26 abril 2009

CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.

A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 - MT 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.

Quinta-feira Santa

Hoje celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.

Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.

O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.

Sexta-feira Santa

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Ofício das Trevas

Trata-se de um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.

Sermão das Sete Palavras

Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte. As sete palavras de Jesus são: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Eli, Eli, lema sabachtani? - Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.

Por volta das 15 horas celebra-se nas igrejas católicas a Solene Ação Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Jesus Cristo. À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão do Descendimento da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.

Sábado Santo

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.

A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos.

Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis.

Cordeiro

O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12).

Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).

Ovo

O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida. A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal. Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.

Coelho

Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.

Pão e vinho

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.

Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz

A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo.

No Conselho de Nicea em 325 d.c., Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo.

Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.

Círio Pascal

É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.

Reflexões sobre a Cruz

Filed under: Cruz — Prof. Felipe Aquino at 2:38 pm on Tuesday, April 7, 2009

Em 312 Constantino estava prestes a vencer a última batalha para se tornar Imperador romano; faltava vencer Maxêncio. Ele estava se convertendo ao Cristianismo, porque sua mãe, Santa Helena, já tinha de convertido. Na véspera a batalha, Constantino teve um sonho; viu uma cruz no céu e uma voz lhe disse: “In hoc signo vincis” (Com este símbolo vencerás). Constantino mandou pintar a cruz nos escudos dos soldados e venceu a batalha; foi o primeiro imperador romano cristão. A espada romana se curvava diante da cruz de Cristo. Em 313 pelo Edito de Milão Constantino proibiu em todo o Império que os cristãos fossem perseguidos; a cruz redentora libertava os cristãos.

A Cruz é o maior sinal do amor de Deus, nela o Filho de Deus se imolou por amor a cada um de nós; ela nos livra do pecado, da morte e do inferno. É o sinal da vitória do Reino de Deus. Não devemos ter medo dela; Deus é fiel e não nos dá uma cruz mais pesada que as nossas forças; e junto com ele providencia sempre um bom Cirineu.

Muitos texto bíblicos louvam e exaltam a Cruz de Cristo:

Mt 10,38: “Aquele que não toma a sua cruz e me segue, não é digno de mim”. (Cf. Mc 8, 34; Lc 9,23; 14,27).

Mt 16,24: “Disse Jesus aos seus discípulos: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

Gl 2, 19: “Pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui crucificado com Cristo”.

Gl 5, 24: “Os que são de Cristo Jesus, crucificaram a carne com suas paixões e suas concupiscências”.

Gl 6, 14: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.

O sinal da Cruz é o sinal dos cristãos ou o sinal do Deus vivo, de que fala provavelmente Ap 7, 2, fazendo eco a Ez 9,4:

1Cor 1,18: “A linguagem da Cruz… para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus”.

Gl 6, 14: “Não aconteça gloriar-me senão na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

1Cor 1, 17: “… anunciar o Evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de que não se torne inútil a Cruz de Cristo”.

Desde o século IV é sinal de vitória: na arte, na Liturgia, na piedade particular, na literatura…

Tertuliano († 200) atesta:

“Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessa ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz” (De corona militis 3).

Latâncio (início do séc. IV) apresenta: o Senhor quis recobrir com a sua morte extremamente dolorosa e ignominiosa, toda modalidade de morte que os homens possam experimentar; saibam todos que Deus feito homem já atravessou e santificou todas as angústias que afetam os homens (Instituições IV, 26), e abracem a sua cruz com ânimo confiante e esperançoso; quem padece com Cristo, ressuscitará com Cristo.

S. Hipólito de Roma (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III:

“Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, não por ostentação, mas em virtude da convicção de que é um escudo protetor. É um sinal como outrora foi o Cordeiro verdadeiro; ao fazer o sinal da Cruz na fonte e sobre os olhos, rechaçamos aquele que nos espreita para nos condenar” (Tradição dos Apóstolos 42).

Luiz de Chardon ensina que “depois de termos admirado a violenta e insaciável inclinação do espírito de Jesus para a Cruz compreenderemos melhor como Ele a distribui pelas almas que lhe pertencem pelos vínculos da graça. Entendemos igualmente porque quanto maior é a elevação da alma em união com o espírito de Jesus Crucificado tanto maior será sua obrigação quanto ao sofrimento.”

Santo André de Creta, no século oitavo, escrevia: “Não há nada mais precioso do que a Cruz de Jesus que se tornou o troféu da misericórdia divina. Por ela o diabo foi ferido e vencido, os grilhões infernais foram quebrados”.

Santo Antônio, Doutor do Evangelho e “martelo dos hereges”, dizia: “Porque Adão no paraíso não quis servir ao Senhor (cf. Jr 2,20), por isso o Senhor assumiu a forma de servo (cf. Fl 2,7) para servir ao servo, a fim de que o servo já não se envergonhasse de servir ao Senhor.”

Na Oração de São Bento rezamos:

“A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos!”

Oração de São Francisco: “Senhor Jesus Cristo, nós vos louvamos e bendizemos porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo”.

“Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” (Is 53,5).

“É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz. Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz.” (Col 2, 13-15)

“Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (Jo 12,24b).

“Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,8).

“Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja”. (Col 1, 24)

“Eis uma verdade absolutamente certa: Se morrermos com ele, com ele viveremos.” (2Tm 2, 11)

Gl 6, 14: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”.

“Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes”. (Ap 7, 3).

“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”. (Jo 19,25-27)

SEXO VIRTUAL: É DE DEUS?

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Sexo virtual: carências e consequências

Como vencer esse vício ou essa tentação?

O sexo virtual começou pelo uso do telefone há bastante tempo; algumas agências até se especializaram em oferecer esse tipo de atividade com moças e rapazes “de programa” contratados para isso. Foram os famosos “Teles”: telefantasia, tele-erótico, telesexy, telegay, tele-horóscopo, teletarô, enfim... “telepecado”.

É incrível a capacidade do ser humano para descobrir novas formas de satisfazer a sede de prazer dos seus mais baixos instintos. Seduzido pelo “anjo das trevas” ele se deixa seduzir e põe os mais sofisticados recursos da inteligência e da técnica a serviço do mal; isto é, daquilo que ofende a dignidade da criatura e atenta contra o Criador.

No entanto, a Internet superou tudo isso; primeiro por causa da privacidade, comodidade e forma anônima com que oferece a fantasia; segundo porque quase sempre é gratuita. Para ser sincero, nunca vi o Sexto Mandamento tão violado e Deus tão ofendido.

Nunca se viu tanta permissividade moral invadir os nossos lares! Nunca foi tão avassaladora a onda de lama a nos atingir. O Criador é ofendido e desprezado pela criatura mais bela que Ele criou à Sua “imagem e semelhança”, para ser a maior glória d'Ele na face da terra.

A luxúria de Sodoma e Gomorra, e também da antiga Pompéia consumida pelo Vesúvio, se globalizaram pela internet. Mas, o que mais nos entristece, e até revolta, é constatar que tudo isso é promovido com a complacência e a conivência das autoridades públicas, que deveriam ser as primeiras a impedir tais absurdos.

Esses meios de comunicação tão úteis e práticos como o telefone e a internet jamais poderiam, por razões éticas e morais, ser transformados em instrumentos de promiscuidade moral. A nossa sociedade vive o neopaganismo; isto é, o Evangelho, que até alguns anos atrás era a referência para o comportamento da sociedade, não passa agora de letra morta para muitos.

Definitivamente eliminou-se o “temor de Deus” no meio da sociedade, que, dessa forma, se torna mais individualista, narcisista, hedonista, pecadora. O ateísmo que se vive hoje é um ateísmo prático, selvagem, não mais filosófico. Não mais se pergunta se Deus existe; apenas se age como se Ele não existisse, e pronto. Apesar disso, 95 por cento dizem acreditar em Deus, mas ignoram as leis divinas...

Pior do que o pecado cometido sob o peso da fraqueza da carne, é aquele cometido quando se explora comercialmente aquilo que é imoral, que atenta contra a dignidade do ser humano, transformando-o em um meio de lucro. Sem dúvida, estamos aqui diante de um pecado dobrado, praticado não pela fraqueza da natureza humana, mas pelo amor desenfreado pelo dinheiro, como disse São Paulo “razão de todos os males” (cf. 1Tm 6,10).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) fala sobre o escândalo:

“Quem usa os poderes de que dispõe de tal maneira que induzam ao mal torna-se culpado de escândalo e responsável pelo mal que, direta ou indiretamente, favorece. 'É inevitável que haja escândalos, mas ai daqueles que o causar’ (Lc 17,1)” (CIC §2287).

É incrível constatar que há pessoas que consigam dormir em paz sabendo que “faturaram” às custas do pecado dos outros e da morte das suas almas. É incrível observar que a sede de dinheiro possa ser maior que o respeito à verdade, à pureza, ao amor ao próximo...

É incrível notar que Cristo continua a ser vendido por “trinta moedas”! Tenho acompanhado e orientado vários jovens mergulhados no vício de assistir à pornografia na Web que me pedem ajuda para sair dele. Tenho também recebido e-mail de esposas que se desesperam quando pegam seus maridos vendo sites pornográficos. A tentação é enorme e a facilidade é muito grande. Outros se enveredam pelos “chats” variados e acabam se complicando.

Tentei ajudar uma jovem e bela mãe que acabou deixando seus dois filhos pequenos e seu esposo para ir morar com outro homem que conheceu pela internet. É claro que essa moça trazia sérios problemas no casamento e carências que não foram resolvidas. Mas, o pior é assim que complicou ainda mais as coisas.

Sem dúvida, esse tipo de relacionamento virtual atinge em cheio as pessoas mais carentes e que lutam contra uma afetividade não bem controlada nem bem equilibrada. Por outro lado, a carne é fraca e pode arrastar qualquer um, mesmo as pessoas espiritualizadas e que vivem um bom relacionamento com Deus. Muitas vezes, embaladas pela conversa virtual, muitas acabam se expondo a perigos de vários tipos, que não imaginam.

É preciso dizer também que a atividade sexual virtual diante da internet pode se transformar em vício; e o pior de tudo é que muitas vezes leva o cristão ao pecado da masturbação, fornicação, adultério ou mesmo a uma vivência sexual pervertida com a (o) esposa (o). E tudo isso prejudica a pessoa; em primeiro lugar porque ofende a Deus e polui a alma e a mente com cenas eróticas que desvirtuam o sexo; em segundo lugar essa pessoa fomenta em si mesma o sexismo; isso prejudica o namoro, o noivado e o casamento.

Nota-se hoje que práticas condenadas há muito tempo, e que antes não eram aceitas, como sexo anal e oral, começam a se tornar de certa forma aceitos por casais cristãos. Isso é fruto da pornografia que foi anestesiando suas mentes. Nem a pessoa solteira e nem o casal cristão podem se entregar à perversidade da pornografia.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) é bem claro ao afirmar que:

“A pornografia (...) ofende a castidade porque desfigura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um modo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos” (CIC § 2354).

Como vencer esse vício ou essa tentação?

Em primeiro lugar é preciso ter calma; não desanimar nem se desesperar diante dele; mas lutar com fé e perseverança, mesmo que se caia um milhão de vezes. Deus quer mais a nossa determinação de lutar contra o pecado, “até o sangue” se for preciso, como manda a Carta ao Hebreus (Hb 12,4): “Ainda não resististe até ao sangue na luta contra o pecado”.

Jesus deixou-nos a receita básica para vencer qualquer pecado: “vigiai e orai”. Estar sempre em estado de oração, com a alma sempre ligada a Deus, sempre suplicando ao Senhor o auxílio de Sua graça para não cairmos na tentação. “Não nos deixeis cair em tentação...” Ele nos manda pedir essa graça ao Pai na grande oração do Pai-Nosso. “Mosca só assenta em prato frio”; então, não deixe sua alma esfriar pela falta de oração, comunhão, meditação da Palavra, reza do Terço, etc.

Em segundo lugar é preciso “vigiar”, fugir das ocasiões de pecado é uma fuga heroica; se você não se controla diante da internet e do sexo virtual, então, não tenha acesso à rede mundial de computadores em seu computador enquanto não aprender a se dominar. Ou então, diante do computador, reze e prometa a Deus não acessar um site de pornografia ou de relacionamento perigoso por amor a Jesus, que, para o salvar, morreu na cruz. Só por amor a Deus podemos deixar de vez o pecado, nunca por medo d'Ele. Escreva sob a tela do monitor do seu computador: “Eu não vou pecar hoje por amor a Jesus; Ele merece isso”. Sem dúvida, o Senhor ficará muito feliz.

E se eu cair?

Levante-se imediatamente; não fique nem um minuto na lama do pecado; peça perdão a Deus e prometa se confessar tão logo seja possível. Sim, é importante a confissão para que a graça divina lhe dê o perdão e a força para não voltar a pecar. Por outro lado, uma orientação psicológica e uma terapia de oração podem ajudá-lo a vencer o vício do sexo virtual.

O cristão tem que viver a castidade porque é lei de Deus; e isso só será possível se fechar as janelas da alma (olhos, ouvidos, boca, nariz, mãos) para tudo o que o excita e traz o pecado para seu interior. Com a graça de Deus e a força de vontade isso é possível.

OS SACRAMENTOS DA IGREJA

Jesus Cristo redimiu o mundo com a Sua Morte e Ressurreição, e instituiu a Santa Igreja, Seu Corpo Místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares, até que Ele volte para encerrar a História, na Parusia, e julgar a humanidade. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos Bispos, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.

Por isso o Concilio Vaticano II chamou a Igreja de “Sacramento universal da salvação” (LG 4). Ela é o braço estendido do Cristo na História dos homens. Quando a Igreja nos alcança, é Cristo que nos alcança; quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa…; isto é, a Igreja é a portadora e administradora da salvação, através dos Sete Sacramentos que ela ministra em nome de Jesus.

Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o conceito de sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que ele assinala. A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função. Cristo toca o cristão pelos Sacramentos não apenas de maneira psicológica ou afetiva, mas de uma forma concreta.

Os Sacramentos são esses sinais comunicadores da graça divina.Por isso o cristão não pode ficar sem os Sacramentos. O Cristianismo não é apenas uma filosofia religiosa, mas é uma comunhão de vida com o próprio Deus da maneira que Ele estabeleceu, especialmente pelos Sacramentos.Todo Sacramento é um sinal, que não apenas assinala, mas que realiza o que assinala; assim, a água do Batismo indica a purificação da criança e a realiza. Os Sacramentos dão continuidade à santíssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salvação dos homens. Por isso a Igreja (Corpo de Cristo prolongado) com os sete Sacramentos formam como que “o Grande Sacramento - a ordem sacramental através do qual a vida eterna do Pai flui até cada indivíduo em particular” (E. Bettencourt).

Cada Sacramento consta de matéria (água, pão, vinho, gestos…) e forma, que são as palavras proferidas sobre a matéria, declarando o sentido da mesma: “Eu te batizo…; Isto é o meu Corpo…” Os Sacramentos são sinais visíveis porque o ser humano é formado de corpo e alma; ele passa do visível ao invisível. Aristóteles († 322 a.C.) dizia que: “Nada há no intelecto que não tenha passado pelos sentidos”. É pelos sentidos que ele aprende.Tertuliano († 220 ) dizia que: “A carne (o corpo) é o eixo da salvação. Lava-se o corpo a fim de que a alma seja purificada; unge-se o corpo a fim de que a alma seja consagrada… O corpo é nutrido pelo Corpo e Sangue de Cristo, a fim de que a alma se alimente de Deus… Não podem, pois, ser separados na recompensa, já que estão unidos nas obras da salvação” (Sobre a Ressurreição da Carne 8 PL 2, 852).

Os Sacramentos agem “ex opere operato”, quer dizer, pela força do próprio rito, independente da santidade do ministro; em outras palavras, é Cristo quem ministra todo e qualquer Sacramento, pois Ele é o único sacerdote do Novo Testamento; os demais ordenados são seus ministros, como disse S. Tomás de Aquino. Se tiverem sido validamente ordenados pela Igreja e ministrarem os sacramentos com a mesma intenção que Cristo fez, então, participam do único Sacerdócio de Cristo e sua ação é eficaz.

Todo sacramento produz dois efeitos: o caráter e a graça santificante. O caráter é uma marca, um selo espiritual que é impresso na alma do cristão pelos três Sacramentos que não podem ser repetidos: Batismo, Crisma e Ordem. Os demais sacramentos imprimem um “quase-caráter”; por exemplo, o vínculo conjugal para os validamente casados.

Esta marca significa uma pertença a Cristo, e não depende das disposições morais da pessoa que recebe o sacramento. Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo continuava com a marca para sempre. A graça santificante comunicada pelo Sacramento é a “participação na vida divina” de que falou S. Pedro (1Pe 1, 4), que a pessoa pode não receber se põe obstáculo a ela. Por exemplo, se alguém comunga em pecado grave, ou se não crê na Eucaristia, mesmo assim recebe o verdadeiro Corpo de Cristo, mas não recebe a graça. Por isso os frutos dos Sacramentos dependem do esforço de conversão da pessoa; das suas disposições interiores.

“Toda a vida litúrgica da Igreja gravita em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos” (SC,6), disse o último Concílio. Há na Igreja sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio (cf. DS 860;1310;1601).” (Cat. §1113)

Os Sacramentos encerram em si todas as graças que precisamos durante a vida para que a imagem de Cristo seja formado
em nós. Nascemos de nossos pais para uma vida de sofrimentos herdada de Adão; o Batismo nos faz renascer, dando-nos uma vida nova, de filhos de Deus, herdeiros do Céu, passando pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 6, 1-11).

Aos poucos a criança atinge a adolescência e se robustece; na vida espiritual recebe o Sacramento da Crisma que lhe dá pelo dom do Espírito Santo, a maturidade espiritual e a força para viver e testemunhar a fé. A cada dia a vida precisa ser alimentada com o pão, mas ele não impede que a morte aconteça; então, Cristo nos dá, pela Igreja, o Pão do Céu, a Eucaristia, que é remédio e sustento para a caminhada, e que nos garante a vida eterna.

As doenças ameaçam o nosso corpo e a nossa vida terrena, também os pecados ameaçam nossa vida espiritual. Temos os remédios para a vida do corpo e Cristo nos dá, pelo Sacramento da Penitência, o remédio que cura a alma. Quando chegamos à vida adulta escolhemos a profissão e o trabalho, e nos preparamos para ele; na vida espiritual seguimos a nossa vocação, para o casamento ou para a vida religiosa. Para realizar bem esta missão Deus nos dá o Sacramento do Matrimônio e da Ordem.

No final da vida, ou na doença grave, quando o sofrimento e até a morte se aproxima, novamente Cristo nos acolhe e prepara para nos curar ou para nos preparar para o desenlace final, acompanhando-nos pelo Sacramento da Unção dos Enfermos.

Assim, os Sacramentos nos acompanham em toda a vida, a fim de que a vida espiritual não pereça, e sejamos felizes sempre na companhia de Cristo, para que possamos chegar “ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (cf. Ef 4, 13; 1Cor 2,6).

Do Livro: OS SETE SACRAMENTOS

Prof. Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

COMO SER UM CATÓLICO BEM INFORMADO?

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Como ser um católico bem formado?

Quanto mais conhecemos a Igreja, mais a amamos

O autor da Carta aos Hebreus escreveu: “Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal” (Hb 5, 13-14). Sem esse “alimento sólido”, que a Igreja chama de “fidei depositum” (o depósito da fé), ninguém poderá ser verdadeiramente católico e autêntico seguidor de Jesus Cristo.

Não há dúvida de que a maior necessidade do povo católico hoje é a formação na doutrina. Por não a conhecer bem, esse mesmo povo, muitas vezes, vive sua espiritualidade, mas acaba procedendo como não católico, aceitando e vivendo, por vezes, de maneira diferente do que a Igreja ensina, especialmente na moral. E o pior de tudo é que se deixa enganar pelas seitas, igrejinhas e superstições.

Em sua recente viagem à África, que começou em 17 de maio de 2009, o Papa Bento XVI deixou claro que a formação é o antídoto para as seitas e para o relativismo religioso e moral. Em Yaoundé, em Camarões, o Sumo Pontífice disse que “a expansão das seitas e a difusão do relativismo – ideologia segundo a qual não há verdades absolutas –, tem um mesmo antídoto, segundo Bento XVI: a formação”. Afirmando que: «O desenvolvimento das seitas e movimentos esotéricos, assim como a crescente influência de uma religiosidade supersticiosa e do relativismo, são um convite importante a dar um renovado impulso à formação de jovens e adultos, especialmente no âmbito universitário e intelectual». E o Santo Padre pediu «encarecidamente» aos bispos que perseverem em seus esforços por oferecer aos leigos «uma sólida formação cristã, que lhes permita desenvolver plenamente seu papel de animação cristã da ordem temporal (política, cultural, econômica, social), que é compromisso característico da vocação secular do laicado».

Desde o começo da Igreja os Apóstolos se esmeraram na formação do povo. São Paulo, ao escrever a S. Tito e a S. Timóteo, os primeiros bispos que sagrou e colocou em Creta e Éfeso, respectivamente, recomendou todo cuidado com a “sã doutrina”. Veja algumas exortações do Apóstolo dos Gentios; a Tito ele recomenda: seja “firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem” (Tt 1, 9). “O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina” (Tt 2,1).

A Timóteo ele recomenda: “Torno a lembrar-te a recomendação que te dei, quando parti para a Macedônia: devias permanecer em Éfeso para impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes, e a preocupar-se com fábulas e genealogias” (Tm 1, 3-4). E “Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão” (1Tm 4,6). São Paulo ensina que Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4).

Sem a verdade não há salvação. E essa verdade foi confiada à Igreja: “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15). Jesus garantiu aos Apóstolos na Última Ceia que o Espírito Santo “ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16, 13) e “relembrar-vos-á tudo o que lhe ensinei” (Jo 14, 25). Portanto, se o povo não conhecer esta “verdade que salva”, ensinada pela Igreja, não poderá vivê-la. Mas importa que essa mesma verdade não seja falsificada, que seja ensinada como recomenda o Magistério da Igreja, que recebeu de Cristo a infalibilidade para ensinar as verdades da fé (cf. Catecismo da Igreja Católica § 981).

Já no primeiro século do Cristianismo os Apóstolos tiveram que combater as heresias, de modo especial o gnosticismo dualista; e isso foi feito com muita formação. São Paulo lembra a Timóteo que: “O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, de hipócritas e impostores [...]” (1Tm 4,1-2).

A Igreja, em todos os tempos, se preocupou com a formação do povo. Os grandes bispos e padres da Igreja como S. Agostinho, S. Ambrósio, S. Atanásio, S. Irineu, e tantos outros gigantes dos primeiros séculos, eram os catequistas do povo de Deus. Suas cartas, sermões e homilias deixam claro o quanto trabalharam na formação dos fiéis.

Hoje, o melhor roteiro que Deus nos oferece para uma boa formação é o Catecismo da Igreja Católica, aprovado em 1992 pelo saudoso Papa João Paulo II. Em sua apresentação, na Constituição Apostólica “Fidei Depositum”, ele declarou:

“ O Catecismo da Igreja Católica [...] é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé”. E pede: “Peço, portanto, aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem assiduamente ao cumprirem a sua missão de anunciar a fé e de apelar para a vida evangélica. Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica […]. O "Catecismo da Igreja Católica", por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. lPd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê”.

Essas palavras do Papa João Paulo II mostram a importância do Catecismo para a formação do povo católico. Sem isso, esse povo continuará sendo vítima das seitas, enganado por falsos pastores e por falsas doutrinas.

Mais do que nunca a Igreja confia hoje nos leigos, abre-lhes cada vez mais a porta para evangelizar; então, precisamos fazer isso com seriedade e responsabilidade. Ninguém pode ensinar aquilo que quer, o que “acha certo”; não, somos obrigados a ensinar o que ensina a Igreja, pois só ela recebeu de Deus o carisma da infalibilidade. Ninguém é catequista e missionário por própria conta, mas é um enviado da Igreja. Sem a fidelidade a ela, tudo pode ser perdido. Portanto, é preciso estar preparado, estudar, conhecer a Igreja, a doutrina, a sua História, o Catecismo, os documentos importantes, a liturgia, entre outros. Quanto mais conhecemos a Igreja e todo o tesouro que ela traz em seu coração, tanto mais a amamos.

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe

A plenitude da felicidade - Pe Jose Augusto

http://www.youtube.com/watch?v=gU0xW9VKoUU

25 abril 2009

O QUE É A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLIOCA?

O QUE É A RCC-RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA?

Muitas pessoas se perguntam o que é a RCC, e encontramos, infelismente, muitos católicos desconhecidos da sua doutrina e dos outros movimnentos que a Igreja Católica possui afirmando por aí que a RCC- RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA- é uma igreja dentro da Igreja Católica ou se comporta como tal. Não quero aqui dá um tapa na cara dessas pessoas, mas apenas esclarecer que a própria Igreja nos dá todo um aval(para nós da RCC), a prova disso é que nóis temos duais comunidades(frutos da RCC) que hoje são reconhecidas pelo VATICANO!!!

Surpreendeu-me a quantidade razoável de comentários nas duas últimas postagens sobre a Renovação Carismática e, especificamente, a Canção Nova.
Surpreendeu-me em quantidade, mas não no conteúdo das postagens.
Então resolvi escrever alguma coisa mais detalhada sobre a RCC. Dividi em três partes e esta é a primeira parte.
Com essa primeira parte, pretendo dar as bases do argumento da RCC e da sua oposição natural ao ensinamento da Igreja bem como ao da própria natureza da Igreja.


***

Muitos carismáticos não sabem ou fingem não conhecer as origens desse movimento. Creio que se conhecessem plenamente não seriam carismáticos, por isso os grandes articuladores do movimento fazem de tudo para esconder sua raiz.
Falando à Agência Zenit, o Pe. Raniero Cantalamessa, pregador do Papa (João Paulo II e Bento XVI) deixa-nos escapar:

“(...)Quero dizer aos fiéis, aos bispos, aos sacerdotes, que não tenham medo. Desconheço por que há medo. Talvez em alguma medida porque esta experiência começou entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes”.

Muito bem, se você é católico, pressupõe-se que assuma integralmente a doutrina católica. Aceita também a Igreja e “toda a sua organização e os meios de salvação nela instituídos, e que, pelos laços da profissão da fé, dos sacramentos, do governo eclesiástico e da comunhão, se unem, na sua estrutura visível, com Cristo, que a governa por meio do Sumo Pontífice e dos Bispos”. (cf. Lumen Gentium, 14). Como católico você crê firmemente que a Igreja Católica “peregrina sobre a terra, é necessária para a salvação” (cf. ibid.).

Como católicos nós sabemos que Cristo fundou uma só Igreja, que é a Igreja Católica. Não há subdivisões na Verdadeira Igreja, tampouco há uma diferença sensível (histórica ou material) ou invisível (espiritual) entre Igreja de Cristo e a Igreja Católica. Ambas são a mesma Igreja que confessamos no Credo Apostólico; ambas são uma só, plena e substancialmente não havendo pluralidade eclesial.

Se Cristo fundou uma só Igreja, como sabemos e professamos, então Ele a encheu com os diversos dons para a Salvação do homem. Esses dons são conhecidos como sacramentos e seu número é sete, não seis, não oito; apenas sete!

Todos os dons para nossa santificação e salvação estão plenamente presentes na Igreja Católica e “embora nem todos os sacramentos sejam conferidos a cada um dos fiéis, eles são necessários para a salvação dos que crêem em Cristo, porque conferem as graças sacramentais, o perdão dos pecados, a adoção de filhos de Deus, a conformação a Cristo Senhor e a pertença à Igreja. O Espírito Santo cura e transforma aqueles que os recebem” (cf. CIC 1129). Poderia, pergunto eu, Jesus Cristo conceder um dom “extra”, inteiramente novo, a uma comunidade que não vive dentro da Sua Igreja, que é Seu Corpo Místico?

Pergunto ainda se esse dom “superlativo”, originado no seio da heresia, poderia ser tão necessário para a vida da Igreja verdadeira, que vive plenamente com sete sacramentos verdadeiros?

Como católicos é evidente e quase automático que dizemos não! A Igreja é detentora de todos os meios de santificação e salvação deixados por Cristo através da Sua vida e da Sua dolorosa Paixão. Não há nada “extra ecclesiae” que a Igreja deseje pois ela detém todos os tesouros do mundo!

Por isso como católicos que somos, não podemos acreditar que a RCC é um dom genuíno de Deus, porque ela começou “entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes”ou seja, ela teve sua gênese, sua origem, fora da verdadeira Igreja. A Igreja condenou o protestantismo como heresia e seria impossível um dom tão precioso surgir do seio da heresia. Seria um filho bastardo.

“A origem dos pentecostais se prende à denominação protestante Metodista. O Metodismo que tendia a reavivar o anglicanismo (...). Julgando que os episcopalianos haviam perdido seu fervor, John Wesley desejava lhes dar um novo método de vida espiritual.(...). No século XIX surgiu dentro do metodismo um novo movimento de renovação dito ‘Holiness’ (santidade). Esse movimento ensinava que, depois da conversão (necessária para a salvação), o cristão deve passar por uma segunda bênção ou uma nova e mais profunda experiência religiosa, que era chamada ‘batismo no Espírito Santo’”. Bettencourt, Dom Estevão Tavares in Crenças, Religiões, Igrejas & Seitas: quem são? Pág. 46, Ed. Mensageiro de Santo Antonio VIª Edição.

Percebam a dinâmica do protestantismo. Só nesta pequena citação de Dom Estevão temos 2 divisões (Anglicanismo -> (1) Metododismo -> (2) Pentecostalismo) e três denominações diferentes entre si. Essa é a dinâmica daqueles que não possuem respostas e meios plenos de santificação; essas denominações não conseguem manter a unidade interna justamente porque lhes faltam um fator gravitacional, algo que aglutine verdadeiramente, algo que é plenamente presente na Igreja Católica: Jesus Cristo.

Temos, então, a origem do movimento pentecostal (protestante) e um padre carismático afirmando que essa renovação surgiu “entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes”.

Já no século XIX, como atesta Dom Estevão, o movimento pentecostal pregava uma subversão da verdadeira eficácia do batismo tradicional. Não bastava apenas o batismo, que é válido nas confissões como o Metodismo, era preciso um novo meio, uma “segunda bênção”, para renovar a vida dos cristãos.

Aqui há a pretensão “genética” dos protestantes de achar que tudo precisa ser reformado e renovado, a cada minuto. No caso deles, penso, isso seja verdadeiro. No caso da Igreja Católica é falso.

Toda a renovação na história da Igreja teve uma direção diferente. A verdadeira renovação (positiva) é descendente, isto é, vem de cima para baixo. Vem de Deus para a Igreja, como resposta imediata às orações dos santos que clamam. Foi assim com São Francisco de Assis; Deus chama o jovem para “reconstruir sua Igreja que está em ruínas”. Não foi uma pretensão de São Francisco, mas algo que lhe foi confiado, algo que veio de cima e desceu até ele. Outros santos tiveram esse “chamado”, ora de forma bem objetiva ora de forma não tão milagrosa quanto a de Francisco, e partiram para a Renovação da Igreja. São João da Cruz e Santa Teresa, Santo Inácio de Loyola e Dom Bosco são exemplos desse movimento divino.

A renovação negativa é ascendente, vai do chão até o alto e tenta alcançar Deus. É obra meramente humana e só encontra um resultado: cisão, divisão e desagregação do Povo de Deus. É a pretensão de se chegar ao céu por vias humanas e pelos próprios braços; é como a construção de uma nova Torre de Babel.

Batismo no Espírito Santo

A essa “segunda bênção” deram o nome de “batismo no Espírito Santo”. Então compreendemos que o contexto desse “batismo” não é católico, nem se integra com a doutrina católica. Ele é o resultado de um “movimento” dentro do “movimento”, colocando em xeque a própria validade do batismo legitimamente instituído por Jesus Cristo.

O batismo “perdoa o pecado original, todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado; faz participar na vida divina trinitária mediante a graça santificante, a graça da justificação que incorpora em Cristo e na Igreja; faz participar no sacerdócio de Cristo e constitui o fundamento da comunhão entre todos os cristãos; confere as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. O batizado pertence para sempre a Cristo: com efeito, é assinalado com o selo indelével de Cristo” (cf. CIC Compêndio, 263).

Uma pretensão do “batismo no Espírito Santo” é a de infundir no fiel novos dons do Espírito Santo.
Vemos que, pela doutrina professada pela Igreja Católica, o batismo já insere os dons do Espírito Santo na alma do batizado. Assim o “batismo no Espírito Santo” como forma de imbuir essa característica perda a razão de ser; confunde-se novamente com outro sacramento instituído por Cristo, a crisma ou confirmação que “é a efusão especial do Espírito Santo, como no Pentecostes. Tal efusão imprime na alma um caráter indelével e traz consigo um crescimento da graça batismal: enraíza mais profundamente na filiação divina; une mais firmemente a Cristo e à sua Igreja; revigora na alma os dons do Espírito Santo; dá uma força especial para testemunhar a fé cristã” (cf. Ibid, 268)

Vimos até aqui que o Batismo no Espírito Santo não é, de fato, um sacramento ou algo da Igreja Católica. Tampouco encontra qualquer necessidade quando falamos em matéria sacramental.

“Em 1900 o pastor metodista Charles Parham aderia às concepções do Holiness. (...). Lendo At 2, 1-12; 10, 44-48; 19,17 chegaram a conclusão (Parham e seus alunos, nt) que o sinal característico do batismo no Espírito Santo é o dom das línguas (glossolalia). Então grande entusiasmo se apoderou do grupo que se pôs a rezar ininterruptamente durante vários dias e noites, pedindo a vinda do Espírito Santo”. (cf. Bettencourt, Dom Estevão Tavares, in op. Cit.)

É preciso deixar claro que até aqui estamos abordando apenas o protestantismo, mas somente por falta de coerência ou muita hipocrisia para não notarmos a semelhança entre a Renovação Carismática Metodista e a “Católica”. Ambas, como salientou frei Cantalamessa, têm a mesma origem.

O Batismo de Parham e o Dom de Oznam

Foi na experiência de Parham que surgiu a “oração em línguas”. Essa experiência é fruto da leitura seletiva e subjetiva da Bíblia. Procurava-se uma característica bíblica para o batismo no Espírito Santo, um sinal visível de uma realidade invisível.

Agnes Oznam, aluna do circulo bíblico montado por Parham, foi a primeira “imergida” pelo dom de línguas. Foi a senhora Oznam que, subjetivamente, criou o famoso “shiralalala” que hoje nos é tão comum. Não foi Pedro, Tiago ou João, mas Agnes Oznam que começou a falar em línguas através do “batismo” no Espírito Santo.

É evidente que Oznam não fora tocada pelo Espírito Santo. Então, não conhecendo nenhum idioma além do inglês (sua língua materna), inventou o “shiralalala” como forma de simular um suposto dom bíblico. A “teologia” que defende essa corrente da oração em línguas se desenvolveu de forma a justificar ou tentar sustentar a incompreensibilidade da oração.

Essa justificativa está presente na máxima: “No dom de línguas, estamos falando a Deus, não aos homens” (cf. “Flavinho”, in Acampamento de Pentecostes, 02 de maio de 2008). Nesse diálogo entre homem e Deus não cabe, segundo essa nova teologia, espaço para interpretações de terceiros, ou seja, quem ouve não precisa necessariamente entender. Contudo, não raramente nem mesmo o próprio indivíduo que ora em línguas sabe o que “disse”. Assim a oração apresenta-se oculta até mesmo para o próprio indivíduo.

“Mas os homens precisam que a mensagem lhes seja anunciada” (cf. “Flavinho”, ibid). De fato a mensagem evangélica precisava e precisa ser anunciada. “E ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (cf. I Cor. 9, 16).

Mas para ser anunciada ela precisa ser, primeiramente, compreendida. E isso se faz por dois canais intrínsecos: a compreensão metalingüística e a compreensão interpretativa.

Como compreensão metalingüística temos a leitura do texto e a compreensão das suas palavras. Para tal é preciso que a mensagem esteja codificada num conjunto acessível ao receptor; é preciso que o texto esteja em nossa língua ou numa língua que compreendamos. De nada adiantaria anunciar o Evangelho em idioma Tupi para um carioca! É preciso, nesse exemplo, que o texto esteja em português. Assim se dá a primeira “integração” do evangelho em nossa vida.

A compreensão interpretativa é reservada, no caso dos católicos, ao Magistério da Igreja. A leitura da bíblia deve ser feita na Igreja, não me referindo aqui apenas ao lugar físico, mas sim ao contexto. A bíblia deve ser lida e interpretada na Igreja, segundo a Tradição Apostólica e o Magistério dos Papas.

É aqui que o dom de línguas diverge da finalidade bíblica e da apostólica. O dom de línguas é inútil para o anúncio do Evangelho e, por conseqüência, não é o mesmo dom de línguas inspirado verdadeiramente pelo Espírito Santo em Pentecostes.

“Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio de céu um ruído como o agitar de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que repartiam e que pousavam sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem”. (cf. At 2, 1-4)

O dom de línguas não foi dado, primeiramente, a todos os discípulos. No capitulo 1, versículo 15, há a referência dos cento e vinte discípulos. Mas na descida do Espírito Santo só os doze foram agraciados. A figura da língua se repartindo é sinal de que um mesmo espírito pousou sobre eles e não doze espíritos diversos.
Mas qual seria a finalidade do dom de línguas? O autor dos Atos deixa muito claro em seguida:

“Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos, vindos de todas as nações que há debaixo do céu. Com o ruído que se produziu a multidão acorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma”. (cf. At 2, 5-6).

Um dom do Espírito é sempre algo positivo e, principalmente, útil à obra Evangélica. Os judeus piedosos ficaram perplexos porque os apóstolos falavam e, por milagre, eles entendiam em sua própria língua. Os judeus dessa passagem vinham de diversas partes do mundo e tinham línguas diferentes.

O evangelista Lucas vê nesse dom (de línguas) a reunificação da Babel perdida com todos os símbolos presentes: a unidade de compreensão restaurada e os povos com diversas línguas presentes em Jerusalém. Essa era a antecipação da missão dos apóstolos, que depois partiram para diversos cantos do mundo conhecido.

Eis a finalidade precisa do dom de línguas: a restauração de Babel e a missão universal da Igreja nascente. Nenhuma barreira, agora, poderia restringir o evangelho a uma determinada nação, pois o Espírito tinha queimado nos corações dos apóstolos o dom das línguas!

Vemos que o dom de línguas oriundo do “batismo no Espírito Santo” não tem essa finalidade fundamental e universal.

Respostas de Dom Alberto Taveira sobre o Dom de Oznam

Recentemente o bispo Dom Alberto Taveira, chefe da CNBB para a RCC, foi interpelado por outro bispo a respeito do suposto dom de línguas. Sua resposta será analisada abaixo:

“‘Benefícios’ da oração em línguas: Os carismas, sejam extraordinários ou humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Carismas são ‘manifestações do Espírito para proveito comum’. São dons úteis, instrumentos de ação, para servir à comunidade”. (cf. Taveira, Dom Alberto, in Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC à CNBB).

Sem qualquer dúvida Dom Alberto precisa exatamente a finalidade de qualquer dom do Espírito Santo. Poderíamos sintetizar que os verdadeiros dons do Espírito têm “direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial”.
Contudo, Dom Alberto desvia perigosamente da sua tese inicial.

“É um dom de oração cujo valor, enquanto 'linguagem de louvor', não depende do fato de que um lingüista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo". É uma linguagem a-conceitual, que se "assemelha" às línguas conceituais” (cf. ibid)

Dom Alberto exprime, da mesma forma como fez “Flavinho” acima, que a oração em línguas não é feita em linguagem conceitual (entenda-se num idioma real), mas numa “linguagem de louvor”. Diz também que “vale a intenção que está em nosso coração”.

Dom Alberto justifica o uso de uma linguagem não inteligível como um fato espiritual manifestando-se sobre a realidade corpórea do indivíduo:

“Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a "falar uma língua" que só Deus entende”.

Por certo que há um limite em nossa realidade física e material. Contudo, se tal limite fosse atingido, como propõem Dom Alberto, e a “própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes”,então julgo que qualquer oração sonora seria igualmente insuficiente. Explico-me.

Se a oração consciente, numa língua conhecida, revela-se insuficiente, como propõe Dom Alberto, para louvar o Senhor, então a oração em línguas desconhecidas revelar-se-ia ainda mais incompetente para tal função.

A Oração

Santo Afonso de Ligório explica em seu tratado sobre a Oração que esta deve ser um pedido insistente e perseverante a Deus, pois “quem reza se salva, que não reza se condena”. Para Santo Afonso, como para Tomás de Aquino e Agostinho, a oração compreende, materialmente, um pedido. Para se pedir é necessário, obviamente, formularmos o pedido e saber o que estamos pedindo.

A oração encontra-se em duas formas diferentes, mas semelhantes: a oração vocal e a mental. Nenhuma é superior a outra, mas a oração mental pressupõe um grau de liberdade altíssimo, porque vem do fundo da alma e não encontra obstáculos materiais ou limitações lingüísticas.

Contudo, mesmo quando ordinariamente pensamos nós raciocinamos em “língua conhecida”. A maior liberdade da oração mental consiste em aliar a consciência a todos os outros sentidos.

Na oração vocal, com palavras, nos dirigimos a Deus e a Ele rogamos. A primeira condição para a oração é rezar por nós mesmos e pelo próximo. A segunda é pedir perseverança ao Senhor, sem a qual, por intervenção divina, não poderíamos alcançar os méritos da oração.

Como vimos, a oração vocal, tal como a mental, pressupõe consciência. Pressupõe que saibamos firmemente o que estamos fazendo, dizendo ou pedindo. Nesse contexto a oração em línguas se desloca dessa finalidade primordial da oração cristã.

Outra modalidade apresentada por Dom Alberto é a oração em línguas como canto. Na citação o Bispo usa uma passagem de Santo Agostinho, cujo núcleo destacamos nessa frase:

“Não busques palavras, como se pudesses dar forma a um canto que agrade a Deus. Canta com júbilo! Que significa cantar com júbilo? Entender sem poder explicar com palavras o que se canta com o coração. Se não podes dizer com tuas palavras, tampouco podes calar-te. Então,resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras e a alegria se dilate no júbilo”

A frase, a princípio, parece resolver todos os enigmas da “oração em línguas” e dá a essa nova modalidade um invólucro consistente. Contudo, ela se desmonta quando isolamos a frase: resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras.

A citação agostiniana pede que se cante, com júbilo, mas “sem palavras”. A oração em línguas como disse Dom Alberto “é uma linguagem a-conceitual, que se "assemelha" às línguas conceituais”. Ou seja, ela usa uma linguagem, ainda que não conceitual ou identificável; não é o que pede Santo Agostinho: “sem palavras”.

Santo Agostinho fala fundamentalmente do canto, do som sem palavras; da vocalização apenas das notas musicais, sem fonemas.

Profecia em Línguas

Talvez a mais grave tese de Dom Alberto venha sob a forma de “profecia carismática” como uma das manifestações “bíblicas” do dom de línguas.

“Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, que quando é acompanhado do seu complemento, o dom da interpretação, tem como seu propósito a edificação dos fiéis e a convicção dos descrentes. Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não aDeus, como é o caso da oração, e que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de "falar em línguas" em alta voz. Suas palavras contém uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada. A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que,segundo S. Paulo, edifica, exorta e consola a assembléia. Autores há que, em vista de maior clareza, dão outro nome a esta forma de falar em línguas. Chamam-na de "mensagem em línguas", ou ainda de "profecia em línguas". Em oposição ao "falar em línguas" durante a oração, este dom não está livremente à disposição da pessoa. Exige-se uma inspiração peculiar. Muitas vezes, ela está acompanhada de outra inspiração, a saber, num dos ouvintes que então "interpreta" a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade. O dom de "falar mensagem em línguas" é um dom transitório manifestado vez ou outra nas reuniões de oração; e o Senhor pode servir-se ora deste, ora daquele, enquanto que o dom da interpretação geralmente é considerado permanente; é dom que pode ser pedido na oração”. (cf. Taveira, Dom Alberto, in ibid.)

Os dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. Certamente, pressupondo uma nova benção, um “batismo no Espírito Santo”, pressupõe-se também a infusão dos dons do Espírito ao batizado. Um desses dons é o do entendimento que, segundo Dom Alberto, possibilita a interpretação da “profecia carismática”. Contudo, esse dom exige “uma inspiração peculiar”.

Segundo Dom Alberto a “oração em línguas” não é passível de interpretação, mas a “profecia em línguas (carismática)” sim, pois é “dirigida à assembléia e não aDeus”. Ambas, entretanto, apresentam a mesma característica e a mesma materialidade: sons incompreensíveis ou “uma linguagem a-conceitual, que se "assemelha" às línguas conceituais”. Dom Alberto não esclarece, como propõe sua nota, como se dá a diferenciação entre ambas (oração e profecia), mas deixa ao critério (criteria) do “intérprete”. Pois nesses casos de “profecias carismáticas” é um “dos ouvintes que então "interpreta" a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade”.

Evidentemente isso abre o precedente para o caráter subjetivo. O tradutor, sentindo-se tocado pelo Espírito Santo, coloca-se a interpretar o que se “ouviu” em línguas desconhecidas. O mesmo acontece, por exemplo, em Medjugorje ou com as mensagens de Cristo diretamente à senhora Vassula Ryden; tudo é experiência pessoal e interpretação inspirada diretamente pelo Espírito, sem qualquer outro critério mais consistente.

Essa arbitrariedade e subjetividade da suposta “profecia” assemelham-se a tese de Lutero da inspiração direta do Espírito Santo sobre o leigo.

Subjetividade

“Ao encararmos o movimento pentecostal protestante, verificamos algumas das suas características, que nos sugerem uma reflexão: 1) a emoção não raro prepondera sobre a razão em tais correntes religiosas; 2) nelas há uma propensão forte aos fenômenos tidos como extraordinários, que fazem vibrar, aplaudir, gritar, dificultando o raciocínio e o senso crítico; 3) há aí pouco estudo profundo da Bíblia. Está é interpretada em chave fundamentalista, que, por insegurança ou medo de perverter a fé, toma a Bíblia ao pé da letra, mesmo quando ela exige entendimento diverso, de acordo com o gênero literário do respectivo livro; 4) nesse ritmo os pentecostais se afastam cada vez mais do genuíno cristianismo. Tendem a fazer da religião um serviço ao homem, e não a Deus; o antropocentrismo predomina, ainda que veladamente. Os seus templos se transformam mais e mais em salões de proclamação da bíblia e pregação, com a realização de milagres correspondentes. Tais milagres deveriam ser submetidos a sério exame cientifico, que revelaria quanto de sugestão e histeria há nesses fenômenos (...)” (cf. Bettencourt, Dom Estevão Tavares, in op. Cit.)

As características apresentadas acima, por Dom Estevão, referem-se aos movimentos protestantes pentecostais. Novamente, a semelhança ou mesmo total identificação com a Renovação Carismática “Católica” não é fruto do acaso ou mera coincidência.

O movimento pentecostal leva adiante a reforma de Lutero no quesito subjetividade. Agora não apenas a Bíblia é interpretada livremente, sob a chave da inspiração direta do Espírito sobre o indivíduo, mas também todo e qualquer fenômeno supostamente sobrenatural deve ser analisado sob essa perspectiva subjetiva, como apontou Dom Alberto.

A Igreja, como vontade divina e autêntica intérprete, perde todo o seu sentido; converte-se, como apontou Dom Estevão, em “salões de proclamação” ou, para os católicos, “rincões de pregação”.
Por essa semelhança entre pentecostalismo protestante e “católico”, há sempre o perigo freqüente de se relativisar a natureza da Igreja e do sincretismo religioso que no Brasil é tão visível. Para entendermos isso, vamos analisar alguns pequenos fragmentos:

“Este é o tema das minhas aulas de hoje e amanhã na Faculdade Dehoniana. Vendo a força das igrejas pentecostais ou da RCC, podemos pensar que ser carismático é coisas de nossos dias. Na verdade identifiquei já no judaísmo tardio e helenizado uma forma de literatura sapiencial, apocaliptica e carismática. Eles não tinham mais a estrutura institucional do templo, perdida pela diáspora. Restava a convicção espiritual que unia judeus do mundo inteiro em uma grande família. Paulo é um fariseu, poetanto um espiritual, que não conheceu o Jesus histórico. Restava-lhe o Cristo da fé. Falava grego também. Tinha sensibilidade helênica, portanto carismática. Sua carta aos coríntios é o suficiente para verificar o efeito desta sensibilidade sobre a mensagem do jovem galileu que nunca falou grego nem latim. O cristianismo espalhou-se pelo mundo nestas duas línguas” (cf. Joãozinho, Padre SCJ, in Ondas Carismáticas do Cristianismo disponível em http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2007/09/24/ondas-carismaticas-do-cristianismo).

Primeiramente notamos que o padre “Joãozinho” não faz qualquer distinção entre “igrejas pentecostais” e “RCC”. Ambas são, como evidencia, uma “convicção espiritual”. Qualquer pretensão em diferenciar os pentecostais protestantes dos carismáticos católicos redunda em nada.

O trecho acima, além de intuir uma não-necessidade da “instituição” ou do “templo”, tenta ligar o movimento pentecostal, originado com Parham e Oznam, com o judaísmo. Como é claro para nós o judaísmo não admite a existência do Espírito Santo, portanto não poderia ter um movimento pentecostal como o carismático, por exemplo, pois o mesmo é uma “efusão do Espírito”. Também é ridícula e teologicamente risível a ligação entre a mentalidade “judaico-helênica” com o movimento carismático.

O texto de Pe. Joãozinho termina com o seguinte parágrafo:

“Santo Irineu, no século II já se opunha a cristinismo (sic) gnóstico, que chamava de “espirituais”. Depois, vieram os adeptos de Montano que acreditava em um cristianismo totalmente puro e espiritual, sem instituição. Foi condenado pela Igrejca (sic) como heresia. As ondas continuaram. Mas a mais forte, sem dúvida, foi da de Joaquim de Fiore, abade calabrês, que previu por volta do ano 1.170 uma Era do Espírito. Alguns franciscanos entenderam que Francisco seria este retorno prometido de Elias. Nele haveria chegado a “nova era”. A New Age de hoje não é tão nova assim. A sensibilidade pentecostal não está criando nada de tão novo. É o carisma que tem seu “setor livre” como dizia Congar… ou melhor, o Espírito que sopra onde quer, como disse o próprio Jesus!”

O subjetivismo fica visível, ainda mais, com a contraposição entre Santo Irineu (um santo rigoroso e com uma fé ortodoxa) e a New Age. Ambos são arquétipos antagônicos; o primeiro a ortodoxia, o segundo a heterodoxia.

Pe. Joãozinho foi extremamente infeliz nessa comparação, pois une o pentecostalismo ao movimento da “nova era”. A infelicidade da sua comparação não tira, em absoluto, a veracidade da mesma.

A Nova Era é o movimento que busca a dissociação do humano com qualquer religião ou sistema religioso. Ela é o sincretismo (união de diversas práticas religiosas) puro e essencial e o culto da “energia cósmica”. A Nova Era é o paganismo ou neopaganismo europeu e em nada tem ligação com São Francisco, mas tem uma íntima relação com o movimento pentecostal.

Sendo a Nova Era (New Age) sincrética, ela é ontologicamente subjetiva porque o único critério é o bem-estar do “crente”. Na busca por esse bem-estar todas as crenças são planificadas (colocadas num mesmo nível) e o “crente” é livre para escolher o que bem lhe agrada: yoga, mantras, simpatias, exorcismos, etc. Essa subjetividade encontra-se no carismatismo, pois “é o carisma que tem seu ‘setor livre’”.

Dom Estevão disse, na citação acima, que no movimento pentecostal há “pouco estudo profundo da Bíblia. Está é interpretada em chave fundamentalista, que, por insegurança ou medo de perverter a fé, toma a Bíblia ao pé da letra”. Também no movimento carismático há esse estudo fundamentalista e irrefletido da bíblia. Algumas citações são tomadas para justificar o movimento pentecostal, tal como fez Parham no seu movimento “Holiness”. Uma dessas citações o padre Joãozinho nos coloca:

“(...) o Espírito que sopra onde quer, como disse o próprio Jesus!”

Não apenas as citações bíblicas são tiradas fora do contexto, mas qualquer fala dos Papas ou santos é imediatamente colocada sob um contexto favorável.

“João XXIII, que pediu um novo Pentecostes para a Igreja e a renovação dos sinais e prodígios da aurora da Igreja” (cf. Taveira, Dom Alberto, in ibid.)

Olhando, de forma crítica, vemos que o pedido de João XXIII jamais encontra resposta no Movimento Carismático, pois esse não é católico (mas sim metodista).
Mas não é importante analisar o sentido das palavras de João XXIII, tampouco seu contexto, o importe é que elas servem para dar certa aprovação ao movimento.

Estar aprovado

Esse sentimento de “aprovação” é importante, mas não significa em nada submissão ao magistério pontifício ou às admoestações dos bispos. Tanto que o Documento 53 da CNBB, os números 54-55 pedem que se evite “o uso da expressão ‘Batismo no Espírito’, ambígua, por sugerir uma espécie de sacramento”. Orientação rejeitada majoritariamente pelos carismáticos, que se autocomandam uma vez que é o “Espírito que sopra onde quer”.

RCC e Papas

Alguns carismáticos, como Prof. Felipe Aquino, empenham o movimento da RCC na aprovação repetida proferida pelo Papa João Paulo II em vários discursos, em datas diversas. De fato o Papa João Paulo II elogiou várias e várias vezes o movimento de “Renovação Espiritual”, entendido como uma “nova sede de santidade” nas próprias palavras do Papa. Os elogios do Papa são mais freqüentes na década de 80 e início da década de 90. Essa é a mesma época na qual João Paulo II também elogiava a “Teologia da Libertação”, mas tais elogios não impediram que essa forma de teologia (profundamente centrada no homem, no material e no factível) se transformasse, não muito mais tarde, “na maior heresia de todos os tempos” segundo o cardeal Ratzinger.

Em 1998 João Paulo II diz aos participantes do IX Congresso Internacional da Renovação Carismática: “Vocês pertencem a um movimento eclesial. A palavra eclesial implica numa tarefa precisa de formação cristã, envolvendo uma profunda convergência de fé e vida. A fé entusiástica que dá vida às suas comunidades deve ser acompanhada por uma formação cristã que seja abrangente e fiel ao ensinamento da Igreja.”(L’Osservatore Romano, nov 1998.)

Certamente já ficava claro em 1998 que a RCC, com sua fé “entusiástica”, dava sinais claros de insubordinação “ao ensinamento da Igreja”, por isso a advertência.

Novamente em 1998, com o Prof. Felipe Aquino mostra em seu blog, o Papa João Paulo II insiste (certamente não sem motivo) na ligação fiel entre RCC e Hierarquia. Após os elogios, ele disse aos líderes da RCC na Itália:

“(...) Como líderes da Renovação Carismática Católica, uma de suas primeiras tarefas é a de preservar a identidade das comunidades carismáticas espalhadas pelo mundo inteiro, incentivando-as sempre a manter uma ligação estreita e hierárquica com os bispos e com o Papa.”

Está ligação não é obedecida pela Canção Nova, por exemplo, onde o “batismo no Espírito Santo” é ainda expressão corrente e freqüente, mesmo com a admoestação da CNBB. Nem nas paróquias e grupos carismáticos espalhados pelo Brasil, onde o “repouso no espírito” é praticado, mesmo com a recomendação expressa da Cúria Romana (Congregação para Doutrina da Fé, em 24/11/2006) para que cessassem.

Renovação no Espírito versus Renovação Carismática

Há ainda uma diferença capitular entre a “Renovação no Espírito” (elogiada pelo cardeal Ratzinger no livro “A Fé em Crise”) e a Renovação Carismática. A primeira é a percepção cada vez mais clara da importância da ação do Espírito Santo na vida cotidiana, uma redescoberta da realidade espiritual da vida cristã e a vivência dessa realidade. A segunda engloba diversas linhas heterodoxas, como analisamos até aqui, ou mesmo não-cristãs; é a percepção de uma subjetividade e de um relativismo com as coisas sagradas e a aplicação direta dessa percepção na vida cotidiana.

No mesmo livro de Ratzinger, citado por Prof. Felipe Aquino como forma de “endossar” o carismatismo com a figura do atual Papa (percebendo, certamente, o quanto é importante manter certa aparência de fidelidade) há:

“É preciso antes de tudo salvaguardar o equilíbrio, evitar uma ênfase exclusiva sobre o Espírito, que, como lembra o próprio Jesus, “não fala por si mesmo”, mas vive e age no interior da vida trinitária. Semelhante ênfase poderia levar a opor, a uma Igreja organizada sobre a hierarquia (fundamentada, por sua vez, em Cristo),uma outra Igreja “carismática”, baseada apenas na “liberdade do Espírito”, uma Igreja que se considere a si mesma como “acontecimento” sempre renovado”.

Essa advertência do cardeal Ratzinger não fica no escuro, uma vez que há sim essa “oposição” entre a Igreja fundamentada por Cristo (católica apostólica romana) e a “Igreja Carismática” baseada, como disse padre Joãozinho, no espírito que “sopra onde quer”.

A linguagem usada pelos carismáticos em seus encontros também dá a entender que essa igreja (tal como as protestantes) é um “acontecimento sempre renovado”.

É comum ouvirmos sempre a expressão: “foi um novo pentecostes” ou “Hoje a Igreja vai receber um novo pentecostes”. Isso certamente vem da essência do movimento protestante, mãe de todo pentecostalismo, que precisa ser constantemente renovado.

Esses milhares de “novos pentecostes” reduzem a importância do próprio Pentecostes do Novo Testamento a uma mera reunião onde os participantes se sentiram bem.

“Salvaguardar o equilíbrio significa também o justo relacionamento entre instituição e carisma, entre fé comum na Igreja e experiência pessoal. Uma fé dogmática sem experiência pessoal permanece vazia; uma mera experiência sem ligação com a fé da Igreja é cega. Enfim, não é o “nós” do grupo que conta, e sim o grande “nós ” da Igreja universal. Só esta pode oferecer o contexto adequado para “não extinguir o Espírito e manter o que é bom”, segundo a exortação do Apóstolo” (cf. FÉ EM CRISE? O Cardeal Ratzinger se interroga – Ed. E.P.U. – 1985, São Paulo)

Termino esta primeira parte com a seguinte resposta dada à Comunidade Dei Verbum, por ocasião dos 40 anos de RCC:

“Eu me sinto muito feliz com os 40 anos da RCC no Brasil e no mundo; porque de fato é um renovar do Pentecostes na vida da Igreja. Nesses tempos tristes de tantas heresias, seitas, relativismo religioso e moral, desrespeito e desobediência ao Papa e à Igreja, a RCC veio como um antídoto a tudo que atrapalha a verdadeira evangelização”

FONTE:http://igrejauna.blogspot.com/search?updated-min=2009-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&updated-max=2010-01-01T00%3A00%3A00-02%3A00&max-results=50
Nova era ... O início de uma pobre era

Neste final de século tem´se alastrado uma verdadeira febre pelas questões esotéricas que se manifesta dos mais diferentes modos: ´ grafologia, mapa astral, astrologia, viagens para fora do corpo, comunicações telepáticas, pirâmides, ioga, cristais, duendes, gnomos da prosperidade, livro de relaxamento, meditação, medicina alternativa, ovnis, explosão de novas seitas...

COMO SURGIU A NOVA ERA

A Nova Era ou New Age na verdade não é nova. Ela desenterra perversas práticas religiosas que remotam o início da humanidade. O terreno começou a ser preparado no século XIX, principalmente por meio da difusão da filosofia oriental, carregada de conceitos contrários a Fé Cristã. Aquele século viu despertar a crença da comunicação dos mortos. Um dos fatores para o desencadeamento dessa moda foi o testemunho das irmãs Fox, em 1848, as próprias irmãs Fox revelaram ser tudo uma fraude. O Triste é constatar que o desmentido chegou tarde demais, porque em dez anos formou´se a doutrina espírita: Em 1857, na França, Allan Karderc publicou o livro dos espíritos chamando de espiritismo o movimento que nascia e apresentando´o como a verdadeira religião da humanidade.

Portanto, impulsionado por uma fraude ´das irmãs Fox´ Allan Kardec elaborou a sua doutrina; foi a partir de uma mentira que ele afirmou ter recebido uma revelação diferente daquela que havia sido dada por Jesus Cristo. Em 1875, fundou´se em Nova York a sociedade teosófica, pela russa Helena Blavatscky (espírita convicta), com a finalidade de buscar uma integração entre o pensamento oriental e o ocidental. Por meio desta sociedade fundada, começou a ser lançada as bases das crenças atuais da nova era: Reencarnação, mestres com outras vidas, viagem astral, conceitos do Hinduísmo...etc. O termo Nova Era foi criado entre (1880´1948) pela escritora Alice Bailey; ela anunciava a proximidade da era de aquário quando então, o tempo do Cristianismo estaria terminado e aquário derramaria suas águas sobre a Terra. Essas águas, são energias cósmicas que vem de mestres cósmicos do Xambala, onde reina a luz e existe um ser que foi muito humilhado, caluniado, e este portador da luz é Lucifer ( Luci ´ Luz / Fer ´ aquele que é portador). O portador da luz e os mestres cósmicos vão abrir a mente da humanidade para estas revelações, Jesus então dará lugar ao grande Líder Universal que se chama Maytréia e ao líder Religioso Avatar que irá preparar as massas com sinais e prodígios superiores aos de Jesus Cristo ( São Paulo já nos previne sobre isto em 2Ts2,9) pois Jesus já está superado. Precisamos nos evoluir e avançar para a modernidade. Este plano deveria ficar secreto por 100 anos (1875´1975); para que pudesse ser elaborado suas bases. Foi então denominada a expressão ´ operação vermelha ou ´´network´´ (malha...rede...). Em vista ao escândalo de jim Jones, com o monstruoso suicídio coletivo na Guiana, os organizadores da nova era viram que não era conveniente colocar esperanças e objetivos nas mãos de um único líder, por isso organizaram a ´´network´´ ou a ´´Rede´´para envolver mais rapidamente todas as camadas sociais. Desta maneira não importa que existam líderes visíveis. Cada pessoa se transforma em líder na sua escola, no seu trabalho, grupo religioso ou qualquer organização. Em certas organizações de vendas muitas vezes os propagandistas podem ignorar os verdadeiros fins da nova era, ou podem ser submetidos a métodos de controle mental. A ´´network marketing´´, a rede de propaganda está sendo empregada com muito êxito em muitos países e continentes, inclusive no Brasil.

FILOSOFIA DA NOVA ERA

A filosofia da nova era quer criar um mundo novo, perfeito pela integração cósmica de todas as coisas. Tudo deve ser observado globalmente. Cada pessoa deve sentir´se como uma parte da natureza e de todo o cosmo. Emprega todos os meios para criar uma nova consciência nos indivíduos, por isso todos os padrões de vida devem ser mudados. Os valores éticos e morais devem desmoronar; o bem e o mal não existem, são as mesmas perspectivas divina. Dentro dos padrões da nova era, a felicidade das pessoas consiste na satisfação pessoal e no êxito na vida. Para incutir idéias a organização do movimento aproveita´se de todas as religiões orientais (Hinduísmo, Budismo...) do *) Panteísmo e do Ocultimos. Normalmente as pessoas não compram livros, filmes ou algo sobre a reencarnação, canalização, cristais, astrologia, magia, bruxaria, etc,... as diversas e amplas ofertas do movimento nova eram capazes de popularizar e influenciar sistematicamente a sociedade.

*Panteísmo:´ Deus é tudo e tudo é Deus. Ex: árvore é Deus, animal é Deus, etc...

*Ocultismo:´ Doutrinas Secretas

OS OBJETIVOS DA NOVA ERA

Seus objetivos e planos, segundo a ordem dada pelo ´´mestre da sabedoria´´para Alice Bailey, consiste no estabelecimento de uma unidade na diversidade, consciência de grupo e espírito de cooperação´´, dentro de uma nova ordem mundial; 1) Através da implantação de um novo governo central, 2) uma nova economia mundial, 3) uma nova religião mundial; para obter o controle do mundo.

1´ O NOVO GOVERNO MUNDIAL: tem como objetivo um governo político centralizado que abrange todo o mundo. Existe uma grande tendência comunitária que visa o fim de todas as ditaduras e monarquias, das fronteiras e dos padrões monetários.

2´ UMA NOVA RELIGIÃO MUNDIAL: tem como objetivo moldar as religiões já existentes aos moldes da doutrina da nova era. A nova era não se apresenta como uma religião e nem pretende ser, mas quer criar uma só religião, infiltrando sua doutrina no meio das religiões já constituídas. Deseja a nova era levar o Judaísmo, o Islamismo, o Cristianismo e as religiões orientais para seu lado, promovendo desta forma a descaracterização da fé, descaracterização da personalidade de Deus, despertar no homem que ela pode ser Deus por meio da reencarnação eliminar a consciência do julgamento futuro, substituindo´o pelo processo da reencarnação, eliminar o conceito de salvação, levando o homem a procurar a soluções para os problemas atuais e presentes; eliminar a individualidade de cada religião, arregimentando todas as religiões para si, através de pontos comuns, pois diz a nova era, que todas as religiões são boas e que todas aguardam um grande líder ´ os Judeus aguardam o Messias, os Cristãos aguardam Jesus Cristo, os Budistas aguardam o Buda, os Hinduístas aguardam o Krischna...etc. Assim a nova era levará as pessoas a crerem que TODOS esperam o mesmo Líder, embora com nomes diferentes, e este líder é Maitreya, o Cristo da nova era, o anticristo da bíblia.

3´UMA NOVA ECONOMIA MUNDIAL: o mundo será dividido em dez áreas políticas com fins econômicos (intercâmbio comercial). A política de bens e alimentos será centralizada, sendo beneficiados somente os que se submeterem a ela. As idéias fazem parte do Plano econômico mundial, envolvendo no período de implantação do plano preparatório alguns itens como

a) um sistema universal de cartão de crédito;

b) um sistema mundial de imposto unificado;

A FAMÍLIA NA NOVA ERA

A nova era abomina a família tradicional. A família ocidental composta segundo os moldes ditados por Deus na Bíblia é repugnada. Segundo o movimento não deverá haver família tradicional como conhecemos agora. Alguns conceitos estabelecidos pela nova era com respeito à família são:

a) deve existir liberdade de expressão sexual, sendo que a troca de parceiros é benéfica no processo da divindade do homem.

b) o casal deve ser transpessoal, ou seja, viver em lucros comunitários, onde seja permitido o sexo grupal.

c) o sexo deve expressar´se nas suas mais diferentes formas, tais como: homossexualismo, lesbianismo, bissexualismo, etc...

d) a estratégia é confundir o homem e a mulher no seu papel, dentro do casamento, através da moda unissex e de movimentos de emancipação, por exemplo: movimento feminista. E o pensamento é inibir a família individual, para que o homem tenha consciência de que ele faz parte de um todo e pertencente ao todo, portanto, a família é global.

e) a família será aberta, onde homem e mulher não se pertencem. Os filhos terão Mãe, ´ o pai pode ser desconhecido. Isto será denominado ´´produção independente´´.

f) o plano prevê controle de natalidade através de várias formas, implicando numa drástica redução da população mundial, antes do ano 2000.

COMO A NOVA ERA ENTRA NAS FAMÍLIAS

A infiltração dos ensinamentos da nova era nas famílias, de maneira especial, acontece por meios sutis. Como via de regra propagadores não se apresentam como adeptos da nova era, mas como portadores de uma mensagem que vai beneficiar o homem econômica mental e espiritualmente. Os métodos usados pela nova eram para implantação de seus planos e princípios é o da utilização de: saúde holística:

1´ Medicina Alternativa (onde ela propõe tratar o homem como todo, tanto no aspecto físico como espiritual);

2´ A astrologia médica, usa o horóscopo para diagnóstico e medicina preventiva, mapa astral, isto inclui ainda dieta, suplemento, ervas, remédios homeopáticos, (que são freqüentemente muitos fracos, mas considerados como fontes de energia que afetam o vigor das pessoas), essência de flores (florais de Bach), cristais ( árvores da felicidade, pirâmides, pedras, elefantes etc...) e jóias ( pulseiras magnetizadas etc...), bem como referências para vários tipos de trabalho do corpo e equilíbrio energético.

3´ Toque terapêutico, reflexologia (faz o tratamento de órgãos adoecidos através de massageamento de algumas áreas da mão ou do pé), empresas comprometidas com a nova era, já lançaram no mercado, palmilhas de calçados, encosto para corpo, assentos, colchões, travesseiros etc... São produtos magnetizados que irradiam energias para o corpo); iridologia ( propõe que a doença passada, presente ou futura em todas as partes do corpo é refletida em manchas nas íris do olho e podem ser tratadas e curadas), meditação transcendental, utilização de mantra ( repetição de palavra ou frase com finalidade de levar a pessoa a estar em união com a força divina em seu interior, muitas vezes estes meios e técnicos serão utilizadas pela ioga, relaxamento, método silva de controle mental, (considere num curso de 40hrs, com palestras, exercícios de auto´hipnose e parapsicologia. No final do referido curso pede´seque a pessoa permita que dois espíritos venham sobre ela e sejam conselheiros´´).

VEÍCULOS DE DIVULGAÇÃO DA NOVA ERA

1´ TELEVISÃO: o veículo mais utilizado é a televisão Seus programas promovem a destruição das instituições ( governo, família,etc,...) Dos valores morais, enfim, de todo estado atual das coisas. Na televisão os programas infantis baseiam´se nos seguintes fatos: A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DO HOMEM VIRÁ DE UM SER DO OUTRO PLANETA. ele terá poderes sobrenaturais e com isso ajudará o homem. É expressamente isso que prega a nova era. Duendes, Gnomos, He´Man ( com sua espada), Jaspion, Tartarugas Ninjas; entre outros programas e filmes. São impregnados de ocultimos, artes marciais, cósmos, tec... A MENTE HUMANA ESTÁ SENDO ACOSTUMADA DESDE A INFÂNCIA, de que seres vindo de outros planetas (cósmos) são bonzinhos, inefensivos, engraçados, meigos e que, não há motivos para rejeitá´los. Vejamos portanto filmes como: ET, ALF, GARFIELD, SIMPSON, INDIANA JONES, NO TEMPLO DA PERDIÇÃO, O IMPÉRIO CONTRA ´ ATACA, ETC... e outros com princípios orientais: KARATÊ KID I E II, GUERRA NAS ESTRELAS, ETC... que anunciam efusivamente o poder cósmico, Várias idéias com temas COMUNS estão desembocando na nossa cultura, instalando´se nas estruturas do poder e instituições de ensino, nos meios de comunicação, sendo apregoados desde videos games, novelas, filmes, programas de auditório e desenhos animados. TUDO Ë UM ´ tanto o bem como o mal ´ TODOS NÓS SOMOS DEUS. A mente humana está sendo moldada à nova era.

2´ REVISTAS EM QUADRINHOS: através de ´´gibi´´ divulga´se as idéias da reencarnação, (histórias como a do penadinho ´ Maurício de Souza), e de super poderes ( Batman, Super ´ Homem, Mulher Maravilha, Homem´ Aranha, etc...).

3´ A ECOLOGIA: dá´se muita ênfase a ecologia e poderíamos dizer que mal há nisso? ´´pois bem, o mal está nas intenções. A bíblia nos orienta a preservar a natureza, a nova era considera a natureza como deuses, a deusa Gaya e adoram´na como tal.

4´ A ACUMPULTURA: teoriza´se na acumpultura que a energia cósmica está distribuída no corpo humano. A energia humana é positiva encontrando o equilíbrio entre o positivo e o negativo, produz´se saúde física e bem estar espiritual. Nesta técnica utiliza´se o TIN´YANG, (representa o equilíbrio entre forças contrárias: negativo, positivo´ branco, preto ´ bem, mal. O bem e o mal são a mesma coisa, apenas são vibrações altas e baixas.

5´ CRISTAL TERAPIA´ Através dos cristais de variadas formas e cores, busca´se felicidade e saúde; muito embora, segundo informações de médiuns espíritas, o que age nesses cristais, são ´´entidades espirituais´´, (demônios).

5´ ROCK ´ MÚSICA E CONJUNTOS´ A nova era também exerce muita influência na juventude pela música. O conjunto AC/DC pode significar ´´Antichrist´death to crist´´ que traduzido pode dizer: Anticristo ´ morte para Cristo, ou anticristo ´ companhia do diabo´´, o conjunto Kiss é a abreviação de ´´Knights in satan\\\'s service´´ que dizer: cavaleiros a serviço de satanás´´o conjunto Sepultura, o nome já diz tudo. Quanto as músicas, são muito significativas, entre elas por exemplo: ´´rodovia para o inferno´´, ´ ´´Sinos para o inferno´´´ ´´o céu é o inferno´´´ ´´satanás, satanás, ele é deus´´, etc... apesar disso, os conjuntos e os discos vão de um sucesso a outro com vendas de milagres. O rock jamais será cristão. Visto isto, devemos ficar atentos também com roupas escrito em inglês, se nós não soubermos a sua tradução, corremos o risco de estar carregando no peito ou nas costas frases como estas acima descritas. Vários cantores brasileiros estão seriamente comprometidos com a nora era. Por isso, precisamos ficar muito atentos também no que eles acreditam, falam e cantam...

6´ SÍMBOLOS ´ A nova era utiliza´se de vários símbolos para dificultar sua crença. Sobre eles veremos no final de nosso estudo. Além de tudo isso, na literatura os livros mais vendidos do mundo, inclusive no Brasil são campeões de vendas, por exemplo como os brasileiros, ´´O mago´´de Paulo Coelho, com os seus livros; o diário de um mago, brida, etc... Mônica Bonfiglio, com seus inúmeros livros sobre anjos e esoterismo, etc... banhos, clubes esotéricos e tantas outras coisas e métodos que pretendem divulgar e adotar tratamentos a espera da nova era. Por muitos meios oferece´se o bem estar físico e espiritual como por exemplo o chá ´´estrela de belém´´ para dar consolo, calma e paz; o chá de tojo, para traduzir fé e esperança; chá de azevinho, para produzir bondade etc... pretende´se substituir a bíblia e a ação do espírito santo por terapias florais. A melhora aparente de algumas pessoas por meio desses métodos, em si não justifica o uso do ocultismo. A Bíblia nos ensina que os falsos cristos, e os falsos profetas, farão grandes sinais e milagres para enganar, se possível, os próprios eleitos. A grande sensação do momento, são os bichinhos virtuais, onde crianças e adultos ficam completamente envolvidos com eles. Crianças tornam´se completamente dependentes das vontades do tal ´´bichinho´´ e quando ele morre, elas chegam a ficar doentes e até em alguns casos entram em depressão, tamanha é a dependência criada por eles. Como já vimos anteriormente, a nova era em primeiro lugar quer seduzir as crianças, pois eles são o futuro da humanidade.

O QUE FAZER?

Diante de tudo isso, torna´se URGENTE uma identidade Cristã de EVANGELIZAÇÃO, UM DESAFIO DA FÉ. Sabemos que Deus é detector do Poder e Domínio do universo criado por Ele. Portanto, significa que: O homem, os animais, a natureza, plantas demônios e o próprio satanás não possuem capacidade de efetivarem o seu querer, sem o consentimento de soberano Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. A nova era existe, Deus o sabe e olha por isso. A vinda de satanás investindo contra a criatura imagem de Deus, enganando´a com prodígios e sinais de mentiras, mostra a sua derrota. Assim, como diz a PALAVRA ´´os fins dos tempos virão com os falsos profetas´´, mas , essa palavra também diz:´ Äo nome de Jesus se dobrará todo o joelho, no céu, na terra e até mesmo no inferno´´. JESUS CRISTO domina sobre todo o poder no céu e na terra. Isto significa que Ele é mais poderoso que todos os pseudo´deuses, Ele é o filho de Deus vivo que reina desde a eternidade o criador de tudo. No momento Ele não está demonstrando todo seu poder, mas vem o dia em que ele pedirá a cada pessoa, conta de seus atos. Ele é o único santo e poderoso Deus. Os ensinos esotéricos prometem um mundo de fantasias qeu não existe. Parece o céu aqui na terra, mas é demoníaco. Satanás é o manipulador por trás bastidores. Ele é o investigador secreto desta farsa. A Bíblia o chama de Pai da mentira ou a velha serpente, o impostor, o príncipe deste mundo, que se disfarça até de anjo de luz a fim de controlar as pessoas e arruína´las. SÓ JESUS É O SALVADOR. Nenhum tem o poder de perdoar pecado ou libertar da escravidão... SÓ JESUS , SÓ ELE. Assim, é possível para nós escaparmos da influência de satanás, A GARANTIA É JESUS. Só Ele pode nos libertar das drogas, álcool, sexo e outros vícios.

Nossa MISSÃO é estarmos atentos, auxiliando a todos esclarecendo os pontos perigosos dos dias que estamos vivendo. Já perdemos mais de 20 anos deixando que a propagação da nova era se alastrasse por todo o mundo e principalmente no Brasil. Testemunhemos e vivamos portanto a nossa FÉ, orando pelas pessoas que influenciadas e inocentemente caem nas armadilhas e mentiras de satanás. Incentivemos que os outros busquem uma experiência pessoal com Jesus, que abandonem as práticas e vícios abomináveis ao Senhor, combatamos com a palavra de Deus, os que insistem em dizer tudo é bom e não há maldades nisto ou naquilo. A palavra do Senhor bem nos orienta dizendo: ´´Que muitos serão chamados e poucos os escolhidos´´

A DECISÃO É SUA!!!

RELIGIÕES A SERVIÇO DA NOVA ERA

1. Xamanismo ´ sistema de magia. Crença de que os espíritos maus ou bons são dirigidos pelos Xamãs (feiticeiros).

2. Esoterismo ´ Ciências ocultas (ocultismo). Doutrina secreta. Estudo através de simbolos, alegorias e meditação.

3. Exoterismo ´ qualidade de exotérico, doutrina exotérica. Exotérica: doutrina ensinada publicamente pelos antigos filósofos em oposição ao Esoterismo que só se revela aos iniciados por ser doutrina secreta.

4. Teosofia ´ ciência da comunicação com Deus. Conhecimentos de Deus. Ciência das coisas divinas. O termo emprega´se também para um sistema filosófico´religioso, baseando num conhecimento interiormente revelado e místico, de Deus e das leis do universo. A doutrina fundamental da teosofia é que o homem tende a voltar à ordem divina de onde subiu. Afirmam que pelo domínio da matéria e da ordem natural, através do conhecimento o homem recebe uma iluminação que o leva a conhecer a divindade. A teosofia é a fonte principal da doutrina do movimento nova era.

5. Zen ´ doutrina budista que ensina a praticar ´´ zasen´´, isto é, a meditação que forma um estilo de vida e leva à introspecção intelectual para contemplar a razão de ser da existência.

6. Cosmogonia ´ teoria adotada pelas religiões para explicar a origem do universo. As diversas cosmogonias atribuem as origens cósmicas a um ou mais de um ser transcendental, que exerce também o papel de energia primeira.

7. Astrologia ´ pseudo´ciência de predição do futuro pela observação dos astros (horóspocos).

8. Monismo ´ Concepção dinâmica da unidade de todas as forças da natureza. Nega a dualidade do espírito e da matéria.

9 ´ Gnosticismo ´ sistema eclético filosófico´religioso cujos adeptos acham que possuem conhecimentos da natureza e dos atributos de Deus. GNOSE significa: saber por excelência.

10. Panteísmo ´ sistema filosófico que identifica a divindade com o mundo. Deus é o conjunto de tudo o que existe. Tudo é Deus.

11. Ecologia ´ esforço para preservação das plantas e animais no meio ambiente. Esforço para a preservação da natureza

12. Rosa ´ Cruz ´ organização filosófica com sentido fraterno, sem cunho religioso. Seus adeptos estudam uma filosofia cujo misticismo é entendido no sentido de um estudo da relação do ser humano com o universo. A finalidade deste estudo é alcançar um estado de harmonia, felicidade e equilíbrio consigo mesmo e com o universo, o que vem a ser a comunhão com todas as coisas e pessoas que existem. Os membros da Ordem acreditam na reencarnação, que se daria a cada 144 anos. Respeitam a Jesus como um dos avatares, isto é, um dos mestre místicos.

13. Tarô ´ baralho pra cartomantes. Adivinhação... Magia...

14. Pirâmide ´ lugar de encontro entre os dois mundos. estão ligados aos ritos mágicos funerários do Egito. Os alquimistas descobriram nelas a solução do problema da quadratura do círculo, porque lea simboliza a dialética entre a terra e o céu.

15. Psicodélico ´ Psicodelismo: tudo é evidente, exagerado. Drogas que provoca alucinações. Decorações, roupas objetos em cores fortes, vivas, que chamam a atenção sobre si. Pessoas ou coisas que se distinguem pela extravagância nas roupas, nos cabelos: corte e penteado, atitudes, etc...

16. Seicho´No´Iê ´ seita de origem japonesa, fundada em 1930. Seus adeptos afirmam que não há verdadeira realidade. Tudo é aparência. Tudo flui e depende da mente. O mal também é ilusão, produto exclusivo da mente humana. Prega o amor como chave, a liberdade como a porta para o mundo da felicidade.

TERMOS USADOS PELOS ASPECTOS DA NOVA ERA

1. Para designar o movimento

* Nova era ou New Age

* Conspiração Aquariana

* Era de Aquário ou Aquárius

* Nova Ordem Mundial

* Nova Ordem Internacional

* Nova Consciência

2. Para expressar a unificação entre os homens

* Interdependência

* Fraternidade Universal

* Família Global

*Cidadão do mundo

* Holístico (quer dizer global)

* Colônia global

* Paradigma (quer dizer padronização)

3. Para descrever o relacionamento do homem com o espírito

* Channeling ( quer dizer canalização)

* Canal

* Nível de Consciência Superior

4. Referentes ao planeta terra

* Mãe Terra

* Nave Terra

* Mãe d\\\'Água

* Mãe Gaia ( deusa da mitologia)

5. Para descrever o relacionamento do homem com a natureza

* Consciência Ecológica

6. Espíritos com quem estabelem contato

* Mestres Cósmicos

* Mestres Universais

* Extraterrestres ou Ets.

* Espíritos Cósmicos

7. Para designar Deus

* Eu Maior

* Absoluto

* Grande Mestre Universal

* A força

8. Líder mundial que governará na Nova Era

* Avatar

* O ungido

* Instrutor do Mundo

* Senhor Maitreya

* Saint Germain

9. Aqueles que trabalham em prol da Nova Era, através de contatos com espíritos cósmicos, realizando algum tipo de sinal.

* Bruxos

* Magos

* Sensitivos

* Paranormais

* Mediuns da Nova Era

O Papa fala sobre a Nova Era

Palavras do Santo Padre o Papa João Paulo II aos Bispos norte´americanos em 28/5/93:

´´As idéias do movimento `New Age´ (Nova Era) conseguem, às vezes, insinuar´se na pregação, na catequese, nas obras e nos retiros, e deste modo influenciam até mesmo católicos praticantes que, talvez, não tenham consciência da incompatibilidade entre aquelas idéias e a fé da Igreja. Na sua visão sincretista e imanente, esses movimentos para´religiosos dão pouca importância à Revelação; pelo contrário, procuram chegar a Deus mediante a inteligência e a experiência, baseadas em elementos provenientes da espiritualidade oriental ou de técnicas psicológicas. Tendem a relativizar a doutrina religiosa, em benefício de uma vaga visão mundial, expressa como sistema de mitos e de símbolos, mediante uma linguagem religiosa. Além disso, apresentam com freqüência um conceito panteísta de Deus, o que é incompatível com a Sagrada Escritura e com a Tradição cristã. Eles substituem a responsabilidade pessoal das próprias ações perante Deus por um sentido de dever em relação ao cosmo, opondo´se, assim, ao verdadeiro conceito de pecado e à necessidade de redenção por meio de Cristo.´´

Esse ensinamento do Papa foi explicado e comentado pelo Pe. Joãozinho, SCJ, em seu livro ´´Nova Era e Fé Cristã´´, Edições Loyola (com Imprimatur). Tudo isso é muito importante porque, como diz o Papa, essas idéias anti´Cristãs têm se infiltrado dentro da Igreja Católica. Especialmente no Brasil, como escreve o Pe. Joãozinho:

´´Até mesmo algumas pessoas que já foram ligadas à Igreja Católica têm se apropriado do lucrativo filão de idéias da Nova Era. Uma dessas pessoas é o Pe. Lauro Trevisan, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Seus livros sempre mostraram tendências New Age. Ultimamente ele tem se tornado mais explícito e ousado [por exemplo, publicando o livro ´´Aquarius: A Nova Era Chegou´´].

Lauro Trevisan adapta´se perfeitamente às três categorias de adeptos da Nova Era: militante, simpatizante e oportunista!

Em janeiro de 1991, Trevisan promoveu o Congresso Internacional do Poder da Mente. O evento foi chamado de ´´Festinvita´´. Seu grande lema: ´´A Nova Era Chegou!´´ Esse congresso repete´se todos os anos em janeiro, com grande afluência de esotéricos do mundo inteiro. Usando e abusando do título de padre, Lauro Trevisan atrai e confunde muitos cristãos que não estão bastante seguros da doutrina católica. É necessário esclarecer que Lauro Trevisan está totalmente à margem das atividades oficiais da Igreja Católica. Suas publicações não são autorizadas. Já foi advertido diversas vezes, mas preferiu manter´se como bem´sucedido empresário da Nova Era.´´

Também o Bispo Dom Orlando Brandes, da Diocese de Joinville, em um ensino aos coordenadores de catequese sobre a Nova Era, em 23/11/95, disse que Lauro Trevisan não é cristão, e usa o que é católico para levar os católicos à Nova Era.

Lauro Trevisan e outros falsos profetas, como lobos em pele de cordeiro, divulgam essas doutrinas que o Papa diz ser ´´incompatíveis com a fé da Igreja´´. Divulgam, principalmente, a teoria de que nossa mente teria um ´´poder infinito´´, ou seja, que nós somos potencialmente onipotentes, todo´poderosos, como Deus. É a antiga tentação da serpente: ´´Vossos olhos se abrirão e sereis como deuses.´´ (Gn 3,5).

A Nova Era, portanto, leva o homem a idolatrar a si mesmo e a cultuar ´´mestres cósmicos´´ e outros seres e forças misteriosas. Parece muito semelhante ao que ensina o Catecismo:

´´Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o `mistério da iniqüidade\\\' sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne.´´ (675).

Contra essa forte corrente anti´Cristã, Pe. Joãozinho nos propõe esta oração:

REFÚGIO EM MARIA

Mãe querida,

pedimos o vosso auxílio, refúgio e proteção.

No limiar do terceiro milênio,

aparece outra serpente

com sua proposta sedutora.

Ela quer nos enganar e ferir.

Ajudai´nos a ´´esmagar sua cabeça´´ (Gn 3,15)

e desmascarar suas armadilhas.

Intercedei por nós junto ao vosso Filho.

Alcançai´nos os dons da salvação eterna.

Mãe de misericórdia,

olhai para vossos filhos

gemendo e chorando

neste vale de lágrimas.

Conduzi´nos seguros

no Caminho, Verdade e Vida

de Nosso Senhor, Jesus Cristo.

Amém.


fonte:http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SEITA&id=sei0861

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