25 março 2020

Testemunho de conversão do ex-pastor Scott Hahn ao Catolicismo


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Depois me ensinaram a amar a Deus e a ler a Bíblia. Até que eu estivesse terminando a escola secundária, eu tinha lido a Bíblia duas ou três vezes em sua totalidade. E eu tinha me apaixonado pela Bíblia Sagrada. Como resultado disso me convenci de muitas coisas.


Resultado de imagem para conversão de scott hahn ao catolicismo testemunhoMuito obrigado. É muito bom estar com vocês. Eu nunca deixo a oportunidade de mostrar e compartilhar por que eu me tornei um Católico, e como Deus trabalhou em minha vida, na vida de minha esposa, e minha família.
Isso é o que eu gostaria de compartilhar com vocês agora. Começo  com uma experiência de conversão que eu tive na escola secundária. Eu não cresci  em uma família Cristã forte. Nós não fomos muito de igreja, e assim eu não era muito religioso. O que  Deus usou em minha vida era um  organização chamada Vida Jovem, sob a direção de Jack, uma pessoa que muito me ajudou,  na escola secundária de crianças.
Primeiro, além de ler a Bíblia, Jack tinha compartilhado comigo de sua própria biblioteca pessoal e os escritos de Martinho Lutero,  João Calvino, e me tornei um Cristão protestante convencido,  não só um Cristão com a bíblia, mas alguém que foi convencido que até 1500, o Evangelho tinha estado perdido entre  o período medieval, com  superstições e práticas pagãs que a Igreja católica tinha  adotado. E assim esta primeira convicção era ajudar meus amigos católicos para o Evangelho de Jesus Cristo, lhes mostrar a Bíblia, e para  mostrar para eles que na Bíblia, você aceita Jesus como Salvador e isso era tudo. Não Maria, não os Santos, não purgatório, não devoções etc.
Naquele tempo eu estava saindo com uma menina que era católica, e nós  estávamos ficando com um namoro sério. Mas eu imaginava que não havia nenhum futuro em nossa  relação se ela permanecesse católica. Assim eu dei a ela, um livro de Loraine Boettner intitulado Catolicismo romano. O livro era conhecido como a bíblia do Anti-catolicismo. Era quatrocentos e cinqüenta páginas que a encheram de todos os tipos de distorções e mentiras sobre a Igreja Católica. Mas eu não soube que na ocasião, eu compartilhei isto de boa fé  com ela. Ela leu do princípio ao fim. Ela me escreveu dizendo, “obrigada pelo livro; Eu nunca voltarei contigo novamente.” Eu figurei que se a” bolacha” na que eles estão adorando no altar não é Deus, então eles são os idólatras, eles são os pagãos. Se o Papa em Roma não é infalível, e sim um tirano. Ele é um simples ditador espiritual.

O Senhorio de Jesus e o coronavírus!

Pregação ministrada no dia 20 de março de 2020 (Sexta-feira), no programa de rádio Celebrando Pentecostes, pela TV Camocim

Boa noite!
Graça e Paz aos irmãos que se encontram em seus lares nesse momento de afastamento e isolamento social! A Palavra de hoje se encontra em Atos dos Apóstolos 2, 32-36:


A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas. Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis. Pois Davi pessoalmente não subiu ao céu, todavia diz: O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1). Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo.


         O que Pedro afirmou em Atos dos Apóstolos 2, 36 deve ser a convicção e a certeza que temos que afirmar nesse tempo de pandemia! É um tempo de dificuldades, mas Jesus é o Senhor: do nosso município, do Ceará e do mundo! Digo isso porque existem muitos cristãos espalhados pelo mundo e eles devem proclamar o poder e o Senhorio de Jesus sobre esse tempo em que estamos vivenciando. Sabemos que a vitória vem do Senhor Jesus!

       O Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 449 afirma que as primeiras confissões de fé da Igreja (na Igreja Primitiva) afirmam desde o seu início que O PODER, A HONRA E A GLÓRIA DEVIDOS AO PAI CABEM, TAMBÉM A JESUS! DESSA FORMA, ELES ATRIBUÍRAM A JESUS O TÍTULO DIVINO DE SENHOR!

    É isso mesmo o que o apóstolo Pedro faz aqui neste pregação querigmática em que converte aproximadamente 3 mim pessoas (At 2, 40). Ele afirma veementemente no v. 36 de Atos dos Apóstolos, capítulo 2:
Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo.
         O próprio Senhor Jesus declarou, para os seus apóstolos, após ressuscitar ao terceiro dia, que Ele é o Senhor: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.
           
           Meus irmãos, quando a gente olha para o ministério messiânico de Jesus de Nazaré, dá para perceber que de fato Jesus é o Senhor!
        O SENHOR é aquele que tem direito e autoridade sobre tudo. Ele é o dono! Quando se estuda, por exemplo, a historia dos senhores feudais, sabe-se que esses senhores eram DONOS de espaços de terras. Eles tinham domínio e autoridade sobre as terras e propriedades dessas terras, com seus bens materiais, plantações e seus escravos. 
        Eles mandavam e desmandavam em tudo. Eram eles que ditavam as regras da vida dos escravos. A própria eleição do rei, na época, antes deste absolutizar o poder para si, era feita entre os senhores feudais. Geralmente, as características dos senhores do mundo terrestre são essas: abuso de poder, autoritarismo, não-compreensão e comprometimento com o que se passa com a vida de seus escravos...
      Quando observamos os quatro Evangelhos, de ponta a ponta, notamos de maneira muito clara no ministério de Jesus, que Ele tem DOMÍNIO e AUTORIDADE sobre tudo. Enumeramos, pelo menos, 5 coisas das quais Jesus tem o seu total controle:
1.NATUREZA E MATÉRIA: Quando lemos a Palavra de Deus vemos que Jesus acalmou a tempestade(Mt 8,23-27), andou sobre o mar (Mc 45-52), fez uma multidão se alimentar com apenas 2 pães e 5 peixes (Jo 6,1-15), transformou 600 litros de água em vinho (Jo 2,1-12). A natureza e a matéria são subordinadas e submissas ao Senhor Jesus.
2.DOENÇAS: Não existe nenhuma doença da qual Jesus não tenha o poder e a capacidade de curar. Ele curou: lepra (Mt 8,1-4); paralisia (Mc 2,1-12; Jo 5,1-9); hemorragia (Mt 9,18-25); mão atrofiada (Mt 12,9-14); febre (Lc 4,38-39); proclamou a libertação aos presos, recuperou a vista aos cegos, liberdade aos oprimidos (Lc 4,18); pessoas à beira da morte(Lc 7,1-10); epilepsia (Lc 9,37-42); mulher encurvada (Lc 13,10-17); dez leprosos (Lc 17,11-19); cegueira (Mc 10,46-52;Lc 18,35-43; Jo 9,1-12); surdo-mudo(Mc 7, 31-37).

      Além de podermos enumerar várias doenças específicas, percebemos que os Evangelhos mostram que Jesus curava todo tipo de doença e enfermidade ao amanhecer (Mc 6,53-56) e no pôr-do-sol (Mt 8,16-17; Lc 4, 40). Isso se deixar de esquecer o que João relatou em seu Evangelho quando disse que, se todos os milagres, curas e sinais “fossem escritos em livros não haveria livro suficiente no mundo para registrar tais fatos” (João 21,25)
3. PECADO: Não há nenhuma possibilidade de algum pecado ser impedimento pra que nós nos aproximemos de Jesus, por que Jesus PERDOOU TODOS OS PECADOS AO MORER NA CRUZ, REMINDO-OS COM SEU SANGUE PURO E SEM MANCHA (I Pd 1,18-21; I Jo 2,1-2).
     No seu ministério Jesus perdoou, por exemplo, Zaquel, que era chefe dos cobradores de impostos (Lc 19,1-10); A pecadora que estava na casa do fariseu Simão quando Jesus o visitou ( Lc 7,36-50); A mulher adúltera (João 8,1-11); O paralítico (Marcos 2,1-12).
       Os meus e os seus pecados já foram redimidos, perdoados por Jesus na cruz do Calvário. Ao aderirmos o senhorio de Jesus na nossa vida, não devemos mais NADA ao inimigo que tem como finilidade roubar, matar e destruir (Jo 10,10), e nem temos mais gosto pelas coisas do mundo, por percebemos que elas não nos satisfazem (I Cor 6,12), por que desejamos o céu, que nos foi preparado (Jo 14,2) e que é o lugar dos santos (Hb 12,14).
4.DEMÔNIO E MUNDO DAS TREVAS: Todos os demônios se tremiam diante de Jesus por que sabiam e sabem quem Ele É. Vemos, por exemplo, que Jesus expulsou um demônio mudo(Lc 11,14); Um homem endemoninhado numa sinagoga de Cafarnaum (Mc 1,21-28); O possesso de Gerasa, da qual 2 mil porcos morreram quando Jesus ordenou que os demônios fossem pros porcos (Mc 5,1-20); Os sete demônios de Maria Madalena(Lc 8,1-3); O demônio da filha da mulher pagã Siro-fenícia (Mc 7,24-30), dentre muitos outros.
     Ele sabe que lhe resta pouco tempo (Ap 12,12), mas sabe mais ainda, que dele não somos e que o inferno é o seu dele e de seus outros demônios (Mt 25,41) por que fomos lavados e emidos pelo sangue do Cordeiro! É hora de transportarmos d mundo das trevas para uma vida de ressuscitados para Deus: Emigração espiritual!
5.MORTE: Nos Evangelhos temos pelo menos, 3 pessoas que Jesus ressuscitou: O filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17); Lázaro(11) e a filha de Jairo (Lc 8,40-56).
     A morte foi, assim, destruída quando Jesus morreu na cruz. Apocalipse 1,18 nos diz está em Jesus está com “as chaves da morte e da mansão dos mortos”, tendo assim autoridade e domínio até mesmo sobre a morte. Em I Cor 15,55 está escrito: “A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?”  
        A nossa vitória veio a partir do momento que Jesus ressuscitou dentre os mortos, estando assentando a direita do Pai, como o nosso advogado supremo e virá como justo juiz para julgar os vivos e os mortos.
    Percebemos dessa maneira que TUDO ESTÁ NO CONTROLE DE JESUS. Ele demonstrou sua SOBERANIA, AUTORIDADE e DIREITO sobre TUDO.
        Por tanto irmãos, nesse tempo em que estamos vivenciando, é necessário compreendermos que tudo está no controle de Deus! É momento de confiarmos no Senhor as nossas vidas e percebermos que o sofrimento é tempo de aprendizagem e de cultuarmos o nosso Deus!


Pregação sobre Hebreus 13,15 e o Carnaval

Nessa pregação, ministrada no Programa de rádio Celebrando Pentecostes, faço uma exposição bíblica de Hebreus 13, 15 que nos diz:
Por ele ofereçamos a Deus sem cessar sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome (Os 14,2).

Nessa pregação, faço um alerta de que nesse tempo do Carnaval devemos nos posicionar em louvor a Deus já que o Carnaval é culto a Satanás!
Parte 01


Parte 02

O Jejum na vida do cristão: Introdução.




Nesse vídeo curto, faço um comentário geral acerca do jejum na vida do cristão, mostrando que é o jejum, segundo a Sagrada Escritura e a Igreja Católica. Mostro também os 04 tipos de jejuns que se estuda na igreja e mostro a diferença de jejum e sacrifícios.

Acompanhe comigo!

Introdução ao Estudo das Sagradas Escrituras (Parte 02): Autoria Bíblica, Inspiração e Verdade Bíblica, Interpretação Bíblica, Comentário geral dos 73 livros canônicos

CRISTO – PALAVRA ÚNICA DA SAGRADA ESCRITURA

Na condescendência de sua bondade, Deus, para revelar-se aos homens fala-lhes em palavras humanas. (CIC 101, cit. DV13)
Nos Livros Sagrados o Pai que está nos céus vem carinhosamente ao encontro de seus filhos e com eles fala. (CIC 104, cit. DV 21)
Através de todas as palavras da Sagrada Escritura, Deus pronuncia uma só Palavra, seu Verbo Único, no qual se expressa por inteiro. (CIC 102)
A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como venera também o Corpo do Senhor; sobretudo na sagrada liturgia, ela não cessa de apresentar e distribuir aos fiéis o Pão da Vida, tanto da Mesa da Palavra de Deus como do Corpo de Cristo. (CIC 103, cit. DV 21)

INSPIRAÇÃO E VERDADE DA SAGRADA ESCRITURA

Deus é o autor da Sagrada Escritura. (CIC 105)
As coisas divinamente reveladas, que se encerram por escrito e se manifestam na Sagrada Escritura, foram consignadas sob inspiração do Espírito Santo. Escritos sob a Inspiração do Espírito Santo, eles tem Deus como autor. (CIC 105, DV 11)
Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados. (CIC 106)
Na redação dos livros sagrados, Deus escolheu homens, dos quais se serviu fazendo-os usar suas próprias faculdades e capacidades, a fim de que, agindo ele próprio neles e através deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que ele próprio quisesse. (CIC 106, cit. DV 11)
Os livros inspirados ensinam a verdade. (CIC 107)
Já que tudo o que os autores inspirados afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, deve-se professar que os livros de Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus em vista da nossa salvação quis fosse consignada nas Sagradas Escrituras. (CIC 107, cit. DV 11)
Para descobrir a intenção dos autores sagrados, há que levar em conta as condições da época e da cultura deles, os gêneros literários em uso na época, os modos de sentir, falar e narrar correntes na época. Pois a verdade é apresentada e expressa de maneiras diferentes nos textos que são de vários modos históricos ou proféticos ou poéticos, ou nos demais gêneros de expressão. (CIC 110, cit. DV 12)

O ESPÍRITO SANTO, INTÉRPRETE DA ESCRITURA

Na Sagrada Escritura, Deus fala ao homem à maneira dos homens. Para bem interpretar a Escritura é preciso, portanto, estar atento àquilo que os autores humanos quiseram realmente afirmar e àquilo que Deus quis manifestar-nos pelas palavras deles. (CIC 110, DV 12)
A Sagrada Escritura deve também ser lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita. (CIC 111, cit. DV 12)

“O que vem do Espírito só é plenamente entendido pela ação do Espírito.”
Orígenes, Homilia in Ex. 4,5

Resultado de imagem para Bíblia em pergaminhoHá três critérios para interpretar a Escritura conforme o Espírito que a inspirou:

         ·         Prestar muita atenção ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira; (CIC 112, cit. DV 12)
·         Ler a Escritura dentro da Tradição viva da Igreja inteira; (CIC 112, cit. DV 12)
·         Estar atento à analogia da fé, a coesão das verdades entre si e no projeto total da Revelação (CIC 112, cit. DV 12)

Distingue-se dois sentidos da Sagrada Escritura: o literal e o espiritual. (CIC 116)

                  ·         O sentido literal é o sentido significado pelas palavras e descoberto pela exegese, seguindo as regras da correta interpretação. (CIC 116)
                 ·         O sentido espiritual: é o sentido em que as realidades e acontecimentos de que fala o texto sagrado podem ser sinais. O sentido espiritual é subdividido em:
§  O sentido alegórico: é a compreensão profunda das realidades e acontecimentos reconhecendo a significação em Cristo.
§  O sentido moral: é o justo agir apontado pelas realidades e acontecimentos relatados na Escritura.
§  O sentido anagógico: é a significação eterna das realidades e acontecimentos. (CIC 117)

“A letra ensina o que aconteceu; a alegoria, o que deves crer;
a moral, o que deves fazer; a anagogia, para onde deves caminhar.”
Dístico medieval

É dever dos exegetas esforçar-se, dentro destas diretrizes, por entender e expor com maior aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório, amadureça o julgamento da Igreja. Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a Escritura estão sujeitas em última instância ao juízo da Igreja, que exerce o divino mandamento do ministério do guardar e interpretar a Palavra de Deus. (CIC 119, cit. DV 12)

“Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica”.
Santo Agostinho
Contra epistulum Manichæi quam vocant fundamenti, 5,6: PL 42,176

O CÂNON DAS ESCRITURAS

A Tradição apostólica fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados. Esta lista completa é denominada Cânon das Escrituras, comportando 46 livros para o Antigo Testamento e 27 para o Novo. (CIC 120, cit. DV 8)
A historicidade do Cânon das Escrituras é evidenciada já nos primeiros séculos por documentos como o Cânon de Muratori e o Cânon de Marcião.
O ANTIGO TESTAMENTO
É parte inalienável da Sagrada Escritura. A economia do Antigo Testamento estava ordenada principalmente para preparar a vinda de Cristo. Embora contenham ciosas imperfeitas e transitórias, os livros do Antigo Testamento dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus. Nos seus ensinamentos está latente o mistério da nossa salvação. (CIC 122, DV 15).

Os católicos adoram imagens ?

Alegam os nossos irmãos Protestantes: "Os Católicos praticam a idolatria, fazendo e adorando imagens, o que Deus proíbe na bíblia, dizendo:

"Ex 20, 4: "Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra."
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Comentário:
Ora, nossos irmãos cometem um equívoco na interpretação da palavra de Deus, quando dizem que Deus teria proibido fazer imagens, pois como poderia Deus ter proibido fazer imagens em um capítulo de um livro da bíblia, e logo a frente no mesmo livro e em outros livros ter mandado fazer, várias vezes, o que teria proibido "terminantemente" fazer, isto é, imagens, vejamos:
Ex 25, 18-20: "Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; faz-me um dos querubins numa extremidade e o outro na outra; farás os querubins formando um só corpo com o propiciatório, nas duas extremidades. os querubins terão as asas estendidas para cima e protegerão o propiciatório com suas asas, um voltado para o outro. as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.";
Nm 21, 8-9: "E Iahweh respondeu-lhe: faz-me uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá. Moisés, portanto, fez uma serpente de bronze e a colocou em uma haste; se alguém era mordido por uma serpente, contemplava a serpente de bronze e vivia."
I Rs 6, 23-35: "No debir, ele fez dois querubins de oliveira selvagem..., mandou esculpir figuras de querubins, palmas e flores. Cobriu de ouro o pavimento do templo, no interior e no exterior...";
I Rs 7, 29: "Sobre as molduras que estavam entre as travessas havia leões, touros e querubins...".
Perguntamos:
Seria Deus incoerente proibindo aos homens de fazer imagens e logo depois, por mais de uma vez, mandando fazer várias imagens? Teria Deus se esquecido de ter proibido o povo de fazer imagens?
Respondemos:
Não… O que ocorre é um erro de entendimento da palavra de Deus por parte dos nossos irmãos Protestantes, ocasionado pela leitura isolada do versículo 4 do capítulo 20, do livro do Êxodo, não levando em conta o restante da bíblia. Vejamos o verdadeiro sentido bíblico desta proibição, ou seja, qual a intenção de Deus:
Ex 20, 1-6: "Deus pronunciou todas estas palavras dizendo: eu sou Iahweh teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros Deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses Deuses e não os servirás, porque eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas que também ajo com amor até a milésima geração para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos."
Comentário:
O que Deus proibiu não foi simplesmente fazer ou construir imagens, mas sim fazer ou construir imagens e adorá-las como se fossem Deus!
Ex 34, 14: "Não adorarás outro Deus..."
Ex 34, 17: "Não farás para ti `Deuses` de metal fundido."
Cabe aqui um esclarecimento para melhor compreensão: No antigo testamento, cada povo tinha o seu `Deus` e o representava através de uma imagem que faziam, imaginando, isto é, inventando, criando a sua forma. por isso , naquele tempo, se tinha a crença de que o povo que tivesse o `Deus` mais poderoso, venceria a batalha. O povo de Israel , quando foi tirado do Egito por Deus, corria o risco de incorrer no mesmo erro, isto é, `criar` uma imagem de `Deus` e adorá-la (a imagem). porém o povo de Israel não precisava e não devia fazer isto, pois o Deus verdadeiro estava com eles e mais do que isso, combatia por eles e os guiava. mas mesmo assim, alertados e proibidos para não fazerem isto, incorreram nesta falta grave, vejamos:
Ex 32, 1-5: "Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha, congregou-se em torno de Aarão e lhe disse: `Vamos, faz-nos um `Deus` que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, a esse homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.` Aarão respondeu-lhes: `Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e filhas, e trazei-mos`. Então todo o povo tirou os brincos e os trouxeram a Aarão. este recebeu o ouro das suas mãos , o fez fundir em um molde e fabricou com ele uma estátua de bezerro. então exclamaram: `este é o teu `Deus`, ó Israel, o que te fez subir da terra do Egito.` quando Aarão viu isso, edificou um altar diante da estátua e fez esta proclamação: `Amanhã será festa para Iahweh".
Vejamos agora exemplos de "deuses" dos povos estrangeiros:
I Sm 5, 1-4: "Assim que os filisteus se apossaram da arca de Deus, levaram-na de Ebenezer a Azoto. os filisteus pegaram a arca de Deus e a introduziram no templo de Dagon e a depositaram ao lado de Dagon. Quando os azotitas se levantaram na manhã do dia seguinte e vieram ao templo de Dagon, eis que Dagon estava caído, com o rosto em terra, diante da arca de Iahweh. tomaram Dagon e o puseram novamente em seu lugar. mas quando se levantaram muito cedo na manhã seguinte, eis que Dagon estava caído com o rosto no chão diante da arca de Iahweh, e a cabeça de Dagon e as duas mãos, cortadas jaziam à entrada. só o tronco de Dagon restava no seu lugar.";
At 17, 16.22-23: "Enquanto os esperava em Atenas, seu espírito, inflamava-se dentro dele, ao ver cheia de ídolos a cidade. De pé, então no meio do Areópago, Paulo falou: Cidadãos atenienses! vejo que, sob todos os aspectos, sois os mais religiosos dos homens. Pois, percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição : `ao Deus desconhecido`, ora bem, o que adorais sem conhecer, isto venho eu anunciar-vos."
Comentário:
Nos séculos VIII/IX desencadeou-se na igreja a disputa em torno do uso das imagens ou a luta Iconoclasta, como ficou conhecida. por influxo do Judaísmo, do Islamismo, de seitas e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos do oriente negaram a legitimidade do culto das imagens. Os imperadores bizantinos tomaram parte na controvérsia mais por motivos políticos do que por razões religiosas. Desencadeada sob o imperador leão isáurico (717-741), a disputa foi levada ao concílio de Nicéia II (787), que , na base das explanações de grandes teólogos como S. João Damasceno (+ 749) , reafirmou a validade do culto de veneração (não adoração) tributado às imagens. Com efeito, o Concílio distinguiu entre Latréia (adoração), devida somente à Deus, e Proskýnesis (veneração), tributável aos santos e também às imagens sagradas na medida em que estas representam os santos ou o próprio Senhor; o culto às imagens é portanto , relativo; só se explica na medida em que é oferecido indiretamente àqueles que as imagens representam. assim se pronunciaram os bispos no Concílio de Nicéia II: "...quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais, a se voltar para eles, a lhes testemunhar... Uma veneração respeitosa sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus".
Vejamos o que a bíblia nos fala a respeito destas decisões tomadas pela igreja de Deus (sempre iluminada e conduzida pelo Espírito Santo de Deus):
At 16, 4-5: "Ao passarem pelas cidades, transmitiam-lhes, para que as observassem, as decisões sancionadas pelos apóstolos e anciãos de Jerusalém. assim as Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia."
Pergunta-se: Quem são os legítimos sucessores dos Apóstolos?
Respondemos: Os Bispos consagrados na única Igreja fundada por Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador, a Igreja Católica e Apostólica, confiada a Pedro que foi o primeiro Bispo de Roma!
Para concluirmos esta palestra, gostaríamos de citar e lembrar aos católicos e, principalmente aos nossos irmãos separados, as seguintes citações bíblicas:
1) Ef 4, 25-27: "Por isso abandonai a mentira e falai a verdade cada um ao seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos, mas não pequeis: não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.";
2) I Pd 1, 15-16: "Antes, como é Santo aquele que vos chamou, tornai-vos também vós santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: sede santos, porque Eu sou Santo."
3) Jo 8, 32: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.".

Dom Estêvão Bettencourt

Cássio José: blog 100% Católico

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