada aos Bispos da Igreja Católica e, de modo especial, aos políticos católicos e a todos os fiéis leigos chamados a tomar parte na vida pública e política nas sociedades democráticas.

I. Um ensinamento constante
1. O empenho do cristão no mundo em dois mil anos de história manifestou-se seguindo diversos percursos. Um deles concretizou-se através da participação na acção política: os cristãos, afirmava um escritor eclesiástico dos primeiros séculos, “participam na vida pública como cidadãos”[1]. A Igreja venera entre os seus Santos numerosos homens e mulheres que serviram a Deus através do seu generoso empenho nas actividades políticas e de governo. Entre eles, São Tomás Moro, proclamado Padroeiro dos Governantes e dos Políticos, soube testemunhar até ao martírio a “dignidade inalienável da consciência”[2]. Embora sujeito a diversas formas de pressão psicológica, negou-se a qualquer compromisso e, sem abandonar “a constante fidelidade à autoridade e às legítimas instituições” em que se distinguiu, afirmou com a sua vida e com a sua morte que “o homem não pode separar-se de Deus nem a política da moral”[3].  

Cássio José: blog 100% Católico

IMAGEM VERSUS ÍDOLO: A IGREJA CATÓLICA É IDÓLATRA POR TER IMAGENS?

 Por Cássio José* Essa pergunta é tão antiga quanto a arca de Noé! Quero esclarecer suas dúvidas a respeito de tais ataques com a própria Pa...

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