24 março 2020

Este é o testemunho de Ralph Martin: um dos grandes líderes para o surgimento da RCC em Duquesne

https://youtu.be/YTW2Ms-8tS8

Este é o testemunho de Ralph Martin: Convertido à Jesus num retiro do Cursilho de Cristandade em 1965, esteve em Pittsburgh em 1966, na Universidade de Duquesne, onde pregara um retiro a um grupo de amigos ligados a Associação Chi Ro. Entregou a alguns deles os livros “A Cruz e o Punhal” e “Eles falam em outras línguas”. Isto provocou uma série de eventos que culminou no fim-de-semana de Duquesne (1967). Ralph (batizado no Espírito em 65), viu-se confirmado por aquele grupo de irmãos e deu sequência na consolidação e expansão da experiência Pentecostal Católica.

Veja este testemunho tremendo!

Introdução ao estudo das Sagradas Escrituras (Parte 01): Noções gerais, Divisão Bíblica e o Cânon Bíblico


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Olá irmãos! Graça e Paz a todos vocês!

A intenção desse estudo é apenas proporcionar algumas informações mais relevantes para aquilo que se diz sobre a Palavra de Deus! Talvez muita coisa que você lerá aqui já deve ter visto na Catequese, Crisma ou mesmo no processo formativa da Renovação Carismática Católica! Mesmo assim, vamos lá!

1. Noções Gerais.

Salmo 118, 105 nos diz: Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho.

        De fato, a Sagrada Escritura é para nós cristãos e para todos aqueles que assim desejarem, LUZ para os nosso pés, para o nosso caminho, para as nossas tomadas de decisões, para as nossas escolhas e opções! Neste mundo perverso como nos alerta São Pedro (Atos 2, 40), que é trevas e que está sob o controle do Maligno (I João 5, 19) necessitamos da direção celeste que é luz para nós!

Em Hebreus 4, 12-13 a Bíblia nos diz:

Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.

       É assim a ação da Palavra de Deus, sob a direção do Espírito Santo: alcança o alvo, entra no coração, conhece os segredos mais íntimos e distantes do coração humano e nos faz tomar a decisão ou não pelo Senhor!

   O apóstolo Paulo nos traz uma realidade que ele vivenciou para com Timóteo, diante do conhecimento das Sagradas Escrituras que vale a pena conhecermos a sua finalidade e sua função para o cristão. Está em II Timóteo 3, 14-17:

Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste. E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo.Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.
Aqui vale a pena fazer algumas observações:

  • O objetivo da Sagrada Escritura é trazer o conhecimento da pessoa de Jesus Cristo que salva o homem;
  • A inspiração das Sagradas Escrituras NÃO É HUMANA, MAS DIVINA: DEUS É O SEU AUTOR ATRAVÉS DO ESPÍRITO SANTO;
  • A Bíblia tem algumas utilidades importantíssimas: ensinar, repreender, corrigir e formar na justiça;
  • Com o conhecimento das Sagradas Escrituras os homens de Deus estão capacitados para a prática das boas obras.
      A palavra BÍBLIA que damos a esse conjunto de livros (Antigo e Novo Testamento), é um substantivo grego plural (BÍBLOS) que significa LIVROS. De fato, a Bíblia é uma verdadeira biblioteca para nós cristãos!

       Na própria Sagrada Escritura, temos algumas expressões, termos ou nomenclaturas que se referem a ela (Lc 4,16-21; Hb 4, 12; II Pedro 1, 20-21; Mt 7, 12; Josué 1,8): SAGRADA ESCRITURA, ESCRITURAS, PALAVRA DE DEUS, A LEI E OS PROFETAS, LIVRO DIVINO, LIVRO DA LEI, LIVROS SAGRADOS, ...
        A nomenclatura ou expressão BÍBLIA para o livro que hoje todos nós cristãos chamamos a este livro sagrado que usamos foi criada pela Igreja Católica. Quem usou ela primeira vez a palavra BÍBLIA para se referir às Sagradas Escrituras foi São João Crisóstomo (santo católico!), no século IV d. C.
      Quando a Sagrada Escritura foi escrita, não havia papel como hoje, muito menos as máquinas, impressoras ou computadores. A Sagrada Escritura foi primeiramente vivenciada pelo povo eleito para depois ser escrita! Ela foi escrita a mão, e em diversos materiais, como a cerâmica, o papiro e o pergaminho.

2. Divisão Bíblica (Organização da Sagrada Escritura)


A Bíblia é formada pelos seguintes livros:
  • Antigo Testamento: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1 Macabeus, 2 Macabeus, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes (ou Coélet), Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida), Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
  • Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos dos Apóstolos, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filêmon, Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse.
Portanto, o Antigo Testamento é formado por 46 livros e o Novo Testamento reúne 27 livros.

A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: o hebraico, o aramaico e o grego (Koiné). Quase a totalidade do Antigo Testamento foi redigida em hebraico, embora existam algumas palavras, trechos ou livros em aramaico e grego. Quanto ao Novo Testamento, este foi completamente redigido em grego - a única exceção parece ser o livro de Mateus, originariamente escrito em aramaico, contudo esse original foi perdido de maneira que resta-nos hoje a versão em grego.

3. O cânon bíblico

       Quantas vezes você já ouviu de algum protestante a afirmação de que a Igreja Católica teria acrescentado vários livros apócrifos à Bíblia durante o Concílio de Trento, no séc. XVI? Quando eles falam isso, estão querendo se referir a sete livros do Antigo Testamento que não se encontram em suas bíblias: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e os dois livros dos Macabeus (além de alguns trechos dos livros de Daniel e Ester). Porém, a própria História - que é imutável - desmente tal argumento, vistos os testemunhos abaixo:
  • "Cânon 36 - Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos1, dois livros dos Paralipômenos2, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão3, doze livros dos Profetas4, Isaías, Jeremias5, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras6 e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos7, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo8, uma do mesmo aos Hebreus9, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João.10 Sobre a confirmação deste cânon se consultará a Igreja do outro lado do mar11. É também permitida a leitura das Paixões dos mártires na celebração de seus respectivos aniversários12" (Concílio de Hipona, 08.Out.393).

  • "Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão, doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João12. Isto se fará saber também ao nosso santo irmão e sacerdote, Bonifácio, bispo da cidade de Roma, ou a outros bispos daquela região, para que este cânon seja confirmado, pois foi isto que recebemos dos Padres como lícito para ler na Igreja" (Concílio de Cartago III (397) e Concílio de Cartago IV (419)).

  • "Tratemos agora sobre o que sente a Igreja Católica universal, bem como o que se dever ter como Sagradas Escrituras: um livro do Gênese, um livro do Êxodo, um livro do Levítico, um livro dos números, um livro do Deuteronômio; um livro de Josué, um livro dos Juízes, um livro de Rute; quatro livros dos Reis13, dois dos Paralipômenos; um livro do Saltério; três livros de Salomão: um dos Provérbios, um do Eclesiastes e um do Cântico dos Cânticos; outros: um da Sabedoria, um do Eclesiástico. Um de Isaías, um de Jeremias com um de Baruc e mais suas Lamentações, um de Ezequiel, um de Daniel; um de Joel, um de Abdias, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias, um de Malaquias. Um de Jó, um de Tobias, um de Judite, um de Ester, dois de Esdras, dois dos Macabeus. Um evangelho segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas, um segundo João. [Epístolas:] a dos Romanos, uma; a dos Coríntios, duas; a dos Efésios, uma; a dos Tessalonicenses, duas; a dos Gálatas, uma; a dos Filipenses, uma; a dos Colossences, uma; a Timóteo, duas; a Tito, uma; a Filemon, uma; aos Hebreus, uma. Apocalipse de João apóstolo; um, Atos dos Apóstolos, um. [Outras epístolas:] de Pedro apóstolo, duas; de Tiago apóstolo, uma; de João apóstolo, uma; do outro João presbítero, duas14; de Judas, o zelota, uma. (Catálogo dos livros sagrados, composto durante o pontificado de São Dâmaso [366-384], no Concílio de Roma de 382)

  • "Quais os livros aceitos no cânon das Escrituras, o breve apêndice o mostra: Cinco livros de Moisés, isto é, Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Um livro de Josué, filho de Num; um livro dos Juízes; quatro livros dos Reinos; e Rute. Dezesseis livros dos Profetas; cinco livros de Salomão; o Saltério. Livros históricos: um de Jó, um de Tobias, um de Ester, um de Judite, dois dos Macabeus, dois de Esdras, dois dos Paralipômenos. Do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos; quatorze epístolas do apóstolo Paulo, três de João, duas de Pedro, uma de Judas, uma de Tiago; os Atos dos Apóstolos; e o Apocalipse de João" (papa Inocêncio I, 20.02.405; Carta "Consulenti Tibi" a Exupério, bispo de Tolosa).

  • "Devemos agora tratar das Escrituras Divinas. Vejamos o que a Igreja Católica universalmente aceita e o que deve ser evitado: (1) Começa a ordem do Antigo Testamento: um livro da Gênese, um do Êxodo, um do Levítico, um dos Números, um do Deuteronômio, um de Josué (filho de Nun), um dos Juízes, um de Rute, quatro livros dos Reis, dois dos Paralipômenos, um livro de 150 Salmos, três livros de Salomão (um dos Provérbios, um do Eclesiastes, e um do Cântico dos Cânticos). Ainda um livro da Sabedoria e um do Eclesiástico. (2) A ordem dos Profetas: um livro de Isaías, um de Jeremias com Cinoth (isto é, as suas Lamentações), um livro de Ezequiel, um de Daniel, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Joel, um de Abdias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias e um de Malaquias. (3) A ordem dos livros históricos: um de Jó, um de Tobias, dois de Esdras, um de Ester, um de Judite e dois dos Macabeus. (4)A ordem das escrituras do Novo Testamento, que a Santa e Católica Igreja Romana aceita e venera são: quatro livros dos Evangelhos (um segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas e um segundo João). Ainda um livro dos Atos dos Apóstolos. As 14 epístolas de Paulo Apóstolo: uma aos Romanos, duas aos Coríntios, uma aos Efésios, duas aos Tessalonicenses, uma aos Gálatas, uma aos Filipenses, uma aos Colossenses, duas a Timóteo, uma a Tito, uma a Filemon e uma aos Hebreus. Ainda um livro do Apocalipse de João. Ainda sete epístolas canônicas: duas do Apóstolo Pedro, uma do Apóstolo Tiago, uma de João Apóstolo, duas epístolas do outro João (presbítero) e uma de Judas Apóstolo (o zelota)" (papa S. Gelásio, ~495; Decreto Gelasiano; repetido em 520 pelo papa S. Hormisdas. Seguido também pelo Concílio Ecumênico de Florença15 [1438-1445], e novamente ratificado pelos Concílio de Trento16 [1546-1563] e Vaticano I [1870])).

  • Outras Fontes:
    Concílio Regional de Trulos, realizado no ano 692.
    Catecismo da Igreja Católica.
1Trata-se dos dois livros de Samuel (1Rs/2Rs) e os dois livros de Reis (3Rs/4Rs).
2Isto é, os dois livros das Crônicas (1Cr/2Cr).
3Ou seja: Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.
4A saber: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
5Incluindo as "Lamentações" e "Baruc", segundo a Septuaginta.
6Isto é, o livro de Esdras e o livro de Neemias.
7Mateus, Marcos, Lucas e João.
8Aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito e a Filemon.
9Curiosa distinção resultada, provavelmente, dos escrúpulos que a Igreja Africana tinha a respeito da autenticidade literária paulina dessa epístola.
10Percebe-se, assim, que o cânon coincide perfeitamente com o cânon definido pelo Concílio de Trento.
11Trata-se da Igreja de Roma.
12Alusão ao culto dos santos mártires.
13Os Concílios regionais de Cartago simplesmente repetem, com as mesmas palavras, o conteúdo do cânon 36 do Concílio regional de Hipona. A diferença está somente na conclusão.
14Interessante distinção, já que antiquíssima tradição de Éfeso distinguia o João Apóstolo de um João Presbítero, da mesma região.
15cf. Decreto "Pro Iacobitis" (da Bula "Cantate Domino", de 04.02.1441): "...O Sacrossanto Concílio professa que um e o mesmo Deus é o autor do Antigo e do Novo Testamento, isto é, da Lei, dos Profetas e do Evangelho, pois os santos de ambos os Testamentos falaram sob a inspiração do mesmo Espírito Santo. Este Concílio aceita e venera os seus livros que vêm indicados pelos títulos seguintes: Cinco livros de Moisés (isto é, Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reis, dois dos Paralipômenos, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, Jó, o Saltério de Davi, as Parábolas (Provérbios), Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico, Isaías, Jeremias, Baruc, Ezequiel, Daniel, os Doze Profetas menores (isto é, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias) e dois livros dos Macabeus. Quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), catorze epístolas de Paulo (uma aos Romanos, duas aos Coríntios, uma aos Gálatas, uma aos Efésios, uma aos Filipenses, uma aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, uma a Tito, uma a Filemon, uma aos Hebreus), duas epístolas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas, os Atos dos Apóstolos e o Apocalipse de João".
16cf. Decreto sobre o Cânon (sessão IV, de 08.04.1546).




Fonte: Site "Veritatis Splendor"



19 dezembro 2019

Afirma o Papa Francisco: É preciso ter coragem de parar e contemplar o presépio

Durante a Audiência Geral de quarta-feira, o Papa convidou não somente a fazer, mas a ficar diante do presépio para falar na intimidade com o Senhor da vida.
Dentro de poucos dias será o Natal: em meio ao barulho da vida, há necessidade da sabedoria de parar e ouvir Deus que fala no silêncio. Foi o que recordou o Papa Francisco na Audiência Geral desta manhã, dedicada à “bela tradição do presépio”. É encontrar a coragem de dar o nosso tempo a Deus para contemplar o Eterno que entrou na história para mudar o mundo, levando a paz onde são fabricadas armas:
“O Senhor da glória deixou o seu céu para estar conosco e transformar nossa terra em céu”.
No dia em que a Liturgia do Advento recorda a fé de São José, homem do silêncio, o Papa convida à oração, que é um diálogo íntimo com o Senhor, mas é também simplesmente estar com o Deus que se fez próximo: rezar é sobretudo escutar. E a verdadeira escuta muda a vida. Assim, o presépio vivo do Deus feito homem se torna o Evangelho que é levado “às casas, às escolas, aos locais de trabalho e de encontro, aos hospitais e aos asilos, às prisões e às praças”. Deus nasce quando abrimos os nossos corações “ao próximo que tem necessidade de nosso amor”.

Acolher, proteger, promover e integrar

O Papa, por ocasião da Audiência Geral, sempre se dirige aos enfermos, os encontra, os abraça com afeto. Os doentes, mas também aqueles citados no capítulo 25 do Evangelho de Mateus, os pobres, os prisioneiros, os estrangeiros, todos aqueles que tem necessidade de nós, os encontraremos novamente no final dos tempos, quando seremos julgados com base no amor.
E hoje o Papa, no tweet pelo Dia Internacional dos Migrantes, recordou quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar. Eles são válidos para todos aqueles que tem necessidade do nosso amor e servem “para construir a cidade de Deus e do homem”.

O sentido do pão

Nesta quinta-feira, 19, Francisco encontra refugiados recém-chegados de Lesbos com os corredores humanitários e fará colocar uma Cruz – no acesso ao Palácio Apostólico a partir do Pátio Belvedere – em memória dos migrantes e refugiados.
Por fim, a saudação do Papa chegou ontem a Milão, por meio do cardeal Pietro Parolin, também aos detentos da prisão da Ópera e às mães e às crianças em dificuldade apoiadas pela Fundação Arché em um prédio em Quarto Oggiaro.
Experiência significativa dos presos que, desde 2016 – lançamento do laboratório “O sentido do pão” – produziram mais de três milhões de hóstias distribuídas em paróquias em todo o mundo.
“Vocês – disse o secretário de Estado – estão colaborando com o Senhor, para que possa dar vida a tantas pessoas”.

18 novembro 2019

É possível combinar ioga e fé cristã?

Alguns cristãos acreditam que através da ioga, que ensina concentração, eles serão capazes de orar melhor. Eles não vêem nada de perigoso nestas técnicas de meditação oriental. Mas será possível combinar ioga e fé cristã?
As técnicas de meditação oriental são muito atraentes. Eles são meios  para nos retirarmos do mundo exterior casual e em mudança para nos concentrarmos no nosso eu interior, pelo qual todos temos saudades. Eu sei disso por ter praticado durante vários anos. No início, a atitude é a mesma da oração cristã: há uma vontade de romper com uma vida superficial, dispersa, muito decepcionante, de entrar em si mesmo. Em ambos os casos, há uma grande sede do Absoluto.
Mas desde o início deste caminho interior, as vias divergem. Nas técnicas orientais, se trata de entrar cada vez mais em si mesmo, pela própria força, até chegar a uma espécie de fusão no Todo, um sentimento de existência muito intensa. Nesta experiência, não há lugar para o outro: “Estou cada vez mais focado em mim mesmo e em mim mesmo sozinho”. Pelo contrário, a oração cristã é um encontro com o Outro, com Deus que vem a mim: “Eu entro em mim mesmo, mas é para me preparar para receber o que o Senhor quer me dar”.
Um sério risco de confusão
Esta é a diferença entre um misticismo natural, que confia exclusivamente em meios naturais e me deixa sozinho comigo mesmo, e um misticismo sobrenatural, que me orienta para Deus, um Deus pessoal que se entrega a mim num diálogo de amor. Nas técnicas orientais, sou o mestre da minha vida interior. Na oração cristã, o mestre ao contrário, é Deus: “Aceito confiar nele e que me conduza até ele”. Além disso, as técnicas orientais visam uma dissolução do eu no grande Todo, enquanto a relação com Cristo respeita a minha alteridade: a oração cristã é uma comunhão, não uma fusão.
É claro que as técnicas que fazem parte de um misticismo natural – como as técnicas de meditação oriental – podem levar a experiências muito fortes, mas isso não tem nada a ver com a paz sobrenatural do Espírito Santo. Há um grande risco de confundir a serenidade produzida por certos exercícios respiratórios, certas posturas, com a presença autêntica do Espírito Santo. Este é um risco que deve ser considerado seriamente porque pode conduzir a um impasse e nos afastar da meta que tínhamos estabelecido para nós mesmos quando oramos, ou seja, o encontro pessoal com o Deus vivo revelado a nós por Jesus Cristo.
Padre Joseph-Marie Verlinde

29 julho 2019

Escola cristã demite professora que defendeu o aborto nas redes sociais.



Por Carmadélio Souza

Uma professora do ensino médio da Carolina do Sul, EUA, afirma que seus direitos da Primeira Emenda Americana foram violados quando ela foi demitida de seu emprego por compartilhar mensagens pró-aborto em sua conta no Facebook.
A professora Elizabeth Cox diz que já assinou um contrato para ensinar na Bishop England High School, em Charleston, para o próximo ano, quando soube no mês passado que estava sendo demitida por seus posts nas redes sociais.
Documentos judiciais mostram que a escola, administrada pela Diocese de Charleston, encerrou o contrato com a professora em 7 de junho, citando mensagens do Facebook de Cox apoiando publicamente o aborto “em oposição à missão e aos ensinamentos da Igreja Católica Romana”.
As postagens no Facebook violaram os termos do contrato de trabalho de Cox, disse o diretor da escola Bishop England, Patrick Finneran, em uma carta de rescisão.
“Os pais mandam seus filhos para a Bishop England expressamente porque querem um ensinamento e educação católicos”, escreveu Finneran. “Sua expressão pública em desacordo com os valores católicos enfraquece isso”.
A Bishop England é uma escola secundária privada, operada pela Diocese Católica de Charleston. Como tal, os membros da equipe da instituição são funcionários da diocese de Charleston.
Quando aceitam trabalhos na Bishop England High School, os professores assinam contratos declarando que concordam em defender publicamente as crenças e ensinamentos católicos conforme estabelecido nas Escrituras Bíblicas e no Catecismo da Igreja Católica.
A Igreja Católica vê o aborto como um “mal moral” ao qual se opõe veementemente com base no direito absoluto de uma pessoa à vida a partir do momento da concepção. Assim, como instituição privada, a escola além de usar o direito de poder estabelecer princípios a serem seguidos pelos contratados, também fez uso do contrato assinado pela docente, o qual ela disse concordar ao assinar o emprego.

04 abril 2019

Entrevistamos Bernardo Küster | Conversão, namoro, Igreja, etc.


 Com um tom bem aberto e revelador, a entrevista revela a conversão do Protestantismo para o Catolicismo, lançamento do filme 'eles estão no meio de nós' e muito mais... 
Acompanhe com atenção! 

Conheça o filme de Bernardo Küster e Viviane Princival sobre a teologia da libertação 'Eles estão no meio de nós' que estreará aina este ano.


A Igreja no Brasil é permeada de conflitos políticos desde o seu tenro desenvolvimento. A relação entre Igreja e Estado sempre foi campo minado de tensões. Elementos históricos, e dentre eles o florescimento político-partidário  progressista no país, produziram um solo fértil para que documentos, inclusive da Santa Sé, fossem lidos, reinterpretados e apropriados com intencionalidades distintas das quais foram inicialmente promulgados. A Ação Católica adotada por Pio XI e seu posterior encaminhamento adotado no Brasil revelam um exemplo – e por que não – um sinal de contradição?
A criação e o desenvolvimento de ações ideológicas no seio da Igreja brasileira demonstram que o país estava disponível a aceitar e conviver com o caos decorrente destas infiltrações. A presença da Teologia da Libertação no Brasil, após 1968, embora não seja a detentora exclusiva dos malefícios no catolicismo nacional, é uma das grandes responsáveis por nossos males, pois investiu em camadas de base, “formação” em escala de intelectuais e difusão ideológica.
Considerando o entendimento da Doutrina Católica, e nela a fé como um de seus pilares, subentende-se os sacramentos como sinais visíveis da graça de Deus. E que pureza há n’alma da Igreja, que embora materialmente seja mantida por mãos humanas, é sobretudo sustentada pela graça e pelo Espírito Santo. Deveria ser ela, portanto, cheia de manchas e pecado? Quando o Papa Paulo VI anunciou que “a fumaça de satanás entrou na Igreja”, com isto advertia que os sacramentos e a vida do povo de Deus estavam sob ameaça.
É nos sacramentos que resplandece a face misericordiosa do próprio Deus. Encontrar, no entanto, em seu lugar um deus histórico, homem comum e não o Homem Deus, tira o próprio Cristo da centralidade da vida da Igreja.
A Teologia da Libertação dessacraliza a disposição à santidade da Igreja. Os sacramentos são tidos, para essa teologia, como meros sinais de partilha e inclusão, e não da graça; não são sinais de transubstanciação, de Presença Real nem de penitência, mas de libertação social, emancipação e sincretismo de crenças que ignora a Tradição, o Magistério e as Escrituras, instituídos desde os séculos sob a luz de concílios, papas e doutores da Igreja em benefício da salvação eterna de todos os homens.
A aproximação do ideal marxista à doutrina da Igreja causa a ilusão de um falso céu na terra, ao contrário do que realmente nos ensina a vida de Cristo, uma vida de abnegação e desprendimento, que afirmou que a vida eterna é a plenitude da alma justa na presença do Deus amoroso; o mesmo Deus que nos chama a viver a santidade nesta vida terrena, que jamais poderá se comparar ao paraíso celeste por Ele prometido.
Os bastidores políticos que fomentam tal reinvenção para o catolicismo, principalmente na América Latina, são incompatíveis com a verdadeira Doutrina da Igreja em toda e qualquer instância. A compreensão e difusão dessas incompatibilidades deve ser acessível e didática. É crucial não somente se manifestar contra ideias, mas contra pessoas reais, no mundo real. Amparados por fatos, documentos, fontes, devemos nos posicionar frente à figuras que mantém uma espécie de honra pública e que, há muito tempo, estão no meio de nós.
Instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o ano do laicato, no presente 2018, inspira os leigos a protagonizar momentos edificantes na vida da comunidade eclesiástica no aprofundamento da fé, por meio de posicionamentos firmes e ativos. Impulsionados por esta ocasião, e já há muito feridos com os estigmas dessa incompatibilidade que permeia fé católica, esta produção justifica-se em uma dupla função: (1) outdoor, que denuncia irregularidades graves na Igreja; e (2) dossiê, que reúne extenso amparo documental e testimonial que implicam e inspiram a agir sabiamente na reversão desse triste quadro

Um filme de Bernardo Küster e Viviane Princival


Maiores informações e contribuição, através do link: http://elesestaonomeiodenos.com/

Cássio José: blog 100% Católico

IMAGEM VERSUS ÍDOLO: A IGREJA CATÓLICA É IDÓLATRA POR TER IMAGENS?

 Por Cássio José* Essa pergunta é tão antiga quanto a arca de Noé! Quero esclarecer suas dúvidas a respeito de tais ataques com a própria Pa...

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