28 fevereiro 2013

Em apenas oito anos, Papa Bento XVI renovou a Igreja.

 

Antonio Gaspari

Desde a sua eleição, Bento XVI foi retratado como um severo guardião da ortodoxia, um ancião rígido, conservador da estrutura. Na realidade, em seus oito anos de pontificado, ele realizou uma obra de renovação, reforma e refundação da Igreja que chega a ser revolucionária.
Ratzinger ainda não era papa quando, na meditação da nona estação da via crúcis de 2005, disse: “O que pode nos dizer a terceira queda de Jesus sob o peso da cruz? Talvez ela nos faça pensar na queda do homem em geral, no afastamento de muitos de Cristo, na deriva, à mercê de um secularismo sem Deus”.
Não era uma reflexão fora do tempo. Ele salientou: “Não devemos pensar, também, no quanto Cristo tem que sofrer dentro da sua própria Igreja?”.
“Quantas vezes se abusa do Santíssimo Sacramento da sua presença! Em que vazio de corações ele tem que entrar tantas vezes! Quantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem perceber a presença dele! Quantas vezes sua Palavra é distorcida e mal empregada!”.
“Que pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, inclusive entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a ele! Quanto orgulho, quanta autossuficiência! Que pouco respeito nós temos pelo sacramento da reconciliação, onde ele nos espera para nos levantar sempre que caímos!”.
“Tudo isto está presente na sua paixão. A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue, isto é certamente o maior sofrimento do Redentor, aquele que lhe atravessa o coração! Não nos resta mais que clamar, do fundo do coração: Kyrie eleison – Senhor, salvai-nos! (cf. Mt 8,25)”.
A coragem e a força destas palavras convenceram os cardeais e o Espírito Santo a tal ponto que o cardeal Joseph Ratzinger foi eleito papa com o nome de Bento XVI.
Apesar da fragilidade de saúde e do peso dos anos, ele aceitou com alegria e fé o desafio de renovar a igreja, empurrando-a para a nova evangelização.
Ele sabia das dificuldades. Quando se apresentou na janela da basílica de São Pedro, se disse “um humilde trabalhador na vinha do Senhor”.
Poucos compreenderam. O primeiro trabalho que se faz na vinha é a poda. Como disse o núncio no Quirguistão e Tajiquistão, dom Miguel Maury Buendía em entrevista à EWTN Notícias, Bento XVI “tem feito uma limpeza do episcopado. Ele tem removido dois ou três bispos por mês em todo o mundo, porque as dioceses deles eram uma bagunça, ou a disciplina deles era um desastre”.
“Os núncios locais iam até o bispo e diziam: ‘O Santo Padre pede, pelo bem da Igreja, que o senhor renuncie’. Quase todos os bispos, quando o núncio chegava, reconheciam o desastre e concordavam em renunciar. Houve dois ou três casos em que eles disseram que não; o papa, então, simplesmente os removeu. E esta é uma mensagem para os bispos: façam o mesmo na sua diocese”.
É difícil essa tarefa da limpeza. Na homilia da sua primeira missa como papa, Bento XVI pediu aos fiéis: “Não me deixem só, rezem por mim, para que eu não fuja, com medo, diante dos lobos”.
Estas palavras fortes nos voltaram à mente quando soubemos que o mordomo do papa fotocopiava e roubava a correspondência privada do pontífice, passando-a para pessoas que usavam as informações para criar escândalo, divisões e medos.
Mas seria enganoso pensar no pontificado de Bento XVI como mero trabalho de limpeza da Igreja, ainda que heróico.
Juntamente com a poda da árvore milenar da Igreja, Bento XVI cuidou e regou as raízes e fez crescer os ramos e os brotos. Ele nos deliciou com suas catequeses semanais e com seus livros e discursos. Falou com coragem e sabedoria para os governos do mundo; tentou consertar os cismas com as várias denominações cristãs, oferecendo soluções iluminadoras; apoiou os leigos e os movimentos eclesiais, incentivou o clero e os religiosos, suscitou vocações; foi incansável em recomendar a prática da confissão e da eucaristia; empurrou toda a Igreja a se aprofundar no ano da fé, a fim de encontrar o entusiasmo para a nova evangelização.
Ciente da gravidade do momento histórico e da importância da Igreja católica para o mundo, Bento XVI se confiou à misericórdia divina, assumindo o papel de papa emérito e abrindo espaço para um conclave que elegerá um novo papa.
Agradecemos a Deus por tudo o que o nosso amado papa Bento XVI fez pela Igreja e pela humanidade, e esperamos confiadamente pela chegada do novo pontífice.

22 fevereiro 2013

“Cansado de buscar igreja sem pecadores”, peregrinou por grupos protestantes e decidiu voltar à Igreja Católica. Um testemunho.


Fonte: Fernando de Navascues /  religionenlibertad.com
José Luis Vela era um grande conhecedor da Bíblia. Disse que o zelo religioso ofuscou seu amor, buscou igrejas mais puras, caiu no fanatismo… até que aprendeu a perdoar.
José Luis Vela é um mexicano formado na fé católica. Não era um homem que tivesse descuidado de suas crenças por outros deuses; não era uma pessoa “de um montão”, de fé rotineira e aborrecida; de fé sonolenta e complacente. Não.
Era um homem comprometido com a Igreja Católica.
Era um apóstolo, uma pessoa convencida e, também, convincente.

Um apaixonado por Cristo, com vastos conhecimentos sobre a Bíblia. No entanto, algo cruzou por seu caminho e derrubou todos estes princípios: a soberba.
Vanglória e zelo sem amor
Durante muito tempo tinha se dedicado ao estudo da doutrina católica e aprofundar no conhecimento da Bíblia.
De fato pertencia a um movimento dedicado a trabalhar nesta pastoral. Com o tempo, longe de afundar no verdadeiro amor a Jesus, sucedeu justamente o contrário: “Este conhecimento havia provocado em mim sentimentos de jactância, arrogância, vaidade, etc. Sabia -explica Vela- ‘tudo’ o necessário para defender a Igreja”.
“Então o véu da vanglória cobriu minha face e me esqueci do perdão e da misericórdia. O zelo religioso ofuscou o amor. A misericórdia fugiu de mim. E surgiu o juiz”.
E claro, não só já afloravam os erros nas demais pessoas, em seus grupos, nos hereges, mas descobriu uma Igreja Católica cheia de erros e equívocos.
Por uma igreja “perfeita”
“O rancor se apoderou de mim, tinha deixado de crer na boa vontade da Igreja Católica fundada por Jesus. Acreditava que a Igreja tinha me enganado porque eu queria uma Igreja perfeita, sem mancha, nem ruga, quase celestial.
Não tinha podido assimilar a paciência da Igreja Católica para com os fracos e os que não têm conhecimentos bíblicos. Tinha me convertido em um fariseu letrado e sem misericórdia”.
Logicamente, abandonou a Igreja.
Depois de três anos de se alimentar unicamente da Bíblia e sem pisar em nenhum templo católico ou protestante, e após sofrer uma depressão, José Luis optou por buscar um lugar onde pudesse compartilhar seus conhecimentos.
Rechaçou as clássicas seitas como as Testemunhas de Jehová, Mórmons, Sabatistas, Cientologia, Luz do Mundo, etc., e começou a buscar seu lugar nas igrejas protestantes.
Estas eram legiões… cada uma com seu estilo, com sua forma, com seus costumes, com suas liberdades e diferentes entendimentos da Palavra de Deus.
Na primeira igreja em que caiu chegou a ser o ajudante principal do Pastor. No entanto, o idílio durou pouco. Durou até que por discrepâncias doutrinais e de costumes teve que abandonar o grupo.

Depois de Paris, 100 mil a favor da Família contra “união e adoção gay” em Porto Rico.


ACI
Mais de 100 mil pessoas se reuniram frente ao Capitólio do Estado Livre Associado de Porto Rico, em sua capital San Juan, para manifestar que os habitantes da ilha se levantavam “em defesa da família, do matrimônio, da infância e da vida”, frente a propostas legislativas de legalizar o mal chamado “matrimônio” homossexual e a adoção por parte de casais gay.

A marcha de 18 de fevereiro, convocada pela plataforma Porto Rico pela Família, conseguiu reunir a católicos, cristãos de outras denominações e organizações pró família e pró-vida sem filiação religiosa.

O lobby gay organizou uma marcha paralela, tentando boicotar a manifestação pró família, mas não conseguiu reunir mais de 100 pessoas. A cifra de 100 mil pessoas (que alguns meios estimam mais perto dos 200 mil), é todo um recorde em uma ilha que conta com apenas 3,6 milhões de habitantes.

O Bispo do Arecibo, Dom Daniel Fernández Torres, participante na manifestação assegurou que uma sociedade que desmantela a família natural está destinada à ruína e à demolição.

Por sua parte, o doutor César Vásquez Muñiz, presidente da Pastoral Unida a favor da Família, assegurou que esta manifestação surgiu “em resposta às ameaças percebidas contra o matrimônio e a família”.

Esta marcha, indicou, “é um ato para defender nossos direitos e proteger as crianças”.

A marcha pró-família e pela vida procura expressar a oposição dos portoriquenhos a diversos projetos no Senado e a Câmara de Representantes, que procuram a aprovação das uniões homossexuais, incluir os casais do mesmo sexo em delitos de adultério, aprovar a adoção de crianças por parte de casais gay e o ensino da ideologia de gênero nas escolas.

Segundo os organizadores da marcha Porto Rico pela Família, estas ameaças constituem um “atentado legislativo contra nossa liberdade de consciência, liberdade de expressão e liberdade religiosa”.

Ao tentar redefinir a sexualidade e a família afirmarão “modelos de convivência que são daninhos para a sociedade e que debilitam o matrimônio”.

As leis que evitem a discriminação por “orientação sexual” sentarão as bases para que seja legal “discriminar contra a Igreja e os cristãos”.

Além disso, advertiram, as leis que se estão sendo promovidas no Senado e na Câmara de Representantes de Porto Rico, significarão a “marginalização dos cristãos e de seus valores do processo político e da elaboração de leis que nos governem”.

Em Porto Rico, ao redor de 70 por cento de habitantes são católicos, e do 30 por cento restante, uma grande maioria são protestantes pentecostais.

De acordo às estatísticas do país, 52 por cento da população assegura que vai à igreja ao menos uma vez por semana, o que o localiza entre os seis países mais praticantes do mundo, logo depois da Polônia, África do Sul, Filipinas, Irlanda e Nigéria.

Em Portugal, Lisboa diz “obrigado” a Bento XVI com 400 mil cartazes.



Fonte: Diário de Notícias

Grupo de leigos católicos financiou a iniciativa apoiada pelo Patriarcado de Lisboa. Metade dos cartazes são horizontais e mostram o Papa a fazer uma gesto de saudação e os restantes são verticais e têm a imagem de Bento XVI a rezar em Fátima, avança a agência Ecclesia.
Os cartazes que vão ser distribuídos por Lisboa são uma homenagem de agradecimento ao Papa Bento XVI que abandona o cargo a 28 de fevereiro. O porta-voz do Patriarcado explica que os autores da iniciativa decidiram manter o anonimato.
Os cartazes têm o formato de duas páginas A4 e são dominados pelas cores da Santa Sé (amarelo e branco). Além da mensagem de agradecimento, o cartaz tem, no fundo, uma sugestão: “coloque o cartaz na janela de sua casa, com vista para a rua num gesto de união e reconhecimento”.
A distribuição está a ser feita nas paróquias de São João e Nossa Senhora do Amparo de Benfica, ambas em Lisboa, em Oeiras, Cascais, Caldas da Rainha e Fátima.
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20 fevereiro 2013

Pregação do Pe. Paulo Ricardo na CN sobre Renúncia do Papa Bento XVI


Seria o “Android” consagrado ao Demônio? Veja!



Fonte: Tecmundo

Nos últimos dias, um vídeo publicado no YouTube vem movimentando as redes sociais, que geraram mais de 179 mil visualizações a ele.
Postado pelo pastor e rapper gospel Juninho Lutero, o vídeo acusava o Android de ser “consagrado ao demônio”, mostrando uma imagem secreta com a mascote do sistema operacional em meio a figuras macabras. Será que isso confere?
Durante os quase sete minutos de vídeo, Juninho Lutero mostra que, ao apertar diversas vezes a linha com a versão do Android, nas configurações do aparelho, uma imagem “tenebrosa” deve aparecer. A figura em questão é essa no começo da notícia.
A ideia de que o Android é um sistema operacional que atuaria como ferramenta religiosa pela Google, “escravizando pessoas e evitando que elas tenham comunhão com a família”, chegou até ao criador do desenho, Jack Larson, que resolveu falar sobre o assunto.

 

Larson explica a origem da “figura demoníaca”


Em uma postagem no seu blog, Jack Larson explica que encontrou o vídeo por um acaso e resolveu explicar a sua origem. Desde a versão 2.3, chamada Gingerbread, o Android conta com uma imagem que pode ser acessada conforme explicado no vídeo. No caso da versão em questão, a obra “Zombie Art” foi colocada pela preferência do artista por zumbis e por ter um simbolismo especial entre a fusão do moderno com o antigo.
Para ler a explicação completa de Larson, clique aqui (em inglês).
Provando que cada versão, após a 2.3, conta com um “easter egg” diferente, dê uma olhada nas imagens encontradas no sistema operacional:

Android 3.x (Honeycomb ou “Favo de mel”)


 

Android 4.0 (Ice Cream Sandwich ou “Sanduíche de sorvete”)

 

Pode relaxar, o seu Android não está consagrado ao demônio 

(Fonte da imagem: Reprodução/How To Geek)

 

Android 4.1 e 4.2 (Jelly Bean ou “Bala de goma”)

Pode relaxar, o seu Android não está consagrado ao demônio
(Fonte da imagem: Reprodução/How To Geek)
Veja vídeo da denuncia:


14 fevereiro 2013

Fim do mundo? A Profecia de São Malaquias


Sao_Malaquias 

Católico Por que – A profecia atribuída a São Malaquias, bispo de Armagh (Irlanda) no século XII, não era conhecida até 1595. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que foi forjada por interessados políticos que queriam colocar sobre a Cátedra de Pedro o Cardeal Simoncelli de Orvieto precisamente “indicado pelo Espírito Santo” mediante o dístico “De antiquitate urbis”. A falsidade da profecia logo se evidenciou, pois foi eleito Papa não Simoncelli mas o Cardeal Sfondrate. Tal profecia é um instrumento da desonestidade política e não merece crédito.
* * *
A eleição do Papa Bento XVI deu ocasião a que os meios de comunicação trouxessem à tona a Profecia de São Malaquias, que prevê o fim do mundo para os próximos anos, sendo o último Papa Pedro II. Torna-se assim oportuno estudar esta matéria.

1. O conteúdo da Profecia

São Malaquias de Armagh (distinga-se do profeta Malaquias, do Antigo Testamento) nasceu na Irlanda em 1095 aproximadamente. Fez-se monge do mosteiro de Bangor (Irlanda). Ordenado sacerdote aos 25 anos empenhou-se na renovação da vida monástica, começando pelo mosteiro de Bangor, sob a orientação do arcebispo Celso, primaz da Irlanda. Feito bispo de Connor, tornou-se depois arcebispo de Armagh. Interessado na restauração dos mosteiros, era grande amigo de S. Bernardo, seu contemporâneo. Morreu na França em 1148, quando viajava para se encontrar com o Papa Eugênio III.

Deixou fama de santidade e foi muito estimado pelas gerações seguintes, de modo que, após o devido processo, o Papa Clemente III o canonizou em 1190.

A esse Santo atribui-se a famosa “Profecia dos Papas”, que terá sido escrita em 1139, quando Malaquias passou um mês em Roma. Consta de 111 (segundo outros, 113) dísticos latinos, que tentam caracterizar a figura de cada Pontífice desde Celestino II (1143-1144) até Pedro II, que deverá presenciar o fim do mundo.

Cássio José: blog 100% Católico

IMAGEM VERSUS ÍDOLO: A IGREJA CATÓLICA É IDÓLATRA POR TER IMAGENS?

 Por Cássio José* Essa pergunta é tão antiga quanto a arca de Noé! Quero esclarecer suas dúvidas a respeito de tais ataques com a própria Pa...

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